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Petrocchi

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  1. Impressionante. Eu era dos poucos torcedores que queria Giay no time titular, mas a minha opinião era apenas por reconhecer a sua qualidade na marcação e para mantê-lo no sistema defensivo com 2 zagueiros, abrindo vaga para jogador de frente. Agora, no pós-Copa do Mundo, ele é um dos nossos artilheiros. Futebol sempre surpreende.
  2. Qualidade ele tem. Se jogar aonde sabe jogar. Colocar o Veiga longe do gol para fazer composição de meio campo é um erro que o queimou. O problema é que hoje o López e o Maurício já executam essa função e o Veiga seria uma opção apenas, disputando com o Maurício. E isso se o Abel colocar algum deles para jogar. Olha como o Maurício voltou da Copa do Mundo e depois deixou de ter espaço. O nosso esquema de jogo prejudica demais.
  3. O Arthur Jorge que, com um dos maiores investimentos do Brasil, perdeu para Bragantino, Santos, Atlético, Vasco... isso se nos limitarmos aos últimos 3 meses. É bom, tem um bom estilo, mas não seria uma certeza.
  4. Mas mencionou o recorte dos campeões nacionais para fazer a comparação do nível. Tirando o Filipe Luis, os outros não foram com continuidade, foram títulos isolados.
  5. O maior problema para o Palmeiras do Abel é jogar contra quem não quer jogar. Tirando 2025, o nosso desempenho sempre foi bom no igual para igual e fraquíssimo contra quem preferia atolar jogador na defesa e tentar eventual contra ataque. Abel, tradicionalmente, não sabe criar jogo com bola trabalhada, apenas bola parada. Recentemente a coisa melhorou bem no Brasileirão, mas se rompeu no último jogo da Libertadores. Não que seria mais fácil contra o Flamengo, mas aí ele trabalharia como sabe trabalhar. Tendo um adversário que certamente não vai pedir jogo, o risco é alto. E a falha é gigantesca. O Palmeiras precisa fortalecer melhor a armação. A carência de vagas ofensivas no esquema atual é um erro sério. Temos Maurício, Felipe Anderson e Sosa no banco e eles precisam jogar, não cabe atuar com 3 volantes e 3 zagueiros.
  6. Filipe Luis, Arthur Jorge, Fernando Diniz e Dorival Jr. Muitos diriam Filipe Luis, beleza. Outros mencionariam Arthur Jorge, mas no Cruzeiro, depois do bom começo, caiu muito nos últimos jogos. E os outros? Preferia?
  7. Não, o Abel mostrou limitações sérias, mas as opções que a torcida apresenta como solução se mostram mais incopetentes.
  8. Os "se" são condicionados e vão de acordo com o interesse de que os expressa. Os fatos já estão dados. O treinador que pediam acabou de ser eliminado em casa, jogando mal os dois jogos. O técnico que seria demitido, por mais incômodo que cause pelos erros cometidos, se classificou. A derrota em casa foi horrível? Foi. Mas a vitória no Maracanã foi fantástica, trabalhando com uma estratégia que brasileiros parecem não entender. O Palmeiras não foi apenas o time que atacou o mínimo e foi preciso. Foi também o visitante que impediu o ataque adversário quase totalmente. O Fluminense não levou qualquer perigo ao gol palmeirense durante toda a partida, fazendo o gol em uma jogada com falhas individuais. Infelizmente a inteligência que teve ali faltou e muito no jogo de volta, mostrando um dempenho patético. E, ainda assim, é possível falar que com um Leonardo Jardim seria melhor? O Flamengo, tecnicamente ainda acima do Palmeiras, não conseguiu fazer sequer 1 gol em um time tecnicamente limitado, que o "grande" Corinthians não levou para os pênaltis por falha individual grosseira. Fluminense e Estudiantes são do mesmo nível?
  9. Esse resultado de ontem é o único (ÚNICO) motivo que eu critiquei muito quem queria a demissão do Abel ano passado. Eu dizia: demitir Abel e contratar quem? Muitos aqui falavam no nome do Leonardo Jardim, sem perceber a bobagem que ele fez no Cruzeiro no final do ano. Abel mostra deficiências? Mostra, e sérias. Mas não existem opções. Neste ano está Palmeiras em Brasileirão a 1 ponto de diferença com a vantagem do jogo em casa para inverter, a final da Libertadores e a Copa do Brasil encaminhada. Muitos diriam que tudo isso é apesar do Abel, e eu concordo algumas vezes. O problema é que não há solução. E sim, estar vivo nos 3 torneios tem um ônus. Agora Flamengo vai estar com tempo livre para se dedicar no Brasileirão enquanto nós já perdemos novamente o Paulinho e Vitor Roque não se estabiliza e a condição física de todos tende a cair. Eu não colocaria Copa do Brasil como um torneio com a mesma importância que o Brasileirão e a Copa do Brasil, é possível passar pelo Vasco com time misto. Contanto que o time comece a produzir, o que não fez no último jogo contra o Fluminense (1º jogo eu aplaudi a inteligência tática, no 2º condenei a incompetência), as condições de classificação são altas. Agora, deixando de lado a questão dos resultados, um ponto que a Diretoria precisa trabalhar com muito, muito cuidado é a formação do elenco. Palmeiras está assumindo um sistema tático que, permaneça ou não, evidencia umas pendências do elenco. Contratamos o Barboza mas um detalhe se evidenciou. Temos um ótimo zagueiro pela direita, o Murilo, um bom zagueiro pela esquerda, o Barboza, um excelente zagueiro pelo meio, o Gómez, dois reservas competentes para os dois lados, o Fuchs pela direita e o Benedetti pela esquerda, mas se perdermos o Gómez, por contusão, suspensão ou o que quer que seja, não temos uma opção para zagueiro central. O zagueiro de maior idade, que precisa de maior rotação com opção do elenco para não ter desgaste, não temos uma opção. O outro ponto é ainda mais incômodo, porque a deficiência impacta pela falta de opções de correção. O nosso ataque é reduzido demais. No começo do ano, com a presença do Allan e a expectativa do Paulinho voltar, a contratação do Árias tornava o nosso ataque monstruoso. Eram mais peças decisivas do que vagas. Hoje, se precisamos de velocidade, como foi contra o Fluminense, não temos um ponta de ofício. Se perdemos Dudu, encontramos Estêvão. Se perdemos Estêvão, encontramos o Allan. Agora perdemos Allan e não temos a opção para o 1 contra 1 em velocidade, o Árias mostrou que é mais jogador de movimentação, de criatividade, do que contra-ataque em velocidade. Ainda no ataque, não temos opção de comando de ataque. Sem Vitor Roque, o time não tem opção de comando de ataque, a não ser forçar o López e jogar alguém na ponta de lança (seja o Sosa ou o Maurício). Precisamos de atacante de referência. Mesmo se Paulinho estivesse jogando, ele é 2º atacante, ponta de lança. Vitor Roque continuaria sendo a nossa única opção, Erro crasso na montagem do elenco.
  10. O torcedor precisa aprender que o López não tem problemas com posicionamento, com função. Ele exerce bem a função onde quer que seja escalado. Contanto que tenha jogadores atacando do lado. Jogando completamente isolado, tendo que puxar contra-ataque para ele mesmo, ficar sobrecarregado com a marcação na ausência de jogadores ofensivos que pudessem puxar a marcação, tudo isso é culpa do Abel e do bizarro sistema de 3 zagueiros e 3 volantes. Eu achava que o problema eram os 3 zagueiros, mas não. É muito pior jogar com os nossos 3 volantes. E esse modo era desejado por muitos aqui acreditando que o Andreas era meia. E infelizmente não podemos ter a esperança que o péssimo desempenho reflita em mudanças no time. Agora é torcer para que não tenha sido nada com o Paulinho, que o Vitor Roque volte bem e mais ninguém saia por contusão.
  11. Hoje eu não julgaria os jogadores. Infelizmente as decisões do treinador não fizeram o menor sentido. Se no Rio o exagero até chegou a funcionar graças ao talento individual do López e as alterações realizadas no meio do 2º tempo deixando o time mais ofensivo, hoje, jogando muito, muito abaixo do aceitável levou muito mais tempo para substituir. E tirando os melhores jogadores para colocar outros na mesma posição. Até na lateral direita! Hoje o time foi salvo pelo Carlos Miguel duas vezes, na ótima defesa logo no começo da partida e na defesa do pênalti. E no ataque não produziu absolutamente nada, simplesmente porque López e Arias tinham que jogar sozinhos a cada lance, nunca tinham alguém para tabelar, a aproximação do Marlon Freitas, do Lucas Evangelista e, especialmente, do Andreas foi nula. A última vez que isso aconteceu, de ganharmos fora de casa de forma fantástica e quase perdermos a classificação para a final, quando ganhamos do River na Argentina por 3 X 0 e conseguimos perder em casa por 2 X 0, conseguimos alcançar o título, talvez por termos tido um pouco mais de consciência na final. É um erro absurdo jogar com 3 zagueiros e 3 volantes. O time deixa de ter condições de criar e por mais qualificada que seja a nossa defesa, ficamos dependendo da incompetência adversária e da nossa individualidade para conseguir algo além de um empate. Patética essa postura.
  12. Mas esse é um problema mais do esquema do que do jogador. O estilo do Felipe Anderson não é para fazer composição de sistema defensivo e me incomoda ele não ser aproveitado como deveria na posição em que ele se destacou no passado. Ainda assim, os dois principais lances passam por ele, um exigindo uma grande defesa do Fábio, outro mostrando uma visão de jogo fantástica limpando o lance na assistência para o elemento surpresa ao invés do grupo de jogadores mais adiantado.
  13. O erro do Carlos Miguel foi "apenas" ter tentado sair. Não era para tentar sair em uma bola tão aberta, era lance da zaga. O lance foi extremamente feio, o que faz chamar mais a atenção, mas a falha do Carlos Miguel é mais grave do que um simples erro no tempo de bola. Tentar sair em uma bola que não era para ele, desprotegendo o gol é sério, é um ponto de preocupação quando se trata de um jogador profissional. Não sofremos o gol exclusivamente por conta dessa falha, a zaga também falha gravemente por não acompanhar o ataque adversário como deveria, e continua como um ponto de atenção. Mas o Carlos Miguel está bem acima da avaliação da torcida, enfatizam demais as falhas ignorando os lances que contribuiu positivamente para o resultado. Imagino o que seria do Marcos nos dias atuais, cometendo as falhas que cometia, tanto por displicência quanto por reflexo abaixo do usual.
  14. Eu não concordava com a confiança da torcida em cima do Evangelista. Para mim era jogador comum, supervalorizado pelo que ele fazia razoavelmente no Bragantino. Mas o que ele tem feito nos últimos jogos, com mais regularidade que Marlon Freitas e Andreas, está me impressionando demais e quebrando completamente a imagem que eu tinha. Hoje prefiro a garantia da titularidade dele do que do Marlon, já que o Andreas tem a vantagem da bola parada. E isso porque, reforço, não podemos jogar com 3 zagueiros e 3 volantes. O apoio do Andreas é restrito e o time perde muito no apoio, e eu nem concordo com a torcida quando reclamam do apoio do Piquerez, que, para mim, é um jogador de boa qualidade técnica. Precisamos de maior equilíbrio para opções no ataque, ainda dependemos demais da qualidade individual. O nosso mérito maior, e parece que a imprensa não consegue entender, é que o planejamento do Abel não é de aplicar pressão de jogo sempre. Em casos como o de hoje, o adversário teve muito mais posse de bola, mas não consegue produzir praticamente nada de relevante. As finalizações do Fluminense, quase todas, foram sem perigo algum. Mas precisa produzir mais. Hoje estamos em uma das melhores fases técnicas nos últimos anos e, certamente, na melhor fase técnica do elenco.
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