IPB

Bem-vindo, visitante ( Entrar | Registrar )

Perfil
Foto do membro
Avaliação
 
Opções
Opções
Quem sou eu
WTF Palmeiras não escreveu sobre ele(a).
Informações pessoais
WTF Palmeiras
Categoria Master
23 anos
Masculino
São Paulo
Nascido em: Abril-15-1993
Interesses
Sociedade Esportiva, minha vida é Palmeiras!
Estatísticas
Cadastrado em: 13-April 08
Visualizações: 3,578*
Última atividade: 18th July 2016 - 01:05 AM
Horário local: Feb 20 2017, 07:30 PM
5,822 posts (2 posts por dia)
Contatos
AIM Sem informação
Yahoo Sem informação
ICQ Sem informação
MSN Sem informação
Contact Privado
* As visualizações do perfil são atualizadas de hora em hora

WTF Palmeiras

Debate PTD

******


Tópicos
Posts
Comentários
Amigos
Meu Conteúdo
1 Jul 2013
Observações: os dados vão até os 5 melhores ou até o Márcio Araújo aparecer, caso ele apareça depois do quinto colocado. Caso ele não apareça, coloquei os dados disponibilizados.

Os dados são da Série B.

Fonte: Footstats

Legenda:
p/j = por jogo
verde = atributo favorável
vermelho = atributo desfavorável
laranja = atributo neutro

Exemplo:

1. NOME - NÚMERO TOTAL - MÉDIA POR JOGO

---

Passes certos:

1. Juninho: 276 - 46 p/j
2. Márcio Araújo: 230 - 46 p/j
3. Ayrton: 194 - 32.33 p/j
4. Charles: 175 - 35 p/j
5. Henrique: 144 - 24 p/j

Passes errados:

1. Juninho: 31 - 5.17 p/j
2. Ayrton: 30 - 5 p/j
3. Tiago Real: 24 - 4 p/j
4. Vinícius: 21 - 4.2 p/j
5. Charles: 20 - 4 p/j
6. Caio: 19 - 3.8 p/j
7. Márcio Araújo: 18 - 3.6 p/j

Desarmes certos:

1. Márcio Araújo: 20 - 4 p/j
2. Henrique: 20 - 3.33 p/j
3. Charles: 17 - 3.4 p/j
4. Maurício Ramos: 14 - 2.33 p/j
5. Juninho: 14 - 2.33 p/j

Desarmes errados:

1. Ayrton: 7 - 1.17 p/j
2. Charles: 6 - 1.2 p/j
3. Maurício Ramos: 4 - 0.67 p/j
4. Henrique: 4 - 0.67 p/j
5. Tiago Real: 3 - 0.5 p/j
6. Márcio Araújo: 3 - 0.6 p/j

Cruzamentos certos:

1. Juninho: 8 - 1.33 p/j
2. Ayrton: 5 - 0.83 p/j
3. Charles: 3 - 0.6 p/j
4. Fernandinho: 2 - 0.67 p/j
5. Márcio Araújo: 2 - 0.4 p/j

Cruzamentos errados:

1. Ayrton: 36 - 6 p/j
2. Juninho: 23 - 3.83 p/j
3. Vinícius: 14 - 2.8 p/j
4. Charles: 7 - 1.4 p/j
5. Fernandinho: 5 - 1.67 p/j
6. Tiago Real: 5 - 0.83 p/j
7. Ronny: 4 - 1 p/j
8. Wesley: 4 - 1.33 p/j
9. Caio: 3 - 0.6 p/j
10. Leandro: 2 - 0.4 p/j

Dribles certos:

1. Vinícius: 23 - 4.6 p/j
2. Márcio Araújo: 13 - 2.6 p/j
3. Leandro: 13 - 2.6 p/j
4. Caio: 6 - 1.2 p/j
5. Wesley: 6 - 2 p/j

Dribles errados:

1. Leandro: 8 - 1.6 p/j
2. Vinícius: 6 - 1.2 p/j
3. Tiago Real: 4 - 0.67 p/j
4. Ronny: 2 - 0.5 p/j
5. Serginho: 2 - 0.67 p/j
6. Ayrton: 1 - 0.17 p/j
7. Charles: 1 - 0.2 p/j
8. Fernandinho: 1 - 0.33 p/j
9. André Luiz: 1 - 0.33 p/j

Faltas cometidas:

1. Charles: 18 - 3.6 p/j
2. Caio: 11 - 2.2 p/j
3. Tiago Real: 9 - 1.5 p/j
4. Henrique: 8 - 1.33 p/j
5. Leandro: 8 - 1.6 p/j
6. Maurício Ramos: 8 - 1.33 p/j
7. Márcio Araújo: 6 - 1.2 p/j

Faltas recebidas:

1. Leandro: 15 - 3 p/j
2. Caio: 11 - 2.2 p/j
3. Henrique: 10 - 1.66 p/j
4. Ayrton: 10 - 1.66 p/j
5. Charles: 9 - 1.8 p/j
6. Márcio Araújo: 9 - 1.8 p/j

Viradas de jogo certas:

1. Henrique: 6 - 1 p/j
2. Ayrton: 6 - 1 p/j
3. Charles: 5 - 1 p/j
4. Márcio Araújo: 4 - 0.8 p/j

Viradas de jogo erradas:

1. Charles: 1 - 0.2 p/j
2. Maurício Ramos: 1 - 0.16 p/j

Perda de posse:

1. Tiago Real: 46 - 7.67 p/j
2. Caio: 43 - 8.6 p/j
3. Vinícius: 33 - 6.6 p/j
4. Charles: 29 - 5.8 p/j
5. Leandro: 29 - 5.8 p/j
6. Ayrton: 24 - 4 p/j
7. Juninho: 20 - 3.33 p/j
8. Márcio Araújo: 16 - 3.2 p/j

Rebatidas:

1. Henrique: 50 - 8.33 p/j
2. Maurício Ramos: 47 - 7.83 p/j
3. Ayrton: 31 - 5.17 p/j
4. Juninho: 28 - 4.67 p/j
5. André Luiz: 14 - 4.67 p/j
6. Márcio Araújo: 13 - 2.6 p/j
28 Feb 2013
Continuando a série IMPONENTE Y COPERO, chegou a hora de escrever sobre o adversário da partida de hoje – a mais difícil do grupo -, o Libertad, do Paraguai.

Para esse post, assisti à partida contra o Tigre-ARG, pela Libertadores. Apesar de ter procurado, não consegui encontrar outros jogos completos e atuais da equipe paraguaia, tendo que ver alguns melhores momentos. Contudo, pelo histórico da equipe na Libertadores, a forma de jogo não parece ter sofrido alterações.

O que torna o grupo bastante equilibrado é que nenhum dos quatro clubes possui um grande jogador que possa fazer a diferença em toda a Libertadores. Há, em todos, sim, um conjunto sólido.

Mas ao contrário do Tigre, que jamais disputou uma Libertadores até essa edição, e de Sporting Cristal e Palmeiras, que não disputam desde 2009, o Libertad vem de onze participações consecutivas. Em 2006, foi semifinalista. Em 2007, esteve nas quartas-de-final. Em 2009, parou nas oitavas-de-final. Em 2010, 2011 e 2012, foi eliminado nas quartas.

Mais: seu retrospecto como mandante é extremamente favorável: não perde no Estádio Dr. Nicolás Leoz desde maio de 2012. Jogando a Libertadores, a última derrota em casa foi contra o Vélez Sarsfield, em 2011.

Os resultados obtidos pelo Libertad são fruto de um esquema tático muito sólido, sem grandes inovações. O time paraguaio joga num 4-4-2, com as famosas “duas linhas de 4″.



Três jogadores me chamaram atenção na partida contra o Tigre: o lateral-direito Moreira, o meia-esquerda Samudio e o atacante Velázquez. Estes dois últimos, aliás, já foram especulados no Palmeiras em 2010. Além deles, o Libertad acertou a contratação de Guiñazu, conhecido no futebol brasileiro pela sua longa passagem pelo Internacional e que dispensa apresentações.

Mas há que se reiterar: a qualidade desse time está no conjunto, não em valores individuais. O entrosamento, o rápido toque de bola e a capacidade de fazer as transições ofensivas (recupera a bola e sai no contra-ataque) e defensivas (perde a bola e se recompõe na defesa) com rapidez são o diferencial desse time.

Na defesa, o Libertad compacta-se em duas linhas de 4. Um poder defensivo considerável, ainda mais com a chegada de Guiñazu. Pelos flancos, Moreira, muito rápido e habilidoso, e Samudio, que na transição ofensiva torna-se praticamente um atacante, são perigosos.

Por fim, os dois atacantes são tem qualidade e movimentam-se bastante. Nenhum dos dois marca posição: ora na ponta, ora na área, ora armando jogadas, Velázquez e Nunes precisam ser observados com atenção pelos zagueiros.

Dito isso tudo, é possível afirmar: há muita coisa contra o Palmeiras hoje: o estádio, a experiência e o conjunto adversário, principalmente. Qualquer resultado que não seja uma vitória paraguaia é que será a surpresa.

Entretanto, a favor do Palmeiras está o seu retrospecto recente: é um time que vem surpreendendo. Após a saída de Hernán Barcos, venceu o Sporting Cristal e empatou com o atual campeão da Libertadores. Mais do que isso, achou também um modo de jogar peculiar, ao qual o Libertad não está acostumado.

A não ser que ocorra um problema, pela quarta vez seguida, o Palmeiras jogará no 4-2-4-0 da seguinte maneira:



O principal desafio defensivo é conter o poder do Libertad pelas laterais, principalmente o lado esquerdo, onde está presente Marcelo Oliveira e seu record de um pênalti cometido e uma expulsão em três jogos. Por lá, o maior perigo são as ultrapassagens do lateral Moreira. Pelo lado direito, Welder vem passando mais segurança que Ayrton passava, além do ótimo papel defensivo que Patrick Vieira também vem exercendo e ambos enfrentarão o destaque Samudio, além de Mencia.

Como o time paraguaio não possui meias que atuem necessariamente pela faixa central, Vilson e Márcio Araújo deverão ajudar a cobrir os laterais, enquanto Souza e Wesley seguram Aquino e Guiñazu.

No ataque, Vinicius e Patrick Vieira jogam abertos. Se conseguirem abrir a defesa para que Wesley, Souza e, eventualmente, Márcio Araújo ou Vilson apareçam como elementos surpresas, o Palmeiras poderá encontrar espaços.

Obviamente, não é a formação ideal, mas foi o jeito que Gilson Kleina achou e que vem dando certo.

O jogo se configura como um grande desafio para um Palmeiras que precisa se afirmar depois de uma boa sequência de jogos e antes de uma difícil, contra Tigre e São Paulo.

Mesmo assim, não pode ser tratado como um jogo “essencial”. Uma derrota hoje não significa que o percurso trilhado deva ser abandonado. Estamos vendo o Palmeiras jogar um futebol agradável, ofensivo, com muitas variações e ainda sem jogadores que formarão o time ideal, como Valdivia, Kléber, Leandro e até Léo Gago. Uma derrota hoje não nos elimina. Para um time que não perde em casa há quase um ano, é difícil imaginar que Tigre (que já perdeu para o Libertad na Argentina) e Sporting Cristal (que perdeu para o Palmeiras em São Paulo) conseguirão tirar pontos lá.

Hoje, é o Libertad que entra como favorito e a pressão é deles. Ao Palmeiras, resta a vontade de ganhar e o peso da camisa, que vale muito contra um time acostumado, sim, à Libertadores, mas não um clube tradicional na competição.

Por que não?
17 Feb 2013
por Ugo Giorgetti, no O Estado de S. Paulo

Barcos saiu do Palmeiras de maneira súbita e traumática. As causas dessa saída intempestiva foram, em primeiro lugar, a vontade de Barcos de não ser esquecido pela seleção argentina ao jogar num clube que vai disputar a Série B do Brasileiro e, por parte do Palmeiras, sua fraqueza de clube decadente, que perde sucessivas paradas para equipes mais poderosas.

Esse tipo de explicação correu pela imprensa, por isso vale a pena examiná-lo. Falemos de Barcos. Quem era ele antes de chegar ao Palmeiras? Um jogador absolutamente desconhecido, rondando os 30 anos de idade, de reputação obscura até em seu país de origem, a Argentina. O Palmeiras o resgatou da LDU do Equador e, em um ano, Barcos fez uma carreira que não tinha conseguido fazer em dez anos.

Sua imagem se tornou conhecida no Brasil inteiro e fora dele. Ganha hoje o que, suponho, jamais sonhou ganhar em sua vida anterior no futebol. E foi lembrado para a seleção argentina justamente porque jogava no Palmeiras. Buenos Aires, como se pode comprovar pelos anos anteriores, não prestava muita atenção em Barcos, mas presta muita no Palmeiras.

E foi só ao jogar no "decadente" Palmeiras que Barcos chegou à seleção argentina. Seu raciocínio de que estará mais perto da seleção de seu país mudando de clube, na minha opinião, é mais do que equivocado. Grandeza tem componentes misteriosos que não vem ao caso enumerar. Posso ser mal compreendido e ofender clubes e torcidas. Mas é evidente que, e Barcos devia ser o primeiro a entender, ele deve quase tudo, para não dizer tudo, ao fato de ter jogado num clube realmente grande. Grandeza que repercute no Brasil inteiro e além. Na Argentina, pelo menos.

O Palmeiras já está além e acima das vitórias e tropeços, materiais de que é feita sua história única, e acostumou-se a ser fiel aos entrechos das óperas que estão na sua origem. Confuso, difícil de entender, tempestuoso, como certos enredos, às vezes ópera buffa, outras trágica, muitas outras heroica. Esse episódio Barcos, ao invés de revelar a fraqueza do clube, revela sua grandeza.

Há, porém, quem não tenha entendido nada do episódio. Por exemplo, o pai e empresário de um jogador do Grêmio que, ao ver o nome do filho envolvido na negociação com o Palmeiras, declarou que seu filho não jogaria num clube fracassado como o Palmeiras. Acho que ele devia aproveitar a presença de Barcos em Porto Alegre para falar com ele sobre o que é jogar no Palmeiras. O filho desse empresário também é um jogador de quem ninguém ouviu falar, de carreira igualmente modesta. Nessas condições, e olhando Barcos, deveria, ao contrário, pedir de joelhos, implorar para jogar no Palmeiras. Talvez em um ano, com um pouco de talento, todo o Brasil iria conhecê-lo.

E não devia se acanhar de jogar a Série B do Campeonato Brasileiro, até porque a simples presença do Palmeiras transforma a Série B em Série A.

(grifo meu)
16 Feb 2013
por Marcos Caetano, no O Estado de S. Paulo

Você sabe o que é o amor? Essa é uma pergunta que ninguém espera ver na abertura de uma coluna de esportes. Mas eu insisto: você sabe o que é o amor? Minha resposta a essa questão tão espiritual, por assim dizer, varia de acordo com a ocasião. Quando as coisas estão bem, tendo a achar que todas as pessoas do mundo, cada qual à sua maneira, sabe exatamente o que é o amor. Já quando a minha fé no ser humano anda em baixa, sou capaz de jurar que ninguém sabe nem jamais saberá que raio de sentimento é esse. Mas meus momentos de desânimo são raros, pois, se ainda não perceberam, além de sentimental, sou um otimista juramentado. Eu sei o que é o amor. E passei a ter maior convicção nele depois de assistir a Palmeiras x Sporting Cristal, na última quinta-feira.

Eu não sou palmeirense, mas, com o coração calejado de um torcedor que conhece o odor amargo da grama dos estádios da Terceira Divisão, posso garantir que compreendo a devastação que se abateu sobre a torcida palestrina nos últimos tempos.

Se você torce pelo Verdão, sabe do que estou falando. Se não torce, faça o abnegado exercício de se colocar na pele desses torcedores, ao menos até eu pingar o ponto final neste texto. Imaginem um clube que, depois de muitos anos longe das glórias, consegue um título. Um título singelo, que em décadas mais fartas seria comemorado com o comedimento dos enfastiados. Para quem já disputou um Mundial, a Copa do Brasil não é muito, mas, para quem atravessa uma grande seca, aquela taça foi como água de nascente. Ou melhor: água benta, capaz de promover milagres e ressurreições.

Tudo ilusão. Tão logo a volta olímpica se encerrou, o Palmeiras passou a travar dolorosa luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Uma luta da qual trazia feridas não cicatrizadas. A agonia durou até as últimas rodadas, com o desfecho que todos temiam.

E foi assim que o Palestra, que já havia se remoído quando o arquirrival Corinthians conquistou o único título que não tinha - a Libertadores -, provou da lama do fundo do poço, ainda em luto pelo rebaixamento, ao ser forçado a assistir à apoteótica comemoração do título mundial alvinegro. Ato final da ironia divina, a Mancha Verde foi rebaixada para o segundo grupo do carnaval paulista.

Luto? Sim. Dor? Imensa. Mas que ninguém se iluda: quando a bola rola, o amor fala mais alto. Quando uma Libertadores está em jogo, o torcedor alviverde diz presente. Sempre foi assim. Assim sempre será. O atacante matador e referência do elenco foi embora? Não importa. O time é inferior ao dos rivais? Dane-se. O verdadeiro torcedor vai ao estádio para ganhar ou perder, mas sempre para amar.

Foi assim no jogo de quinta-feira. A vitória acabou chegando. Sofrida. Tímida. Se existe um torcedor racional, ele deve ter deixado o Pacaembu convicto de que as chances são mínimas. Mas eu, que sei o que é o amor - como bem sei que não há torcedor racional -, posso garantir: não se espantem se, do amor daquela torcida que gritou seu orgulho mesmo em meio a tanta dor, vier a surgir um formidável time vencedor.
12 Feb 2013
O Palmeiras inicia na próxima quinta-feira, 14, sua saga em busca de um épico (vexame) título na Libertadores da América 2013.

As chances são reduzidas e a estratégia adotada pela nova gestão é a de disputar o torneio continental na base do “a deus dará”. Mesmo assim, para acompanhar o Palmeiras nessa caminhada, escreverei a série IMPONENTE Y COPERO, detalhando os adversários (que, esperamos, sejam mais do que três).

O primeiro adversário e, portanto, o primeiro time a conhecer é o Sporting Cristal.

Assisti à final do Campeonato Peruano contra o Real Garcilaso ano passado, na qual o nosso adversário se sagrou campeão. Naquele momento, já era um time muito interessante, utilizando bastente o vigor físico de seus laterais Advincula e Yotún. Entretanto, para essa temporada, ambos não estão mais no elenco e o time perdeu parte de seu poder ofensivo nas laterais.

Mesmo assim, esse não é o maior destaque da equipe, mas sim seu característico padrão de jogo. Desde o ano passado, o técnico Roberto Mosquera implantou um futebol bastante moderno para os padrões peruano. Os resultados comprovam a eficiência da nova mentalidade celeste.

A equipe joga num 4-2-3-1 da seguinte maneira:


Com a bola do lado, os destaques do Sporting Cristal

Nem Revoredo e tampouco Quina são laterais com muito poder ofensivo, apesar de avançar com frequência.

O destaque desse time é a dupla de volantes, formada por Lobatón e Cazulo. O primeiro, que avança mais, tem um passe de qualidade e forma uma dupla pela esquerda com o winger Junior Ross. Já o segundo exerce uma função um pouco mais defensiva, mas também não deixa de subir ao ataque. É uma dupla de volantes moderna que dá sustentação ao meio-campo. São a engrenagem da equipe.

O camisa 10, Renzo Sheput, exerce a função de meia-central, mas não me mostrou nada de diferente. Ao contrário dele, Junior Ross, o winger pela esquerda, tem considerável qualidade. O outro winger, William Chiroque, chegou ao Sporting Cristal em 2013. Com 32 anos, é experiente e já possui 20 partidas de Libertadores.

Irwen Avila, o centroavante, não tem porte físico e nem qualidade muito preocupante e não deverá causar dificuldades para a dupla defensiva.

O miolo de zaga não passa muita confiança. Não está acostumada a grandes desafios. Porém, o ataque alviverde também não.

Duas dúvidas são importantes para entender como se portará a equipe peruana: em que pese ser uma equipe de qualidade e que joga um futebol ofensivo e moderno, o Sporting Cristal não enfrenta há muito tempo adversários de grande nível e, mesmo na atual fase, o Palmeiras tem mais qualidade que os times do Campeonato Peruano. Ademais, não disputa a Libertadores da América desde 2009. Qual é o verdadeiro nível do Sporting Cristal?

Outrossim, até onde vai a convicção quanto ao estilo de jogo da equipe? Jogando uma Libertadores de América, dispensará o seu estilo de jogo ofensivo para armar um sistema defensivo mais forte?

Segundo o treinador Roberto Mosquera, a resposta é não. Nos últimos dias, ele confirmou que o Sporting Cristal manterá seu estilo de jogo e sairá ao ataque no Brasil. Para ele, defender-se contra times brasileiros é se condenar a perder a peleja. Corroboram a ele Renzo Sheput, para quem o Sporting Cristal deve “jogar de igual para igual” e o volante Carlos Lobatón, que defende que a equipe peruana deve “propor seu jogo” no Pacaembu.

A não ser que estejam escondendo o jogo, devemos esperar um Sporting Cristal afirmando sua identidade ofensiva, colocando à prova a qualidade de sua equipe. Vencendo, mostrarão que podem avançar ao próximo nível: jogar de igual para igual com outros times do continente.

Em relação ao Palmeiras, como Gilson Kleina pode armar o time para fazer com que os peruanos deem com a cara no muro?

Nas últimas partidas, deixamos a estratégia de três atacantes para retornar ao esquema com três volantes. Embora o elenco não seja sequer um dos melhores do país, a chave é incomodar o Sporting Cristal, jogando também no ataque, uma situação com a qual não estão acostumados no Peru.

Impondo-se, o Palmeiras deve se posicionar ofensivamente da mesma maneira que fez seus melhores jogos, no 4-1-4-1. Nesse caso, João Denoni daria lugar a Márcio Araújo.

Apesar da minha defesa pelo querido Massa como segundo volante, no momento alguém vai ter que sair do time e, Wesley, apesar da irregularidade, é mais experiente. O Gente Boa, três gols em três jogos, não pode ser sacado.

A equipe estaria distribuída em campo da seguinte maneira:


Com o cone ao lado, jogadores que exercerão função tática importante

Apostando na superioridade técnica sobre o Sporting Cristal, a ideia é que Patrick Vieira e Vinicius, bem como os nossos laterais consigam empurrar os laterais e os wingers adversários para o campo defensivo, sobretudo Chiroque, que já não está no auge físico da carreira. Wesley e Souza seriam os responsáveis por pressionar Cazulo e Lobatón e armando a equipe, já que Valdivia, para variar, está fora.

Mesmo dando espaço para contra-ataque, não vejo Renzo Sheput com tamanha qualidade para organizar o time em um sistema defensivo bem postado e Araújo é capaz de marcá-lo.

O fato do único centroavante da equipe peruana não inspirar tanta preocupação faz com que um dos zagueiros possa prestar atenção no winger responsável pelo lado oposto ao que está ocorrendo o ataque palmeirense – e, portanto, não está defendendo.

Ademais, é muito necessário que Patrick Vieira e Vinícius sejam capazes de ajudar na marcação, tanto, como já dito, tentando pressionar a equipe peruana como acompanhando os laterais. Mais preocupante ano passado, quando a dupla de laterais era melhor, os laterais atuais não tem tanto poder ofensivo e Vinícius e Patrick podem dar conta do recado.

Com duas equipes que devem apostar em um futebol mais ofensivo, acredito que o Palmeiras se sobressaia pela qualidade técnica do time. Como destaque da partida, apostaria no Souza. Tem experiência de Libertadores e está em ótima fase.

PS. Postei aqui porque é sobre o Sporting Cristal. Mas, se quiserem, podem mesclar com o post do Vine.
Últimos visitantes


28 Dec 2014 - 18:38


8 Jul 2014 - 21:46


19 May 2014 - 15:35


22 Dec 2013 - 23:30


7 Jul 2013 - 1:58

Comentários
Outros usuários não deixaram comentários para WTF Palmeiras.

Amigos
Não há amigos para mostrar.
 
Versão Simples Horário: 20th February 2017 - 07:30 PM
Fórum Palmeiras Todo Dia - Design by: IPB Skin & Free Proxy