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15 Jan 2017
Paulo Nobre deixou o comando do Palmeiras no fim de 2016 e ajudou a eleger o seu sucessor, Maurício Galiotte. No começo deste ano, no entanto, os dois romperam relações. O novo presidente decidiu revogar a decisão do antecessor de vetar o nome de Leila Pereira no time de conselheiros do clube. Ela é dona da Crefisa, a atual patrocinadora do time.

A companhia está negociando a renovação do contrato e sinalizou que pretende investir 100 milhões de reais no Verdão em 2017. Nas últimas semanas, Leila tirou do próprio bolso 10 milhões de dólares para a contratação de jogadores. Entre contrariar o seu fiador político e a principal financiadora do time, Galiotte escolheu a primeira opção.

http://vejasp.abril.com.br/blog/terraco-pa...campaign=vejasp
9 Jan 2017
A imagem de Felipe Melo junto ao público que consome futebol é muito influenciada pela forma como ele aparece na mídia. Mas parece existir algo além da aparição recorrente do volante no noticiário de polêmicas. O jogador olha para o esporte que pratica de uma forma séria, com um nível de devoção ao jogo pouco comum para atletas de sua geração. Para o novo reforço do Palmeiras, futebol é coisa séria, sem margem para brincadeiras e com culto ao estudo técnico.

Depois de 12 temporadas perambulando pela Europa, Felipe Melo acabou deixando ao torcedor brasileiro um perfil carente de informações. Dentro do país, a imagem mais clara sobre o volante está ligada à eliminação da seleção de Dunga na Copa de 2010. Contra a Holanda, o volante brilhou no primeiro tempo, mas teve participação desastrosa na etapa final, com gol contra e expulsão. No entanto, sua carreira internacional é de respeito, com passagens por clubes importantes e bons contratos.

Mas o que mais o torcedor palmeirense deve conhecer sobre o novo jogador do time? Talvez seja relevante saber que a relação do volante com o futebol não se restringe ao apelido de "Pitbull" e às excentricidades ocasionais nas redes sociais. Abaixo, a reportagem preparou uma lista que ilustra a relação apaixonada e comprometida de Felipe Melo com o esporte.

Dicas úteis para jovens brasileiros na Europa: "chegar junto"

A casca dura fica de lado quando se trata dos companheiros de profissão. Felipe Melo é retratado por seus ex-colegas de vestiário como um cara disposto a ajudar e atencioso. Alex Telles, ex-lateral gremista que atuou com o volante no Galatasaray e na Inter de Milão, credita ao veterano parte de sua rápida adaptação ao futebol europeu. Quando chegou à Turquia, o jovem foi acolhido por Felipe, que o auxiliou na adaptação e nas dicas dentro de campo.

Até quem não conhece Felipe a fundo se beneficia disso. Em 2015, um grupo de jogadores viajou a Istambul para um torneio amistoso pelo Guaratinguetá, que formou uma equipe semi-amadora apenas para a competição. Durante o jogo, o volante deu bronca em um atacante que tentou cavar falta. O tom áspero era mais um conselho que uma ameaça. Felipe Melo queria explicar aos jovens aspirantes a jogador que na Europa a disputa é mais dura.

"Teve uma outra hora que um menino do nosso time deu uma chegada no cara do Galatasaray e foi pedir desculpa. Ele falou: 'bora, bora, vamos que futebol é assim mesmo, não tem de pedir desculpa, não'", disse Bruno Santos, goleiro que esteve em campo e conversou com Felipe Melo depois do encontro.

Volante rejeitou convite de grupo de humor: "futebol é sério"

Felipe Melo tem uma relação turbulenta com a mídia. O volante tem em seus currículos bate-bocas com jornalistas como PVC, com quem discutiu ao vivo em 2010 na ESPN Brasil, e ex-jogadores como Neto e Zé Elias, com quem vem trocando farpas nos últimos tempos.

Piada? Nem pense nisso. Felipe Melo não é fã do estilo descontraído que a imprensa por vezes adota ao tratar de futebol. Recentemente, ele recusou participar da gravação de um canal de humor dizendo que "não gosta de chacota". Na visão do volante, futebol tem de ser abordado como "coisa séria".

Assiste a jogos de segunda divisão e adora estatísticas

Alguns jogadores procuram esquecer do futebol quando estão em casa. Mas este não é o caso de Felipe Melo. O novo reforço do Palmeiras procura consumir informações relacionadas ao esporte e também tem esse universo em algumas de suas diversões preferidas. O volante afirma que assiste a tudo que a TV oferece em termos de partidas, mesmo ligas de segunda divisão da Europa.

Felipe Melo ainda se distrai jogando Fifa no videogame e ainda aprecia um jogo ligado a estatísticas. Trata-se do Football Manager, cultuado game de estratégia, espécie de simulador que coloca o usuário no papel de um treinador/diretor/presidente de um clube para comprar, vender e escalar jogadores. Na última quarta-feira, o palmeirense até publicou uma foto do jogo em seu perfil no Twitter: "gosto muito".

Em entrevista ao UOL Esporte, em novembro de 2016, o volante revelou que projeta morar com a família nos Estados Unidos, depois de terminar a vida como atleta profissional. Mesmo assim, Felipe Melo afirmou que se imagina trabalhando com o futebol. "Ainda não sei o que posso vir a ser, treinador, dirigente, empresário... mas difícil se afastar do futebol", declarou.

Futebol inspira vida empresário ativa e diversificada

Há alguns ano,s Felipe Melo divide sua devoção ao futebol com a iniciativa em empreendimentos, de diversas naturezas. Na entrevista ao UOL Esporte em 2016, o novo reforço do Palmeiras detalhou um pouco de sua atuação como homem de negócios.

O volante tem participação em uma franquia de uma fábrica de bolos, em unidade no bairro de Del Castilho, no Rio de Janeiro. O jogador também integra iniciativas como a do barco luxuoso em forma de bola de futebol, que recentemente fechou parceria com parques do Angry Birds. O novo palmeirense ainda está envolvido em um site de leilão esportivo virtual, com fins beneficentes.

No entanto, a "menina dos olhos" do empresário Felipe Melo é um negócio que tem o futebol em sua essência. Trata-se da Next Level, uma agência que prepara jovens para se tornarem estudantes-atletas nos Estados Unidos, com ensino de inglês e consultoria esportiva. A empresa com base no Rio comemora ter ajudado mais de 400 adolescentes a chegarem a universidades americanas, usando o esporte como alavanca, e já opera também em Portugal.

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-...a-de-piadas.htm
16 Dec 2016
Para alguns, o presidente que reergueu o Palmeiras. Para outros, o “agiota” milionário que colocou seu próprio dinheiro para se tornar “dono” do clube. Seja como for, algo é inegável: quando Paulo Nobre tornou-se mandatário em janeiro de 2013, ele encontrou um time prestes a disputar a Série B pela segunda vez em sua história e uma instituição atolada em dívidas; agora, em dezembro de 2016, após dois mandatos, ele deixa o Verdão como atual campeão brasileiro, dono da camisa mais valorizada do país e com um plantel que já desponta como um dos favoritos para a Libertadores de 2017.

Em seus últimos dias à frente do Palmeiras, Paulo Nobre recebeu o Portal da Band na sala da presidência do clube. Em uma entrevista de uma hora e quinze minutos, cheia de expressões em inglês e vocabulário típico do mercado financeiro, o dirigente explicou como funcionou o aporte financeiro ao clube, fez um balanço da sua gestão, criticou as torcidas organizadas e falou sobre jogadores como Dudu e Valdivia. Também tratou de sua proximidade com Marco Polo Del Nero, admitiu sofrimento com as críticas e revelou partes de seu lado palmeirense fanático, entre outros temas.


Como você avalia sua gestão?
Eu avalio como positiva, uma vez que a gente tinha a intenção de entregar um Palmeiras melhor do que recebemos. Em linhas gerais, acho que o objetivo foi atingido.

Algum arrependimento? Algo que, olhando para trás, você não teria feito?
Me arrependo muito, muito, muito de tudo que eu queria fazer e não tentei. Não só na presidência, mas na minha vida. Você ser proativo, tentar as coisas que se propõe, se elas não dão certo, não é para ter arrependimento, é para você aprender com os eventuais erros.

Há algum exemplo concreto de algo que gostaria de ter feito e não chegou a tentar?
Teria que fazer uma análise profunda, a gente encontraria várias coisas. Se saio sentindo que faltou algo? Sem dúvida. O Palmeiras é ‘no limits’, tem muita coisa que a gente se propõe a fazer, mas não consegue. Não é que não tentou ou deixou de tentar, é que não houve possibilidade. Eu sinto que o Palmeiras estava na UTI quando nós chegamos. Em 2013, era um clube praticamente falido. Hoje, a gente entrega o clube numa condição diferenciada. Porém, eu entendo que o Palmeiras ainda tem algumas doenças. Eu vejo o Palmeiras com um câncer que não pode ser tratado, precisa ser operado e expurgado da vida do clube. Isso eu não consegui fazer, infelizmente. Mas tenho certeza que num futuro próximo o Palmeiras consegue isso.

O que seria esse câncer?
Isso vocês avaliam.

No que você acha que acertou em cheio durante sua gestão?
Ter vingado um conceito simples, que a gente usa na nossa casa e muitas vezes os dirigentes de futebol esquecem: não gastar mais do que se arrecada. Acho que a maior vitória da nossa gestão foi ter reconquistado a autoestima do palmeirense e o respeito do mundo do futebol ao clube que foi o campeão do século 20. Já na segunda década do século 21, a gente pegou um Palmeiras totalmente arraigado no século 20. O sistema operacional do Palmeiras era o DOS (sigla para Disk Operating System, software rudimentar da Microsoft descontinuado em 2001). Isso não é modo de dizer, era o DOS! É louco falar isso, né? O palmeirense sempre teve orgulho de ser palmeirense, não importa a divisão, não importa ser ou não campeão. Mas uma coisa é você ter orgulho e estar com a autoestima alta, outra é ter orgulho e estar numa situação diferente. Quem tirou o Palmeiras do buraco em que estava, ou da UTI em que se encontrava, não foi o Paulo Nobre, foi a grandeza do Palmeiras. Eu não sou mágico. Não foi aporte financeiro, não foi nada disso. Eu não dei dinheiro para o Palmeiras, eu reequacionei as dívidas a médio e longo prazo, para você poder planejar o futuro. Mas quem não está aqui dentro não sabe que o Palmeiras já está devolvendo esse dinheiro e eu não coloquei mais um centavo. Por que isso foi possível? O Palmeiras é gigante, e sua massa crítica, quando está de bom humor, quando a gestão tem credibilidade, o palmeirense vem junto. E aí, Nossa Senhora, faz estrago, porque é muita gente junto investindo, com números cavalares. Hoje, a gente tem dois patrocínios master que vêm só do Avanti (programa de sócios). Isso ajuda muito. E eu afirmo: qualquer um que tivesse ganhado a eleição e trabalhasse com seriedade, responsabilidade financeira e que tivesse ganhado a credibilidade do palmeirense, não tenho dúvida nenhuma que essa pessoa tiraria o Palmeiras do buraco. O que talvez possa ter acontecido na minha gestão é que eu encurtei esse processo pelo fato dos aportes financeiros. Não tivessem os aportes financeiros, o Palmeiras sairia do buraco da mesma maneira, talvez demorasse um pouco mais de tempo.

Como se deu tecnicamente esse aporte financeiro?
Num primeiro momento, a gente fez um adiantamento de receita e eu vi que seria impagável, porque a taxa de desconto girava em 200% de CDI (taxa de juros cobrada por um banco para emprestar dinheiro). Na verdade, em 2013, o Palmeiras só teve 25% das receitas do ano todo. Em 2014, 70%. Se você somar o dinheiro que eu tinha em 2013 e 2014, não dava o dinheiro de um ano. Mas isso é picotado durante esses 24 meses. Se você trouxesse tudo para valor presente, não é que você conseguiria gerir o primeiro ano e não teria dinheiro para o segundo. Eu teria dinheiro para sete ou oito meses do primeiro mandato e mais nada até o final. Eu falei: ‘isso não vale a pena, vou tomar dinheiro no meu nome e passar para o clube nas mesmas condições que o mercado fazia’. E por que para mim é muito mais barato? Por dois motivos. Primeiro, porque minhas garantias são garantias reais. Não é um imóvel, são ações que o banco pode transformar em dinheiro em três dias. Segundo, não existe risco de imagem nenhum em cobrar as garantias do Paulo Nobre, pessoa física. Banco não gosta de emprestar dinheiro para três instituições: time de futebol popular, hospital e igreja, porque se ele tiver que executar, o risco de imagem é muito grande. Isso também entra no preço. Para mim não tinha esse risco. Então, obviamente, é muito mais barato. O que o Palmeiras pegava a pouco mais de 200% de CDI, eu pegava a 110%, 115%, 111%. Um dia, a Carolina Chiofetti, que é minha braço-direito no mercado financeiro, falou: ‘Paulo, não tapa o sol com a peneira. Quem está emprestando dinheiro para o Palmeiras não é um banco, é você. Se o Palmeiras não pagar vão executar o seu patrimônio. Por que você não empresta direto para o Palmeiras? Fica até mais barato. O objetivo não é deixar a coisa mais barata para o clube? Tira o intermediário, que é o banco’. Aí a coisa acabou ficando a 100% de CDI. Eu cheguei a ver time pegando dinheiro a 300% de CDI. Até vieram a perguntar se eu poderia fazer uma taxa mais em conta e eu falei: ‘desculpa, mas todo o meu patrimônio eu estou colocando aqui no clube, eu não sou um banco’. Infelizmente, eu não tenho o tamanho que as pessoas acham que eu tenho. Eu comecei a emprestar para o Palmeiras na mesma taxa que o banco captaria dinheiro no mercado. Por isso que falam que é um valor de pai para filho. O palmeirense vai perceber tudo isso quando eu não estiver mais na presidência e a roda vai continuar rodando. O clube vai continuar pagando o dinheiro aportado e vai continuar muito forte esportivamente.

Você não tem receio de que no futuro, por exemplo, alguém da oposição assuma o clube e deixe de te pagar?
Eu tive a prova disso. Numa hora deu um descasamento de fluxo financeiro e eu falei: ‘faz o seguinte, esse mês não me paga. Me paga o mês que vem’. Mas me falaram: ‘presidente, não tem como. Nem o senhor como presidente, nem o senhor como credor pode ter essa ingerência do jeito que a gente fez. O que o senhor pode fazer é receber o dinheiro e reaportar no clube. Mas não pagar, não tem como. Isso não está mais nas mãos do Palmeiras e nem na sua como credor’. Por quê? Porque o dinheiro entra todo numa escrow account (garantia prevista em um contrato ou acordo comercial que é mantida sob a responsabilidade de um terceiro) em nome do clube. Mas essa escrow na verdade é gerida por um banco que tem um mandato. Tudo que cair aqui, 90% vai para o operacional do clube e 10% vai para pagar o dinheiro aportado. E não tem como mexer nisso, não existe brecha. Eu afirmo a você: se entrar alguém que realmente me odeie, vai ter que continuar devolvendo o dinheiro que foi aportado da mesma maneira. A coisa foi feita com todas as aprovações justamente para eu poder sair da presidência tranquilo. Eu não tenho ingerência nenhuma no clube porque eu sou credor e eu estou protegido, vamos dizer, de ‘maldades políticas’ que poderiam vir a acontecer. O que eu acredito que também não aconteceria, tá? Mas eu estou protegido disso também. Não tenho a menor preocupação”.

Há um número desse aporte de dinheiro? O Alexandre Mattos chegou a falar em entrevista que foram aportados R$ 200 milhões em 2013 e, em 2014, houve contribuição para as contratação dos jogadores argentinos e do Leandro...
É claro que há um número. Há um número público? É claro que não. A gente não abre isso, é uma questão interna do clube.

Como é para você, que sempre foi um palmeirense fanático, assistir aos jogos como presidente?
Durante os 90 minutos, ‘i'm so sorry’, sou torcedor, desculpa. Eu tento não tomar decisões no calor da emoção, eu tento não ir desabafar no vestiário depois de um jogo, de uma derrota, porque a gente sempre fala besteira. O torcedor está muito presente. Durante os 90 minutos, 100% torcedor. Claro, às vezes você contém um pouquinho tudo que você eventualmente tem vontade de fazer, agir e falar. Mas na hora do jogo era o meu momento, é o jeito que eu sei assistir jogo, não adianta.

Com relação ao seu interesse em comprar o estádio, há algo de verdade nisso?
Não tem nada de verdade. É mera especulação de todo mundo que toca nesse assunto por um motivo específico: quem detém os direitos nunca manifestou a vontade de vender. Como você pode falar de uma compra se quem tem os direitos não quer vender? Ou, pelo menos, não demonstra interesse em vender. Eu não tenho dinheiro para comprar.

Ser presidente do Palmeiras sempre foi um objetivo de vida?
Quando eu comecei a elaborar os sonhos da minha vida, do que eu ia ser, o que eu ia fazer, etc, eu sempre imaginei que eu ia fazer Direito. Acabei fazendo. Sempre sonhei ser um jogador de futebol do Palmeiras. Não era só jogador de futebol. Queria jogar no Palmeiras e, quando encerrasse a carreira, queria ser presidente do clube. Isso é um sonho que eu nutri desde muito pequeno. Eu entrei no Conselho do Palmeiras para seguir o sonho de tentar ser presidente. Eu não queria ser astronauta, eu queria ser presidente do Palmeiras. Eu não sou descendente de italianos, nunca tive ninguém da minha família que foi sócio do clube. Fui mascote do Palmeiras, fui de torcida uniformizada e fui subindo todos os degrauzinhos assim. Digamos que eu tive uma vida bem palmeirense a vida toda.

Como é sua relação com Marco Polo Del Nero? Você chegou ao Palmeiras através dele, não é?
“Eu cheguei a ser sócio do Palmeiras por causa dele. Eu jogava num clube da Granja Viana, ele era o técnico, e eu estudava com a Carla, filha dele. Ela falava muito de mim e um dia ele me disse: ‘leva essa ficha para o seu pai, você precisa ser sócio do Palmeiras para um dia você virar conselheiro. A gente precisa de gente como você’. Eu acabei me tornando sócio do clube em 1983. Em 1997, foi a primeira vez que o estatuto me permitiu concorrer (ao conselho). Eu pedi tanto para ele como para o presidente (Carlos Bernardo) Fachina. Eu precisava entrar numa chapa e não conhecia ninguém, aí eles deram um jeito de eu estar inscrito em uma chapa para concorrer.

E esse tipo de relação com o Marco Polo traz algum benefício institucional ao Palmeiras?
Nenhum. O doutor Marco Polo, quando foi presidente da Federação e agora na CBF, sempre me recebeu como amigo. Sempre que eu precisei desabafar ou pedir um conselho, foi tudo no lado pessoal. No lado de clube, talvez até por ele ser conselheiro do Palmeiras, ele sempre foi muito imparcial. Muito, muito, muito imparcial, talvez até para ninguém falar nada a respeito.

Desde a prisão do José Maria Marin, o Marco Polo não viaja para acompanhar a Seleção. Você acha que a CBF pode ser presidida por alguém com uma restrição dessas?
Eu acho que, pelo fato de ele não estar viajando, isso chama muita atenção. Se não fosse tudo isso e ele não viajasse, as pessoas não dariam tanto valor assim por ele não viajar. Eu não vejo que um presidente é melhor ou pior pelo fato de ele estar ou não viajando com a Seleção. Por exemplo, eu tive um mandato com certo sucesso esportivo e viajei sempre. O Mustafá (Contursi) teve muito sucesso esportivo em seu período como presidente e não viajava com a delegação. Eu vejo isso como um estilo de presidir, não como um fator determinante para uma boa presidência.


E a ligação com o Marin? Del Nero era o vice, eles eram aliados desde o início e houve todo esse problema que resultou na prisão. Isso seria prejudicial ou não tem nada a ver por ser outra gestão? Qual sua opinião geral sobre a gestão da CBF?
É difícil avaliar isso. Eu tenho tão poucos dados para poder fazer uma análise mais precisa sobre isso que você está perguntando... Eu não saberia o que dizer, não tenho elementos suficientes responder isso.

Você acha que colocou seu nome na história do Palmeiras?
Você virar presidente do clube, você está na história do clube. É triste falar isso, mas o (ex-presidente Luiz Gonzaga) Belluzzo não está marcado na história do clube? O (ex-presidente Arnaldo) Tirone não está marcado na história do clube? Qualquer pessoa que teve a honra de sentar nessa cadeira está marcada na história do clube. Eu gostaria, obviamente, de não ser lembrado como eles. Qualquer ex-presidente do clube está marcado na história do clube.

Quando o Paulo Nobre volta a ser presidente do Palmeiras?
Não sei se isso vai voltar a acontecer. Eu acho que há muitas pessoas capazes. Só espero que quem sentar nesta cadeira tenha responsabilidade e pare com esse papo imbecil de ‘o Palmeiras é grande e paga’. Está tudo errado. O Palmeiras não é grande, o Palmeiras é gigante. E pessoas que são arquibilionárias não jogam dinheiro fora, então por que o Palmeiras vai jogar? Que quem assuma o clube tenha responsabilidade financeira sem nunca esquecer que nós somos um clube de futebol e que temos que ter um futebol sempre competitivo, sempre protagonista, sempre candidato ao título. Não dá para ganhar sempre, mas tem que entrar com essa filosofia. Agora, se um dia vou voltar ou não, o futuro a Deus pertence. Hoje não me passa isso na cabeça.

E como vai ser o Paulo Nobre agora? Como você pretende atuar?
O Maurício (Gagliotte, eleito sucessor de Nobre) foi um vice-presidente muito leal, se dedicou muito nesses quatro anos. Ele vai contar comigo. Eu não preciso estar na diretoria, eu não preciso ser vice-presidente. Ele conta comigo para o que ele precisar, se ele precisar.

O que aquele Paulo Nobre adolescente, palmeirense fanático, acha do Paulo Nobre adulto, que levou o Palmeiras a dois títulos nacionais e acabou com a fila no Brasileirão?
Acho que eu, torcedor, teria ficado muito chateado – como a maioria da torcida ficou – ao final do primeiro mandato. E, naturalmente, como torcedor é muito passional... Eu acho que é passional demais, eu acho que me idolatram demais, é um exagero. Tem que saber que se não fosse um grande número de pessoas remando para o mesmo lado comigo nada disso teria acontecido. Mas eu acho que o torcedor Paulinho Nobre, dos anos 80, estaria satisfeito com o presidente que está deixando a presidência agora em 2016. Creio que sim.

Você chegou a ser criticado por ter levantado a taça de campeão brasileiro. O que você pensa a respeito dessas críticas?
“Quem não ficou satisfeito que vá reclamar com o Papa Francisco. Eu vou falar. Eu sou um presidente que jogo junto. Estive presente em todos os momentos, principalmente nos difíceis, de dificuldade. Isso me fez ganhar o respeito do grupo de jogadores, que, na minha opinião, são os únicos que me importa saber se acharam legal ou não. Eu nunca entrei na roda da reza no vestiário. Eles sempre me convidaram. Por quê? Porque a gente formou um time, eles jogando dentro de campo e eu jogando fora. Eu sempre falava para eles, falei depois do 4 a 1 contra o Água Santa: ‘chamei uma coletiva e vou assumir toda a responsabilidade. Mas é o seguinte, cada um cuida da sua aqui. Vocês não tirem a perna de uma dividida de campo que eu não vou tirar em nenhuma dividida fora’. Para mim é um motivo de muito orgulho de ter levantado a taça com o Zé Roberto no ano passado (na Copa do Brasil) e nesse ano o Dudu falar ‘presidente, vem aqui’ para a gente levantar junto. Fico orgulhoso de me sentir aceito pelo grupo de jogadores”.


Quando você teve o sentimento de que seria campeão? Teve algum momento marcante durante o campeonato?
“No primeiro jogo, contra o Atlético-PR, nos 4 a 0, e com todo o foco que esse grupo criou para ganhar o Brasileiro, eu achei ali que a gente fosse ganhar. Tanto é que eu brinquei com alguns amigos até antes do jogo. Eu falei o seguinte: ‘só faltam 38 rodadas e a gente só depende da gente’. Algumas pessoas riram, mas eu falei que era verdade. E a gente brincava: faltam 37, só depende da gente e assim por diante. Eu não sei precisar isso, mas acho que em nenhum momento o Palmeiras ficou numa situação em que não dependeria só dele. Até quando não ficou em primeiro lugar, mas teria talvez dois jogos contra o líder. Agora, nunca deixamos de respeitar todos os adversários. É claro que ganhar do Corinthians é uma grande satisfação pela rivalidade que existe entre os clubes, mas foi tão importante quanto ganhar do América-MG, por exemplo. Então, eu acho que o coletivo aliado ao foco e ao respeito a todos os adversários, independente de quem fosse, independente de onde a gente estava jogando, é que levou o título. Eu tinha sempre muito isso presente. Só tentava, dentro das minhas possibilidades, não deixar virar empolgação dentro do vestiário. Empolgação fica na arquibancada”.

Sobre a saída do Cuca. Na imprensa chegaram a relatar algumas desavenças entre vocês. Tem algo disso?
“Eu morri de rir. Eu encontrei com ele no troféu Mesa Redonda e falei: ‘mas Cuca, a gente brigou?’. E ele falou: ‘você vê, presidente, fiquei sabendo também. Estava lá que a gente brigou’. Nossa Senhora, absolutamente nada. Internamente, claro, eu cobro todo mundo. Isso aqui para mim é a minha família. Eu não admito que ninguém fale mal. Mas eu, dentro da minha família, opa, cobro e cobro todo mundo. Não foi diferente com o Alexandre Mattos, que para mim é o melhor profissional longe, longe, longe no mercado, na função que ele faz. Cobro o Cícero (Souza), que é fantástico. O Cícero é o cara mais organizado. Se ele fosse correr rali seria um #*&! de um navegador. Cobro o Cuca, eu cobro geral aqui. Se eu me cobro, eu me sinto no direito de cobrar todo mundo, afinal, é a minha função. Mas nosso relacionamento é excelente”.

Vocês chegaram a cogitar a manutenção do Alberto Valentim ou promover o Cuquinha para não mexer tanto nessa estrutura?
“A gente trabalhou com a hipótese do Cuca não ficar porque já era uma coisa combinada. Nós tivemos algumas ideias, e a ideia que prevaleceu foi a de procurar outro técnico”.

Como foi a decisão de deixar o Valdivia sair no ano passado? Houve uma sinuca de bico por se tratar de um ídolo?
“Não houve sinuca de bico nenhuma. Valdivia foi um dos grandes camisas 10 que passaram pelo Palmeiras. Quando esteve aqui em 2013 e 2014, ele foi, se não o melhor, um dos melhores meio-campistas do futebol brasileiro. Sempre que esteve em campo em 40% dos jogos encantou todo mundo. Motivado, ele é um jogador excepcional. Desmotivado, é um jogador comum, como qualquer outro. A entrega dele naquele jogo final de 2014, jogando com uma perna só... Eu fui o primeiro a puxar os aplausos quando ele entrou no vestiário. Tenho muita admiração pelo futebol dele. Chegando perto do final de seu contrato, eu fiz uma proposta para ele ganhar mais do que ele ganhava. Uma parte fixa, que era bem menor, e uma parte variável, que era muito grande. Se ele jogasse quatro jogos por mês, ele ganharia a mesma coisa que estava ganhando. Se jogasse cinco, ganharia mais. Seis, mais ainda. Agora, um salário superelevado só no fixo para um jogador que de 2010 a 2015 jogou 41% dos jogos é uma irresponsabilidade do dirigente. Vai acabar agindo como torcedor pela idolatria que tem ao jogador se oferecer um contrato puro e simples daquela quantidade de dinheiro. Jogando, ele valia sem sombra de dúvida. Não jogando, ele e nenhum outro jogador vale”.


Uma contratação simbólica foi a do Dudu, com ‘chapéu’ em Corinthians e São Paulo. O Palmeiras entrou na jogada e levou. E que resultado deu essa contratação...
“Quando o Palmeiras começou a montar o time em 2015, vieram jogadores não tão conhecidos, como o Victor Hugo, que para mim já merece uma chance na Seleção Brasileira. O Dudu era um jogador que estava sendo disputado pelos grandes times. Seria uma grande contratação e as pessoas não estavam mais acostumadas com o Palmeiras lutar por grandes contratações. Quando ele veio foi meio que um símbolo, ‘back to the game’, o Palmeiras está de volta. Deu esse recado para o mercado no mundo do futebol: não estamos mais participando, a gente agora é candidato ao título. A contratação dele foi marcante justamente porque o próprio palmeirense não estava esperando que o Palmeiras brigasse por um jogador tão disputado assim. Na hora que ele veio, parecia que era um título, teve torcedor que chorou”.

Qual sua opinião sobre o bloqueio na Rua Palestra Itália em dias de jogos?
“Sou 100% a favor porque a gente cobrava muito dos poderes públicos que tomassem alguma atitude e não deixassem a marginália tomar conta do Palestra Itália, que tinha virado um shopping clandestino ao ar livre, cheio de marreteiro vendendo cerveja a menos de 300 metros do estádio. Isso é proibido, pois com produtos piratas o clube só perde. Tem um monte de cambista vendendo ingresso. Todo mundo tinha que pagar para trabalhar ou apanhava. Havia uma quadrilha que furtava celulares e carteiras aos montes e estava se aproveitando do torcedor comum. Com relação a tudo isso, sou 100% a favor. Eu sempre pedi que prefeitura, Ministério Público e PM tomassem alguma atitude para não deixar a marginália se aproveitar. Nós temos a lei ao nosso lado. O Palmeiras não ganhava absolutamente nada com aquilo. É claro que, no primeiro momento, as pessoas demoram um tempo para se acostumar. O trânsito melhorou muito, o número de furtos caiu a quase zero, fraudes em ingressos também. Só por causa disso está bom e deixa como está? Não, nós temos que lapidar essa ação para que a gente consiga cada vez dar menos dor de cabeça ao torcedor palmeirense comum, sócio do clube”.

Apesar do bloqueio, no jogo contra a Chapecoense houve confusão. Este modelo é o ideal ou ainda dá pra melhorar?
“Tem que melhorar muito. Primeiro, as pessoas têm que se acostumar. É igual ao cinto de segurança. Quando surgiu foi um escândalo, um absurdo. Hoje todo mundo usa, simples assim. As coisas que vêm para melhorar o futebol, a violência, a bagunça, são sempre bem-vindas. Agora, você precisa lapidar porque tem muita gente que acaba sofrendo algum infortúnio que não faz muito sentido. Isso, na verdade, é para afastar os vagabundos do entorno do Allianz”.

Devido à comoção que teve a tragédia da Chapecoense, as torcidas organizadas de São Paulo se uniram para uma homenagem. Você acredita que esse ato vai ter continuidade?
“Na minha opinião, foi totalmente momentâneo. Eu não entendo por que eles se odeiam tanto, e eu já fui de torcida organizada. Claro que temos os rivais que a gente xinga, mas eu não vejo sentido em tacar uma barra de ferro na cabeça de um cara. Isso não é ser torcedor. O cara não é mais palmeirense, corintiano, são-paulino, santista por causa disso. É um bandido. Eles têm honra de um bater no outro. ‘Eu pus você para correr, vocês bateram em um integrante, agora eu vou pegar um da sua’. Parece aquelas coisas de filme, é uma grande estupidez. Juntar no Pacaembu as quatro torcidas que têm uma rivalidade em homenagem à Chapecoense é superlouvável e eu aplaudo. Gostaria que isso continuasse, que a PM não precisasse escoltar torcida adversária, que a torcida adversária não quebrasse tudo no caminho até o estádio. Na verdade, a polícia não é feita pra proteger eles, mas (para proteger) as pessoas deles. Isso é ridículo. A briga que aconteceu entre palmeirenses e flamenguistas em Brasília é um absurdo. Não tem ninguém santo naquele meio, nem coitadinho. Prejudica o Flamengo, o Palmeiras. Nós dirigentes sabemos o que a gente perdeu de receita por causa disso, agora vão passar a se dar bem? Como eu adoraria estar errado”.

É raro ver um dirigente criticando organizadas com tanta veemência. É uma postura corajosa, não?
“Não acho que é coragem, mas sim uma obrigação de todo o dirigente defender a própria instituição. Eu não vou criticar nenhum dirigente que não tem a mesma postura que eu. Pelo que enxergo, os uniformizados se acham mais torcedores do que os comuns. Eles acham que, por seguirem o Palmeiras Brasil afora, o clube passa a ter alguma obrigação com eles, e não tem nenhuma. O Palmeiras nunca pediu. Tem imbecil que me fala: ‘gasto metade do meu salário para seguir o Palmeiras e vocês não me dão ingressos?’. Se você é um imbecil que tira dinheiro que pode sustentar a sua família e colocar comida na mesa de seus filhos para seguir o Palmeiras, você é um trouxa. Você pode amar o Palmeiras do mesmo jeito não gastando seu dinheiro com isso. Não é por causa disso que você é mais palmeirense do que ninguém. Na verdade, você é um irresponsável. Eu não gosto desse negócio que eles acham que têm direito adquirido. As pessoas esquecem que há cinco meses eles vieram aqui e invadiram a Academia de Futebol. Um bando de imbecis. E depois o Palmeiras perde por 4 a 1 do Água Santa. Valeu muito eles terem feito tudo aquilo. São uns trouxas achando que eles têm mais autoridade que os outros, se impondo na base da violência. Fizeram o que fizeram e aí chega no final, o Palmeiras está para ser campeão e eles querem sair na foto. Vieram aqui fazer manifestação e não queriam deixar o ônibus sair se os jogadores não descessem para aplaudi-los. Numa boa, vai para a #*&! que o pariu! Quem são eles para falar que o ônibus do Palmeiras tem que sair para aplaudir ou deixar de aplaudir? Chama a polícia. Agora, quer participar, incentivar, fazer coreografias? Caramba, acho a coisa mais maravilhosa do mundo quando uma torcida organizada quer fazer uma festa. Mas define: quer ser a cara ou a coroa? Porque a parte que eles prejudicam é demais. O Palmeiras perdeu praticamente R$ 2 milhões porque eles são muito machos e foram brigar com a torcida do Flamengo. Eles tanto ajudam incentivando, fazendo uma festa maravilhosa, como prejudicam. Em 2012, o Palmeiras caiu para a segunda divisão. Precisando ganhar jogos eles fazem a merda que fizeram no Pacaembu e a gente perde mandos de jogo. Fomos jogar em Araraquara. E fazem mais merda em Araraquara. Em 2013, no começo da segunda divisão, o Palmeiras não podia jogar em São Paulo porque a gente estava punido pela idiotice que eles fizeram. Não adianta. Está revoltado? Bate a cabeça contra a quina de uma parede, mas não prejudica o Palmeiras. Você acha que xingando e querendo bater os jogadores vão passar a jogar melhor? Esse tipo de coisa eu não aceito. Eu sou contra os uniformizados? De forma alguma. Eu sou contra qualquer um que se coloca na frente do Palmeiras, que possa vir a prejudicar o clube, que acha que é um direito adquirido que não tem. Cada dirigente tem que lidar da maneira que achar mais correta”.

Qual a maior extravagância que você já fez pelo Palmeiras?
“Uma vez eu pedi para todo mundo que os presentes de natal e aniversário fossem convertidos em dinheiro porque eu queria que a Inferno Verde, torcida da qual eu fazia parte, tivesse a maior faixa do mundo. Foi uma faixa de 80 metros que eu dei de presente para a torcida. Eu era moleque, tinha 12 anos. Talvez tenha sido essa a extravagância por um moleque ter feito isso. Uma vez eu queria ver um jogo do Palmeiras no Sul e eu convenci minha mãe a convencer o meu pai. Ela contou a maior história para ele, que era importante eu conhecer a Serra Gaúcha, Gramado e etc, ele liberou a gente para ir e eu fui para o jogo. Coisas assim. A grande verdade é que, quando você é fanático, você não acha nada disso extravagância, você acha normal”.


E a maior loucura?
“Ter topado ser presidente do Palmeiras. Esse foi o maior ‘all-in’ da minha vida inteira. Não era algo do tipo ‘vou ser presidente, tomara que dê certo, mas se não der certo eu pelo menos tentei’. Se não desse certo, eu acho que eu nunca mais me respeitaria como gente. Era dar certo ou dar certo. Quando eu comecei a fazer os empréstimos para o Palmeiras, a Carolina Chiofetti (braço-direito no mercado financeiro) me falou: ‘Paulo, você tem noção de que se der um problema e o Palmeiras não devolver você pode até mudar o seu padrão de vida?’. E eu respondi: ‘você tem noção, Carola, que eu não tenho filhos. Se uma das suas três filhas estivesse doente você ia medir esforços para cuidar dela?’. Ela disse que não, que poderia até se comprometer. E eu falei: ‘eu não tenho filhos, o Palmeiras é tudo que eu tenho na vida, é o ar que eu respiro, o sol que me ilumina, minha alegria de viver. Eu sonhei ser presidente do clube. Quantas pessoas não sonharam com isso? E eu consegui. Agora, Carola, vai dar certo ou vai dar certo’. E poderia ser que não tivesse dado. O Palmeiras quase caiu em 2014 e eu poderia não ter me reelegido. Eu tenho certeza do que estou falando para vocês: eu não moraria mais no Brasil, eu teria vergonha que as pessoas me reconhecessem, ia ser uma facada no coração cada vez que eu escutasse ‘aí, você rebaixou o Palmeiras’. A maior loucura que eu fiz na minha vida foi ter lutado tanto, brigado tanto, feito tanto para chegar à presidência do Palmeiras, que era o sonho da minha vida. Eu acho que eu não medi o que teria a perder. Eu teria tudo a perder. A gente até falou isso em 2014. Falaram: ‘se eu perder, eu perco meu emprego, eu perco isso, eu perco aquilo, mas você vai para casa’. Eu falei: ‘eu não vou para casa, eu vou ser um morto-vivo’. Agora, por outro lado, era uma sinuca de bico, porque se eu nunca tentasse ser presidente do Palmeiras, eu nunca seria completo na vida”.

E como foi ser xingado pela própria torcida?
“Eu, como presidente, aprendi o seguinte: você não pode se emocionar com os aplausos e nem se abater com as críticas. Você não está aqui para ser popular, você está aqui para fazer uma missão pela instituição. Eu e meu grupo traçamos onde queríamos chegar e fomos caminho adentro, sabendo que haveria muitas críticas e elogios, e segue o jogo. Digo a você que na estreia da arena (derrota para o Sport por 2 a 0), com 35 mil pessoas cantando em coro ‘ei, Paulo Nobre, vai tomar no cu’, eu morri um pouquinho por dentro, meu coração ficou que nem uma uva passa. E eu não desejo o novembro de 2014 nem para o meu pior inimigo. Eu morri um pouquinho por dentro naquele período, principalmente naquela estreia em que o torcedor estava bem chateado, e eu era o presidente. Aí você tem que aguentar”.

http://esporte.band.uol.com.br/futebol/tim...dolatram-demais
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