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J.M.Neto

A inversão dos valores

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Apesar do futebol ser um esporte com regras antigas, onde qualquer alteração tem que passar por uma bancada formada por distintos senhores de idade avançada, fora das quatro linhas ele se torna mutante. Até mesmo o poder no futebol não é eterno, apesar de algumas empresas de mídia (leia-se RGT) tentarem perpetuar algumas marcas, como vem fazendo com alguns clubes. Hoje se perde, amanhã se vence e por ai vai.

 

Com nosso time não é diferente... Já fomos academia, por mais de uma vez... Fala-se em três ou quatro academias, times memoráveis, atletas com muita qualidade, craques!!! Saudosos tempos em que nossa realidade era a de se formar fila de jogadores querendo envergar nossa camisa. Saudosos tempos em que éramos respeitados, temidos. A camisa verde ofuscava os olhos dos adversários, cientes de que enfrentariam um esquadrão.

 

Hoje, somos reféns de poucos jogadores, que se dizem craques, atletas que posam de bonzinhos, na velha e maçante arte de beijar escudo. Mas, no final do mês, seus vencimentos são religiosamente depositados em suas contas, para que possam se divertir em períodos de férias. E, convenhamos, a diretoria faz o que pode para manter os salários em dia. Então, tais atletas não tem do que reclamar.

 

Por conta das catastróficas ações das direções anteriores e algumas da atual, viramos reféns de atletas que querem visibilidade, que pulam o muro para negociar com um dos nossos maiores rivais, isso depois de tirarmos esses atletas do ostracismo. Viramos reféns de empresários, que vivem enfiando goela abaixo do torcedor alvi verde jogadores chinfrins, que em pouco tempo saem do clube assim como entraram... nas sombras... e para atuarem em “poderosos” clubes de alguma nação emergente como Turquia, China ou Azerbaijão.

 

Viramos reféns de atletas que demonstram qualidade passageira e que, ao final do seu empréstimo, são aclamados pela torcida, que exige da direção a sua contratação em definitivo. E quando isso acontece, ocorre um curto circuito mental no atleta e ele deixa de jogar bola.

 

Reféns de atletas que adoram uma polêmica e sabem usar como ninguém o poder da palavra, esquecendo-se que, no futebol, jogo se ganha jogando bola e não falando pelos cotovelos. Se falar resolvesse alguma coisa, não teríamos centro avante e sim, políticos.

 

Qualquer pereba que vista nossa camisa, ao sair, se julga no direito de processar o clube, por conta de alguma brecha contratual e que passou despercebido pela nossa “competentíssima” assessoria jurídica. Até mesmo datas de contrato são escritas por engano, dando margem a empresários inescrupulosos e seus jogadores agenciados se fazerem de morto para tentar “cantar” o coveiro.

 

Mais do que inversão de valores, estamos cultuando ídolos de barro, que na primeira tempestade tendem a se derreter por completo. E de decepção em decepção, olhamos para o banco de reservas e observamos, desanimados, a qualidade do elenco, pois não há ninguém que possa substituí-lo a altura. E percebemos que ficamos reféns desse ídolo.

 

Saudades do tempo em que Raul Marcel fez Leão, melhor goleiro do Brasil, sentar no banco de reservas. Saudades de ver Fedato entrando no lugar do Cesar Maluco e fazer gols. Saudades de ver Jair Gonçalves entrar numa partida final de Paulista contra os gambás e fazer o cruzamento que deu origem ao gol do título, feito por um reserva, chamado Ronaldo.

 

Saudades de ver o Palmeiras se agigantar novamente e deixar de ser refém de tudo isso que está ai.

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Maldita Lei Pelé, Maldita Rede RGT.

 

Juntos, acabaram com o futebol no Brasil aliados na incompetência dos dirigentes de todos os clubes.

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Maldita Lei Pelé, Maldita Rede RGT.

 

Juntos, acabaram com o futebol no Brasil aliados na incompetência dos dirigentes de todos os clubes.

acho que a segunda afirmativa se sobrepõe à primeira...

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Mais do que inversão de valores, estamos cultuando ídolos de barro, que na primeira tempestade tendem a se derreter por completo. E de decepção em decepção, olhamos para o banco de reservas e observamos, desanimados, a qualidade do elenco, pois não há ninguém que possa substituí-lo a altura. E percebemos que ficamos reféns desse ídolo.

 

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Saudades de ver o Palmeiras se agigantar novamente e deixar de ser refém de tudo isso que está ai.

 

 

Exatamente, nossa ânsia por novos ídolos é parte de nossa desgraça, temos que aprender a ser pacientes e entender que ídolos surgirão naturalmente.

 

Aqui está assim, se algum jogador fizer 5 partidas extraordinárias e beijar o escudo, pronto, já é ídolo.

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Olha, digo que isso não acontece do no palmeiras!!! Claro que algumas situações foram humilhantes pra gente...

 

Mas os ídolos de barro que hj existem são comuns em muitos clubes!!!

 

Thiago Neves no fluminense - saiu pra jogar no flamengo, fez juras de amor e depois voltou com a torcida idolatrando;

Emerson Sheik - falante... Tira sarro de vários clubes pelo qual foi jogar depois;

 

Hoje a visão de ídolo mudou... O jogador, através do seu empresário, quer dinheiro... E vai pra onde estão pagando mais... Vamos ao caso do Barcos.... Preferiu ir para o grêmio pra ganhar meia dúzia de dilmas a mais e "ter mais visibilidade"!!! Perdeu a chance de ser um ídolo no palmeiras... O cara do centenário!!! Jogador covarde!!!

 

Alan kardec idem!!! O jogador hj não ta nem aí pro status de ídolo que consegue!!!

 

Diferente de épocas passadas onde o cara que era ídolo, nem cogitava jogar em um clube rival!!!

Os últimos que existiram foi o Marcos e o Rogério Ceni!!!

 

Futebol, infelizmente, virou negócio... A paixão fica para os torcedores!!!

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Maldita Lei Pelé, Maldita Rede RGT.

 

Juntos, acabaram com o futebol no Brasil aliados na incompetência dos dirigentes de todos os clubes.

 

A RGT sim, a lei pelé não. Fui convencido sobre isso aqui no forum.

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A Lei Pelé viria de um jeito ou de outro, a antiga lei do Passe era quase um regime de servidão. A tendencia mundial chegaria de qualquer forma.

 

 

 

 

Agora a RGT é uma merda mesmo.

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Na verdade a culpa é dos clubes mesmo, RGT, empresarios, cbf, etc só mandam porque os dirigentes permitem e lucram com isso

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