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Os “11” de 2016 ?

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Por Zé Luis

E aí pessoal, como vocês estão? Depois de um longo tempo off das atividades do blog, cá estou novamente, para jogar luz sobre o que podemos esperar dos homens do Palmeiras para esse ano, que não podemos cravar que serão apenas 11 titulares, já que nosso elenco está bem gabaritado este ano.

Após o período de pré-temporada e o pacotão de reforços que deu as caras no CT da Barra Funda, podemos iniciar a primeira análise do elenco dessa temporada, com mudanças importantes e consolidações mais importantes ainda.
O setor defensivo, encabeçado pelo aspirante à ídolo Fernando Prass, sofreu uma baixa na virada do ano. Como todos sabemos, o ótimo cobrador de pênaltis e zagueiro nota 6,0, Jackson, foi devolvido de empréstimo ao Internacional, deixando a vaga ao lado do incontestável Vitor Hugo aberta para o Paulistão/Libertadores.

Isso foi, com toda a certeza, motivo de arrepios para a torcida palmeirense, e quem dera fosse por apenas um motivo. A solução caseira e natural seria a ascensão do contestadíssimo Leandro Almeida à vaga de titular na zaga, mas Mattos engatilhou a escopeta de caça e fechou com Edu Dracena, o que, pra variar, dividiu opiniões na torcida palestrina, que contestou e muito a contratação de um jogador que se encaminha mais para um fim de carreira do que para uma temporada sem sustos na linha de defesa. Foi aí que a surpresa apareceu em dobro novamente, logo após a exibição de Dracena no quadro que disputou a Copa Antel (onde foi mediano em sua exibição), ele se machucou e fica de fora, pelo menos, do primeiro mês de jogos do Palmeiras, e aí a solução caseira entrou e vem se crescendo (aos poucos) aos olhos da torcida: Leandro Almeida está em uma evolução constante, mesmo que seja um passo de cada vez, mas mostra que está menos tenso e propenso à burradas do que quando chegou, no ano passado.

Ao lado de Prass e V. Hugo, elejo Zé Roberto como uma das peças fixas e essenciais de nossa linha defensiva, devido à constância e regularidade de seu futebol o ano passado, principalmente em momentos de grande importância e tensão, como a Copa do Brasil, onde sua experiência e técnica foram fundamentais para o título (fato esse que esperamos que se repita, dessa vez, na Libertadores). Lucas alterna altos e baixos em sua posição, mas até o momento, não fez sua caveira perante a torcida e o técnico, então segue onde está. A tendência é que Marcelo Oliveira alterne os escalados nos jogos do Paulistão, tanto para dar ritmo à todo o elenco, quanto testar novos posicionamentos e peças no time, por isso, é bem provável que Egídio dê as caras e que Jean (uma de nossas principais contratações do ano, na minha opinião) possa ser testado no meio e também na ala, variando conforme o esquema.

Descendo para a volância, terminamos o ano com chave de ouro e com uma prata da casa em destaque. Matheus Salles foi o cara do Palmeiras nos últimos meses de 2015, com atuações seguras e de muita técnica em sua função, botando o L. Lima no bolso, sim! Aí aparece na cabeça de todo palmeirense aquele dilema bom de se possuir no time: temos muitas boas opções, mas poucas vagas no esquema. Arouca está em alta, Gabriel volta de lesão e, mesmo tendo que acompanhar sua evolução e volta aos gramados, não dá pra esquecer o que jogou de bola no primeiro semestre de ’15. Thiago Santos possui grande capacidade de desarme de bola e tem aquele dom de fazer a chamada “falta necessária” para matar uma jogada ou controlar o jogo. Jean chegou, tem uma ótima bagagem e qualidade técnica nos pés e na mente… Agora, fale para mim, torcedor palestrino, se já é difícil pra mim escrever sobre quem deveria jogar e em qual esquema, com esses exemplos acima, imagine para o M.O decidir quem joga quando e como! O lado bom é que não passaremos apuros neste setor importante este ano, e que é fundamental para o andamento do time.

Nos falta, ainda, um camisa 10 para dar fluidez e dinamismo às jogadas, para que o time voe. As atuações na Copa Antel não foram lá muito convincentes, o que dá pra entender até certo ponto, e a mudança para o time que atuou contra o Botafogo, principalmente no segundo tempo, é gritante e empolgante. Sinto que, aos poucos, M.O vai conseguir abolir os chutões e ligações diretas, e muito disso vai ser operado com a presença de nossos meias e atacantes. O toque de bola e as jogadas ofensivas vão ser mais constantes e efetivas.
Dos volantes para frente, somos um time de muita velocidade. Só Gabriel Jesus, Dudu e o novato Érik são a prova viva de que vamos enlouquecer muitas defesas adversárias ao longo do ano, desde que seja possível que as bolas cheguem aos pés deles e o principal, que eles estejam escalados por M.O para atuarem nas posições que mais rendem.
Moisés e Régis (que ainda não deu as caras com a camisa alviverde, mas que é muito bom), são ótimas alternativas para o meio, principalmente, para a vaga de Robinho, que às vezes soa como se vivesse à sombra dos gols de cobertura no M1CO feitos no ano passado. É bom ficar de olho em ambos, e é bom o Little Robson abrir o olho para não tomar chapéu. Outro que precisa abrir o olho, e que em minha opinião precisa de um choque de realidade ou um chá de banco, é Gabriel Jesus. Uma de nossas joias da coroa, ele alterna entre momentos de genialidade e afobação, fica meio deslocado em campo, haja visto que em muitos jogos ele consegue sair do campo sem fazer absolutamente nada de especial. Erik veio aí, e podem apostar, será um dos destaques do ano e pode tomar a vaga do camisa 33 ou botar minhoca na careca de M.O para inventar algo em que os dois possam jogar juntos.
Este cara merece um post especial até, porque será a cara dos títulos do Palmeiras neste ano. Dudu é mostro demais, joga com um tesão pelo clube e com uma garra dentro de campo que há anos não víamos e, senhores, que técnica o baixinho possui. Contra o Santos nas finais, contra o Botafogo na última rodada, em vários jogos da última temporada, é fácil lembrar a regularidade com que ele se apresenta em alto nível dentro de campo. É nosso trunfo para 2016, aguardem.
Creio que seja também o ano de Barrios no ataque palestrino. Depois de um merecido descanso, que todos sabíamos que seria necessário para que ele pudesse conquistar a qualidade produtiva comum à sua pessoa em outras épocas, o “parargentino” será essencial na disputa dessa Libertadores.

Para a partida de hoje contra o São Bento, Erik, Egídio, Barrios, Jean e Thiago Santos serão titulares, provando, em tese, que não há como cravar somente 11 titulares ao longo da temporada. Espero um jogo franco, com muitas roubadas de bola, como foi contra o Botafogo, mas com mais fluidez no ataque do que na primeira rodada, onde somente no segundo tempo conseguimos ser eficazes no ataque. Hoje é dia de ver um time com velocidade, posse e toque de bola, e aguardemos isso, pois começamos a ter sinais de que este time vai voar em 2016.
Acho que essas são minhas percepções sobre o time titular de 2016, pelo menos do primeiro semestre. Nas próximas colunas, vamos analisar a tabela do Paulista e da Libertadores, sobre o que podemos esperar de cada um deles. Além disso, nos próximos dias, vou dar meus pitacos sobre a “raspa do tacho” de 2015, quem ficou no clube e pode ser aproveitado para formar um elenco forte, e quem deve tomar a barca verde e ir embora. Abraços, comentem e até a próxima!

http://palestrinos.net/coluna-ze/opiniao-os-11-de-2016/

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O Erick vai ou não pro jogo hj afinal?? rsrs

Não sei se ele começará jogando hoje, mas aposto que não vai demorar muito para ter chances entre os 11 iniciais. hahaha

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