Esse resultado de ontem é o único (ÚNICO) motivo que eu critiquei muito quem queria a demissão do Abel ano passado. Eu dizia: demitir Abel e contratar quem? Muitos aqui falavam no nome do Leonardo Jardim, sem perceber a bobagem que ele fez no Cruzeiro no final do ano.
Abel mostra deficiências? Mostra, e sérias. Mas não existem opções. Neste ano está Palmeiras em Brasileirão a 1 ponto de diferença com a vantagem do jogo em casa para inverter, a final da Libertadores e a Copa do Brasil encaminhada.
Muitos diriam que tudo isso é apesar do Abel, e eu concordo algumas vezes. O problema é que não há solução.
E sim, estar vivo nos 3 torneios tem um ônus. Agora Flamengo vai estar com tempo livre para se dedicar no Brasileirão enquanto nós já perdemos novamente o Paulinho e Vitor Roque não se estabiliza e a condição física de todos tende a cair.
Eu não colocaria Copa do Brasil como um torneio com a mesma importância que o Brasileirão e a Copa do Brasil, é possível passar pelo Vasco com time misto. Contanto que o time comece a produzir, o que não fez no último jogo contra o Fluminense (1º jogo eu aplaudi a inteligência tática, no 2º condenei a incompetência), as condições de classificação são altas.
Agora, deixando de lado a questão dos resultados, um ponto que a Diretoria precisa trabalhar com muito, muito cuidado é a formação do elenco.
Palmeiras está assumindo um sistema tático que, permaneça ou não, evidencia umas pendências do elenco. Contratamos o Barboza mas um detalhe se evidenciou. Temos um ótimo zagueiro pela direita, o Murilo, um bom zagueiro pela esquerda, o Barboza, um excelente zagueiro pelo meio, o Gómez, dois reservas competentes para os dois lados, o Fuchs pela direita e o Benedetti pela esquerda, mas se perdermos o Gómez, por contusão, suspensão ou o que quer que seja, não temos uma opção para zagueiro central. O zagueiro de maior idade, que precisa de maior rotação com opção do elenco para não ter desgaste, não temos uma opção.
O outro ponto é ainda mais incômodo, porque a deficiência impacta pela falta de opções de correção. O nosso ataque é reduzido demais. No começo do ano, com a presença do Allan e a expectativa do Paulinho voltar, a contratação do Árias tornava o nosso ataque monstruoso. Eram mais peças decisivas do que vagas. Hoje, se precisamos de velocidade, como foi contra o Fluminense, não temos um ponta de ofício. Se perdemos Dudu, encontramos Estêvão. Se perdemos Estêvão, encontramos o Allan. Agora perdemos Allan e não temos a opção para o 1 contra 1 em velocidade, o Árias mostrou que é mais jogador de movimentação, de criatividade, do que contra-ataque em velocidade.
Ainda no ataque, não temos opção de comando de ataque. Sem Vitor Roque, o time não tem opção de comando de ataque, a não ser forçar o López e jogar alguém na ponta de lança (seja o Sosa ou o Maurício). Precisamos de atacante de referência. Mesmo se Paulinho estivesse jogando, ele é 2º atacante, ponta de lança. Vitor Roque continuaria sendo a nossa única opção, Erro crasso na montagem do elenco.