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    • Eu procurei um vídeo com o jogo de ontem completo, mas não achei. Queria tentar ilustrar uma das coisas que pra mim têm sido o grande gargalo desse time (um dos, né): a saída de bola. Ontem, observando a forma como o time se coloca em campo, fica muito claro o porquê dos zagueiros terem errado tantos passes (desconsiderando os erros técnicos) e porquê o time fica sem meio campo. Na saída com os três zagueiros, os dois alas avançam muito para dar profundidade e jogar a marcação adversária para trás, da mesma forma que os volantes também colam nos homens de frente para empurrar os volantes adversários e dar mais "jardas" aos zagueiros para avançarem. A grande questão é, quando os zagueiros avançam com a posse da bola, esses mesmos jogadores que foram pra frente segurar a marcação, estão todos marcados. Para piorar, quando os volantes avançam muito, os zagueiros não têm opções de passes curtos, o que acaba obrigando tanto o Murilo quanto o Barboza a tentarem passes mais longos ou os lançamentos/chutões. Ontem ficou muito, mas muito evidente a quantidade de passes errados dos zagueiros porque eles estavam encarregados de fazer essa saída, mas com essa falta de coordenação de movimentos, as opções eram forçar essas bolas rasteiras longas. Claro, não dá para eximir os dois pelos erros técnicos, porque erraram muitos passes que, mesmo um pouco forçados, não poderiam errar, mas é notório que em muitos casos eles precisam se livrar da bola para não correr riscos. Mesmo quando o Marlon voltava para a primeira linha, os problemas eram os mesmos. Vi até o Flaco voltando para trás do círculo central pra buscar bola nos pés dos zagueiros, o Árias voltando muito para buscar a bola. Isso deixa escancarado que há um problema de coordenação dos blocos quando o Palmeiras vai sair jogando e explica claramente o motivo do nosso meio campo não ser acionado, não jogar. Eu não sei exatamente a melhor forma de corrigir isso. Talvez fazer a saída com os dois volantes, num 2-4-3-1. Assim, os laterais saltam para a linha dos volantes para dar opções de passes pelos lados, os dois meias/pontas afunilam para ser a opção de passe por dentro e os dois atacantes empurram a primeira linha. Não sei o quanto isso é viável, até porque, se o esquema for realmente com 3 zagueiros, isso já não funciona. Além disso, eu fiquei pensando se não sei melhor usar o Piquerez como zagueiro pela esquerda (como ele já fez) nesse esquema com três zagueiros e deixar o Arthur - que tem muito mais cacoete ofensivo - como esse ala que ataca por fora e por dentro.
    • Acabam traduzindo finalização como chance de gol. De fato foram muitas, quem usa Sofascore vê que foram 28 finalizações, mas apenas 7 no gol. De qualquer forma, o melhor em campo pela nota do site foi justamente o goleiro deles, e de fato salvou em uns 3 lances. Mas isso não traduz um bom desempenho, o erro de 21 finalizações, ainda que algumas tenham levado algum perigo, refletem a queda de desempenho do time nesse aspecto. E, pior, o jogador com melhor aproveitamento recente, o Maurício, foi levado para o banco e no banco ficou. Qualquer seja a tentativa de poupar o elenco na divisão dos torneios, cabe mais promover substituições ao longo do jogo do que sobrecarregar jogadores em cada partida.
    • Sinceramente, é totalmente sem sentido sustentar desempenho de lateral em total de assistências e gols. Laterais argentinos, como boa parte da Europa, não atacam, no máximo fazem uma saída de bola. Enquanto no Brasil nós valorizamos o apoio de um Arce, de um Cafu, de um Júnior e de um Roberto Carlos, me restringindo aos que vimos no Palmeiras, na Europa a estrela ficava com um Maldini, com um Thuram, com um Sergio Ramos. Desde o começo, erra quem limita a análise do jogador a uma função que não é a dele. Pior, desconsideram que, no elenco montado, o jogador que melhor faz a disputa no 1 contra 1 é o lateral. Se fôssemos trabalhar com um esquema tático mais aproximado do italiano ou do inglês, Giay e Piquerez estariam cumprindo muito bem as suas funções, se estivessem ao lado de apenas dois zagueiros e dois volantes técnicos, um de contensão e outro de aproximação. Com essa base, bastaria atribuir as responsabilidades principais dos jogadores de frente, mas dando liberdade para a movimentação de todos, porque qualidade para isso eles têm, por exemplo, o Vitor Roque precisa ser o homem de referência, mas pode circular para buscar o jogo, o López pode centralizar para receber cruzamentos, mas precisa jogar mais recuado para ajudar na criação, Arias deve cair por onde achar que dá mais espaço, seja na esquerda caindo em diagonal, seja na direita partindo com velocidade e habilidade para chegar à linha de fundo (hoje é o nosso único jogador que executa dessa forma, desde que perdemos o Allan), Felipe Anderson tem experiência para trabalhar na meia direita com composição tática, mas tem que ter a liberdade para armar pelo meio, Maurício já mostrou disposição tática na composição da meia esquerda, mas rende muito na ponta de lança, Sosa já mostrou uma boa flexibilidade para atuar em mais de uma posição. Tudo isso precisa ser explorado, porque qualidade técnica nós temos. Falta organização e, algumas vezes, apoio.
    • Eu não vi caminhão de gols perdidos, sério. É que a gente tem tanta dificuldade pra chegar perto do gol que quando chega na grande área já contam como chance de gol.
    • Perguntaram sobre uma substituição, ele disse que a equipe estava com boa dinâmica e que não precisava mudar.    não faz sentido nenhum. Apático, sem motivação, tanto faz o resultado.
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