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> Texto do Bernardinho, Para quem não entende as decisões do Felipão..
DarkNennius
post Aug 11 2011, 11:10 AM
Post #1


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Simplesmente sensacional!!!

Tinham que mandar para o W. Paulista ler! O Pierre eu tenho certeza que entende isso!

"O livro mais recente que inspirou Felipão

Capítulo do livro 'Carta a Um Jovem Atleta', de Bernardinho, será usado pelo técnico palmeirense

Felipão (Foto: Tom Dib) Felipão e sua inspiração (Foto: Tom Dib)

Maurício Oliveira
Publicada em 11/08/2011 às 08:13
São Paulo

O último texto a inspirar Luiz Felipe Scolari foi extraído do livro “Carta a Um Jovem Atleta”, de Bernardinho, técnico da Seleção Brasileira masculina de vôlei. O trecho foi citado por Felipão, durante entrevista ao LANCENET!, sobre a atuação dele como um “gerenciador de crises” no Palmeiras.

“Recentemente, li matéria muito interessante no vestiário do Figueirense (no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, em 27 de julho). Pedi para Cesar (Greco, fotógrafo do Palmeiras) tirar uma foto. Ele vai imprimir e vou colocar no vestiário dos jogadores”

Leia, abaixo, o texto que Felipão leu, na íntegra:

“Formação da equipe”

“Não se assuste nem se surpreenda: na formação de uma equipe, muitas vezes o jogador ou atleta mais talentoso é preterido, com justiça, por outro menos qualificado. As equipes não são invariavelmente constituídas apenas pelos melhores. O ideal é formá-las com os certos, ou seja, aqueles, por várias razões mais habilitados a executar uma função que esteja nos planos do treinador, a completar o grupo conforme as necessidades do momento, a compor o time a deixá-lo mais eficiente.

Numa corrida de revezamento, o velocista mais rápido pode não ser tão presto na passagem do bastão, o que levará o treinador a escolher um corredor alguns centésimos de segundo mais lento, mas perfeito na manobra de transferência. Obviamente, o técnico leva em conta o talento, mas também que tipo de resultado o atleta produz. Quanto vale, no voleibol, uma bela cortada, uma cravada com estilo? Um ponto. Quanto vale uma largada? Um ponto também. Não se trata de escolha entre a jogada belíssima e o lance comum, e sim de uma questão de rendimento, produtividade. A escolha do treinador é feita em função da eficiência, dos resultados apresentados e examinados. Recairá sobre o atleta certo para o momento, não necessariamente aquele tido como mais talentoso.

Nalbert, nosso capitão da seleção brasileira de vôlei durante o ciclo olímpico de 2001 a 2004, dizia a Dante, um jogador talentosíssimo: “Seu fosse você jamais ficaria no banco para mim”. Era uma forma de reverenciar o companheiro sem deixar de dizer-lhe que ele, Nalbert, tinha outras características que o credenciavam a ser o titular. O capitão, naquele período, mostrava mais eficiência, segundo testemunhavam nossos levantamentos de produção do jogador (como sacou, como atacou, defendeu, passou, quantos acertos, quantos erros, ações positivas, ações negativas, o seu saldo, enfim, o registro de sua eficácia, aquilo que os americanos chamam de tracks record, a trilha, o caminho da produtividade). O talento, por si só, não garante que a produção seja melhor possível, ou a suficiente, nem tira, sozinho, o jogador ou a equipe de certas dificuldades. Há situações em que a primazia é da chama de guerreiro, da determinação de suplantar obstáculos, ultrapassar barreiras. O processo da escolha dos atletas para formar o time há de considerar uma tríade de aspectos: além do talento, o fogo da paixão que alimenta a obstinação e a firme disposição de pagar o preço exigido pelos resultados.

Paralelamente, é essencial avaliar se o jogador tem espírito de equipes, se é um team player, disposto a pôr o talento individual a serviço do conjunto, dos objetivos gerais, como faz o grande solista a integrar-se à orquestra. Há jogadores que, designados para reserva, rebelam-se contra a decisão do treinador, imaginando-se, pelo talento às vezes notório, merecedores da condição de titular. Em geral, acreditam-se preteridos por motivos pessoais, crença que passa a justificar, diante de si mesmos e dos mais próximos, a sua não escalação como efetivos. No banco, alguns se deixam tomar por tal sentimento negativo que chegam torcer contra o companheiro na sua posição: “Espero que ele não vá bem, para que possa substituí-lo”. Quando são chamados à ação – a dinâmica do jogo pode pedir sua presença em vários momentos -, dificilmente se saem bem, porque entram desconfiados (“Agora devem estar torcendo contra mim”) e com um certo sentimento de culpa, a sensação de que sua torcida negativa interferiu na atuação do outro. É bem diferente a reação do jogador no qual prevalece o espírito de equipe. Ele entende a reserva como uma posição momentânea, uma função diversa. Sabe que a qualquer instante poderá ser chamado a contribuir de dentro. Quando é o caso, entra e faz a sua parte com consciência e altruísmo, não raro com brilho. No último ciclo olímpico, Giovani ficou mais vez no banco do que atuou como titular. Entrava tanto bem no time que uma vez me disseram, quase numa cobrança: “É um jogador iluminado”. Respondi: “Não, é um jogador altruísta, que merece que as coisas dêem certo quando ele entra, porque o sentimento dele é tão positivo, que é como se tudo conspirasse a seu favor quando ele vem dar a sua contribuição”.

Entender corretamente a condição momentânea de reserva é uma coisa, aceitá-la passivamente, com acomodação, é outra, reprovável. Como treinador, quero no banco jogadores inconformados. Não rebelados ou revoltados, mas incomodados, querendo uma oportunidade, brigando para que ela apareça, treinando com afinco para conquistá-la. É saudável e louvável a disputa interna entre atletas da mesma equipe para uma posição, pela titularidade. Se ética e leal, só engrandece o time e satisfaz o treinador, nesse caso acometido, como na blague, da famosa dor de cabeça de ter bons jogadores em excesso – todos comprometidos, naturalmente, com o mesmo objetivo: ganhar e produzir o máximo possível.

O jovem atleta perceberá que cobrar – e ser cobrado – faz parte da rotina esportiva. A cobrança é natural – todos queremos alguma coisa de melhor, mais empenho do outro. Ele também quer que consigamos dar alguma coisa a mais. A cobrança não é negativa. Reflete inconformismo. Mas só se manifesta de forma positiva se há confiança. Ambientes muito harmônicos podem mascarar desconfianças. As pessoas não se cobram porque não confiam umas nas outras. Se confiam, posso cobrar e aceito ser cobrado, com a certeza de que há boa intenção, por mais dura – eventualmente erramos na formula – que seja cobrança.”


Do livro “Carta a Um Jovem Atleta”, de Bernardinho

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/palmeiras/Palme...l#ixzz1UjJ7SbC1
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siarom
post Aug 11 2011, 11:15 AM
Post #2


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Muito bom o capítulo.
Vejo da mesma maneira.. talento é importante, mas não é a única variável pra alguém começar jogando.
No caso do wp, embora possa ter mais talento do que dinei, não fazia a função que felipão gostaria que fizesse (pivô). Tava nítido isso.
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ale.wb
post Aug 11 2011, 11:19 AM
Post #3


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Muito bom...Bernardinho é fera...

Todos os jogadores de futebol precisavam ler isto.


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Acosta-Palestra
post Aug 11 2011, 11:19 AM
Post #4


Julinho Botelho
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Eu li esse livro e tbm Transformando Suor em Ouro.
Por isso muitas vezes eu entendo certas decisões estranhas e falo: o treinador sabe mais que eu.
Não é babação minha ao Scolari. É humildade...


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"Deus provê o fogo, mas o sacrifício é contigo..." ...4 minutos e meio de pregação > conclusão: "...então levanta essa bunda da cadeira e volta pra academia" - Belfort, Vítor. O verdadeiro fenômeno...
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Arthur Palestra
post Aug 11 2011, 11:20 AM
Post #5


#ENEA
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Sensacional. Muito bom mesmo.
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siarom
post Aug 11 2011, 11:21 AM
Post #6


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ah, e isso vale pro pierre também, né.
quanto as funções em campo e tal.
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Arthur Palestra
post Aug 11 2011, 11:21 AM
Post #7


#ENEA
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QUOTE(Acosta-Palestra @ Aug 11 2011, 11:19 AM) *
Eu li esse livro e tbm Transformando Suor em Ouro.
Por isso muitas vezes eu entendo certas decisões estranhas e falo: o treinador sabe mais que eu.
Não é babação minha ao Scolari. É humildade...

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DarkNennius
post Aug 11 2011, 11:27 AM
Post #8


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QUOTE(Acosta-Palestra @ Aug 11 2011, 11:19 AM) *
Eu li esse livro e tbm Transformando Suor em Ouro.
Por isso muitas vezes eu entendo certas decisões estranhas e falo: o treinador sabe mais que eu.
Não é babação minha ao Scolari. É humildade...


E exatamente por estes motivos que 1 ano não é tempo suficiente para um técnico ter a equipe nas mãos.
É muito dificil conviver com personalidades e egos, ainda mais de jogadores de futebol.
O cara consegue tirar o pé sem ninguém perceber se estiver insatisfeito. Cabe ao técnico descobrir isso e tentar corrigir, dado que os jogadores tem contrato e são patrimônio dos clubes.

Sou totalmente a favor de escolher um técnico identificado e mantê-lo, independentemente de resultados, por 3 anos no minimo no cargo.



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Markin Kiko
post Aug 11 2011, 11:31 AM
Post #9


Nobre!!
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O Felipao é fera o bernandinho tambem é fera.


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Guest_Zandor_*
post Aug 11 2011, 11:32 AM
Post #10





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QUOTE(Acosta-Palestra @ Aug 11 2011, 01:19 PM) *
Eu li esse livro e tbm Transformando Suor em Ouro.
Por isso muitas vezes eu entendo certas decisões estranhas e falo: o treinador sabe mais que eu.
Não é babação minha ao Scolari. É humildade
...



2!!!
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Conde Verde
post Aug 11 2011, 11:36 AM
Post #11


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QUOTE(Acosta-Palestra @ Aug 11 2011, 11:19 AM) *
Eu li esse livro e tbm Transformando Suor em Ouro.
Por isso muitas vezes eu entendo certas decisões estranhas e falo: o treinador sabe mais que eu.
Não é babação minha ao Scolari. É humildade...


Concordo. Mas, queiramos ou não, a moral e a história vitoriosa do Felipão nos levam a essa "humildade" e tolerância (em acordo ou não) com as suas decisões. Se fosse um técnico novo ou não vitorioso seria bem provável que não teríamos uma conduta tal como essa. O pavio seria bem mais curto...
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andre.
post Aug 11 2011, 11:49 AM
Post #12


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Todo time equilibrado e bom é formado por carregadores de piano e jogadores talentosos.


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Acosta-Palestra
post Aug 11 2011, 11:52 AM
Post #13


Julinho Botelho
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QUOTE(DarkNennius @ Aug 11 2011, 11:27 AM) *
E exatamente por estes motivos que 1 ano não é tempo suficiente para um técnico ter a equipe nas mãos.
É muito dificil conviver com personalidades e egos, ainda mais de jogadores de futebol.
O cara consegue tirar o pé sem ninguém perceber se estiver insatisfeito. Cabe ao técnico descobrir isso e tentar corrigir, dado que os jogadores tem contrato e são patrimônio dos clubes.

Sou totalmente a favor de escolher um técnico identificado e mantê-lo, independentemente de resultados, por 3 anos no minimo no cargo.

Sou adepto da mesma filosofia.
Por mais que o Scolari tenha dito que é pra cobrá-lo em 2011, que estejamos há tempos na fila, que eu não suporte nem mais ouvir falar em 'ano que vem', não adianta, tem que ter tempo de planejamento, execução e correção de um projeto.
Hoje eu me arrependo muito de ter criticado demais o Caior Jr ao fim de 2007 e ter torcido pra ele sair. Era preciso continuar. Hoje me arrependo de por birra minha com o Luxa ter torcido pra ele sair em meio ao BR, era pra ele ter terminado o que começou, mesmo com a ressalva de que as atitudes dele eram de ferrar a paciência. O Muricy esse eu tenho a cabeça tranquila, nunca quis que saísse.
Tem que ter continuidade. O cara errou? É ele que tem que consertar, não vir outro e começar do zero.
Muito dos nossos fracassos em anos, é fruto disso: fulano escala mal, tá ruim, troca. E por aí vai se repetindo. E nunca ninguém termina o que começa.
Aí sempre tem mais impaciência, mais cobrança e nunca saimos da situação.
Tem que ter continuidade, doa a quem doer, mesmo que isso signifique que eu, Álvaro, vá ver um time que eu não goste de ver em campo.
Tem que pensar adiante, tem que passar por cima de gosto pessoal e mau resultado.
Tem que ser do jeito certo, porque é do jeito certo.
Não se manda um Fergurson embora por mau resultado. Nem um Bernardinho. Nem um Felipão. Pra ser honesto nem um Caio Jr.
A mentalidade da cartolada e nossa tem que mudar. Nós, que debatemos o Palmeiras por horas diariamente, somos mais interados do que acontece no esporte, somos vidrados em informações, deveríamos ter em mente o que faz um time campeão e pregar isso.
Não ficar preso em coisa pequena e ridícula como esquema de jogo, meia que não tem ninguém pra ajudar, carinho pelo Pierre que tadinho, não é nem relacionado.
Isso é legal de debater, todos nós somos um pouco técnico, a gente entende um pouco sim dessa coisa aê, mas não é fator importante, prioridade, coisa de alta relevância pra se analisar um projeto, um objetivo maior, um trabalho de uma comissão.
Na hora de cobrar a leitura tem que ser outra, que abranja visões até fora das 4 linhas, que leve em conta os 4 fatores / pilares do futebol: tático, técnico, psicológico e físico, mais fatores extra campo.
Nós, torcida, temos condições de debater além de uma simples questão de idolatria e ofensividade.
Desculpem o desabafo, mas isso é tão na cara que não me conformo de ver gente inteligente não sacar.


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Paulão Rio Preto
post Aug 11 2011, 11:57 AM
Post #14


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Excelente!!!!


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Milan
post Aug 11 2011, 12:04 PM
Post #15


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QUOTE(Acosta-Palestra @ Aug 11 2011, 11:52 AM) *
Sou adepto da mesma filosofia.
Por mais que o Scolari tenha dito que é pra cobrá-lo em 2011, que estejamos há tempos na fila, que eu não suporte nem mais ouvir falar em 'ano que vem', não adianta, tem que ter tempo de planejamento, execução e correção de um projeto.
Hoje eu me arrependo muito de ter criticado demais o Caior Jr ao fim de 2007 e ter torcido pra ele sair. Era preciso continuar. Hoje me arrependo de por birra minha com o Luxa ter torcido pra ele sair em meio ao BR, era pra ele ter terminado o que começou, mesmo com a ressalva de que as atitudes dele eram de ferrar a paciência. O Muricy esse eu tenho a cabeça tranquila, nunca quis que saísse.
Tem que ter continuidade. O cara errou? É ele que tem que consertar, não vir outro e começar do zero.
Muito dos nossos fracassos em anos, é fruto disso: fulano escala mal, tá ruim, troca. E por aí vai se repetindo. E nunca ninguém termina o que começa.
Aí sempre tem mais impaciência, mais cobrança e nunca saimos da situação.
Tem que ter continuidade, doa a quem doer, mesmo que isso signifique que eu, Álvaro, vá ver um time que eu não goste de ver em campo.
Tem que pensar adiante, tem que passar por cima de gosto pessoal e mau resultado.
Tem que ser do jeito certo, porque é do jeito certo.
Não se manda um Fergurson embora por mau resultado. Nem um Bernardinho. Nem um Felipão. Pra ser honesto nem um Caio Jr.
A mentalidade da cartolada e nossa tem que mudar. Nós, que debatemos o Palmeiras por horas diariamente, somos mais interados do que acontece no esporte, somos vidrados em informações, deveríamos ter em mente o que faz um time campeão e pregar isso.
Não ficar preso em coisa pequena e ridícula como esquema de jogo, meia que não tem ninguém pra ajudar, carinho pelo Pierre que tadinho, não é nem relacionado.
Isso é legal de debater, todos nós somos um pouco técnico, a gente entende um pouco sim dessa coisa aê, mas não é fator importante, prioridade, coisa de alta relevância pra se analisar um projeto, um objetivo maior, um trabalho de uma comissão.
Na hora de cobrar a leitura tem que ser outra, que abranja visões até fora das 4 linhas, que leve em conta os 4 fatores / pilares do futebol: tático, técnico, psicológico e físico, mais fatores extra campo.
Nós, torcida, temos condições de debater além de uma simples questão de idolatria e ofensividade.
Desculpem o desabafo, mas isso é tão na cara que não me conformo de ver gente inteligente não sacar.


não se arrependa Álvaro, não quanto a isso.


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DarkNennius
post Aug 11 2011, 12:14 PM
Post #16


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QUOTE(Acosta-Palestra @ Aug 11 2011, 11:52 AM) *
Sou adepto da mesma filosofia.
Por mais que o Scolari tenha dito que é pra cobrá-lo em 2011, que estejamos há tempos na fila, que eu não suporte nem mais ouvir falar em 'ano que vem', não adianta, tem que ter tempo de planejamento, execução e correção de um projeto.
Hoje eu me arrependo muito de ter criticado demais o Caior Jr ao fim de 2007 e ter torcido pra ele sair. Era preciso continuar. Hoje me arrependo de por birra minha com o Luxa ter torcido pra ele sair em meio ao BR, era pra ele ter terminado o que começou, mesmo com a ressalva de que as atitudes dele eram de ferrar a paciência. O Muricy esse eu tenho a cabeça tranquila, nunca quis que saísse.
Tem que ter continuidade. O cara errou? É ele que tem que consertar, não vir outro e começar do zero.
Muito dos nossos fracassos em anos, é fruto disso: fulano escala mal, tá ruim, troca. E por aí vai se repetindo. E nunca ninguém termina o que começa.
Aí sempre tem mais impaciência, mais cobrança e nunca saimos da situação.
Tem que ter continuidade, doa a quem doer, mesmo que isso signifique que eu, Álvaro, vá ver um time que eu não goste de ver em campo.
Tem que pensar adiante, tem que passar por cima de gosto pessoal e mau resultado.
Tem que ser do jeito certo, porque é do jeito certo.
Não se manda um Fergurson embora por mau resultado. Nem um Bernardinho. Nem um Felipão. Pra ser honesto nem um Caio Jr.
A mentalidade da cartolada e nossa tem que mudar. Nós, que debatemos o Palmeiras por horas diariamente, somos mais interados do que acontece no esporte, somos vidrados em informações, deveríamos ter em mente o que faz um time campeão e pregar isso.
Não ficar preso em coisa pequena e ridícula como esquema de jogo, meia que não tem ninguém pra ajudar, carinho pelo Pierre que tadinho, não é nem relacionado.
Isso é legal de debater, todos nós somos um pouco técnico, a gente entende um pouco sim dessa coisa aê, mas não é fator importante, prioridade, coisa de alta relevância pra se analisar um projeto, um objetivo maior, um trabalho de uma comissão.
Na hora de cobrar a leitura tem que ser outra, que abranja visões até fora das 4 linhas, que leve em conta os 4 fatores / pilares do futebol: tático, técnico, psicológico e físico, mais fatores extra campo.
Nós, torcida, temos condições de debater além de uma simples questão de idolatria e ofensividade.
Desculpem o desabafo, mas isso é tão na cara que não me conformo de ver gente inteligente não sacar.


Eu também não me conformo. Da mesma forma que não me conformo de ver gente criticando jogadores antes de os mesmos terem tempo para se entrosar/dar liga. O Valdivia não teve nem tempo de entender o estilo de jogo do Maikon Leite, ele quase não treina (faz mais treinamento fisico), tem que ter paciência. Se quer ter um time bom, é preciso ter paciência e ir acertando as coisas aos poucos. O Palmeiras já mudou, não de treinador, mas também de plantel, COMPLETO, por pelo menos umas 8 vezes nestes ultimos 10 anos. Agora que estamos começando a acertar, comprando todos os jogadores, garantindo que os mesmos irão jogar juntos por 2 ou mais anos, o pessoal vai criticar?

Eu acredito nesse time e acho que ainda vai dar liga. E para mim, só falta um meia canhoto.


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Acosta-Palestra
post Aug 11 2011, 12:24 PM
Post #17


Julinho Botelho
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QUOTE(DarkNennius @ Aug 11 2011, 12:14 PM) *
Eu também não me conformo. Da mesma forma que não me conformo de ver gente criticando jogadores antes de os mesmos terem tempo para se entrosar/dar liga. O Valdivia não teve nem tempo de entender o estilo de jogo do Maikon Leite, ele quase não treina (faz mais treinamento fisico), tem que ter paciência. Se quer ter um time bom, é preciso ter paciência e ir acertando as coisas aos poucos. O Palmeiras já mudou, não de treinador, mas também de plantel, COMPLETO, por pelo menos umas 8 vezes nestes ultimos 10 anos. Agora que estamos começando a acertar, comprando todos os jogadores, garantindo que os mesmos irão jogar juntos por 2 ou mais anos, o pessoal vai criticar?

Eu acredito nesse time e acho que ainda vai dar liga. E para mim, só falta um meia canhoto.


Pensamos exatamente igual.
Mas a paixão muitas vezes cega e muita gente pressiona pela pressa, por não querer ser sacaneado por rival, etc.
Mas não tem jeito, tem que ser assim, tem que ter paciência, doa a quem doer.
E acredito muito nesse time. Hoje ainda falta muita coisa, mas vai dar certo.


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Lucas Cecarelli
post Aug 11 2011, 12:51 PM
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QUOTE(Acosta-Palestra @ Aug 11 2011, 11:19 AM) *
Eu li esse livro e tbm Transformando Suor em Ouro.
Por isso muitas vezes eu entendo certas decisões estranhas e falo: o treinador sabe mais que eu.
Não é babação minha ao Scolari. É humildade...

Certíssimo meu grande amigo Acosta.
Somente quem vivencia o dia-a-dia é que realmente sabe o que faz.
Falar de fora é muito fácil.


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"SER PALMEIRENSE, É PODER SENTIR-SE ACIMA DO BEM E DO MAL,ACIMA DA VITÓRIA E DA DERROTA, OU DE QUALQUER SITUAÇÃO OU
MOMENTO. É PODER SENTIR-SE EM OUTRA DIMENSÃO, SENTIR-SE IMORTAL, POIS SER PALMEIRENSE, NUNCA FOI É SERÁ PARA QUALQUER UM, É SIMPLESMENTE UM ESTADO DE ESPÍRITO, POUCOS CONSEGUEM ALCANÇAR ISSO. O AMOR QUE SENTIMOS POR TI, SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, NUNCA LIMITAR-SE-A À UM JOGO OU UMA COMPETIÇÃO QUALQUER, POIS ESTE AMOR, ULTRAPASSA O TEMPO E O ESPAÇO.ULTRAPASSA OS LIMITES DA RAZÃO. OBRIGADO, AMADO PALESTRA-PALMEIRAS, POR DESDE 1914, EXISTIR EM NOSSAS VIDAS". ( Miro )
.


Avanti Palestra! Scoppia che la vittoria é nostra!!!


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mundoverde
post Aug 11 2011, 12:58 PM
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Embora em esportes diferentes, Bernardinho e Felipão tem formas similares de trabalho, principalmente no que diz respeito a comprometimento da equipe. Não adianta ser bom. Se não tiver espírito de equipe, todo trabalho vai pelo ralo.
Dessa forma entendo a insistência com Luan e a desistência desde o início com Lincoln. Bernardinho dispensou o levantador Ricardinho, o melhor do mundo naquele momento, por falta desse espírito de equipe.
Há tempos o futebol deixou de ser um esporte de craques, com na era Pele e Garrincha. O craque continua imprescindível, como é imprescindível o preparo físico, a inteligência emocional. Quantos craques apareceram e da mesma forma sumiram por falta de controle emocional, excessos, drogas, alcool e outras besteiras que muitos cometem por falta de educação familiar? Agora observem o comportamento do Kleber atual e comparem com o da primeira passagem. Continua batalhando, reclama, leva cartão e tal. Mas há quanto tempo não é expulso? E quem é o responsável por essa mudança?

O esporte por ter um fator emocional muito grande as vezes nos cega. A razão fica de lado e a quando se percebe, a besteira está feita.
Felipão erra, como qualquer humano. É birrento, ranzinza, teimoso. Mas acerta muito mais. E ainda, se tem algo que nunca gostaria de ver seria ele dirigindo gambás, bambis ou sardinhas. Acredito que isso nunca vá acontecer.


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[]Verde para sempre
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mlpalmeirense
post Aug 11 2011, 12:58 PM
Post #20


Categoria Estrela
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espero que o Felipão leia pelo ângulo do ataque e aprenda também.


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