Não se trata de tornar-se uma figura midiática, mas de falar em momentos estratégicos, informando melhor o torcedor e reduzindo especulações. Grande parte dos problemas na torcida são oriundos de má comunicação.
Nenhum diretor ou gerente de futebol deveria ser midiático, mas, pasme, a comunicação entre clube e torcida é mais responsabilidade deles do que do treinador. O nosso treinador acaba tendo que falar demais, sobre questões de direção ou gestão do futebol, empobrecendo muito o que deveria comunicar sobre o trabalho em campo e atraindo foco que deveria ser sobre a direção.
Há um desequilíbrio imenso no Palmeiras. Não precisa ser Boto, nem Barros, talvez algo mais próximo a Bruno Spindel no Cruzeiro.
Normal. Eles são os porta-vozes do clube com a imprensa normalmente. Boto do cheiro, por exemplo, vive se manifestando após os jogos. Todos os diretores antes do Barros tinham uma voz ativa na imprensa, epsecialmente sobre reforços ou arbitragens. No nosso caso, o Mattos, por exemplo, era o escudo do time e noticiador de erros de arbitragem pós-jogos. Antes dele, teve Frizzo, Cipullo, Pescarmona... todos com voz ativa em defesa do clube.