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Carta aos Tubarões

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Guest PULVI
Carta aos Tubarões

 

Parte 2 – Luiz Gonzaga Belluzzo

 

Ao ex-presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo

 

Primeiramente vou deixar você e os demais leitores entenderem o contexto e por que essa carta é tão diferente das demais. A razão é simples, a minha relação com o senhor foi diferente do que com todos os outros ligados ao Palmeiras, pois você foi meu professor de economia – ou era para ser, já que apenas realizava palestras e ainda de forma rara.

 

Prefiro chama-lo de professor, pois ainda tenho respeito pelo Belluzzo como professor, então vou começar pelos encontros que tínhamos nos corredores próximos da secretaria da FACAMP e onde conversávamos sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras. Enquanto eu observava o ex-presidente do meu time e um respeitável professor, basicamente eu não era nada (ainda não sou), mas tinha um conhecimento profundo do Palmeiras e do senhor.

 

Vale a pena dizer, Belluzzo demorou para perceber que eu conhecia as políticas de dentro do clube com uma certa profundidade e quando percebeu a “armadilha” que ele caiu. Algumas coisas foram ditas para a pessoa errada, mas que nunca divulguei a sua forma de pensar e nem o que você faria naquelas eleições. Hoje, não são nada demais, porém nas especulações que cercavam a política do Palmeiras a dois anos era algo a ser considerado, basicamente pela sua influência política.

 

Mas, vamos voltar no tempo e relembrarmos do nosso primeiro encontro pelos corredores... Eu e você chegamos a um acordo: o Palmeiras precisava de um administrador capacitado, alguém que amasse e respeitasse o clube, mas que fosse competente e racional para gerir a Sociedade Esportiva Palmeiras. Logo, informei ao senhor o meu sonho de ser presidente do Palmeiras e você me aconselhou a fugir da nefasta política palmeirense e me disse que você se afastou e não voltaria a fazer parte dela.

 

Voltando mais para o nosso tempo, nas rodadas decisivas da Copa do Brasil, especificamente contra o Grêmio, tive o prazer de lhe encontrar duas vezes. O senhor não acreditava que passaríamos e nem que seríamos campeões. Basicamente me falou que não achava o Palmeiras capaz de vencer o Grêmio, com um desânimo indescritível – talvez eu não tenha habilidade para descrever aos demais leitores o que eu senti. Vencemos, fui cobrá-lo e disse que o Palmeiras era campeão na semana seguinte. Aliás, eu vestia a camisa Verde com o logo da Samsung, que você fez questão de afastar do Palmeiras. O senhor colocou como favorito o adversário, o “gigante” Coritiba.

 

Existem muitas razões para o Palmeiras ter perdido o Campeonato Brasileiro de 2009, ego dos jogadores, falta de dinheiro para bonificações, falta de comando... Mas, ao perceber a expressão derrotada e a falta de confiança em seu próprio time eu entendi a razão dos fracassos recentes da minha Sociedade Esportiva Palmeiras. Simplesmente o homem por trás do clube era incapaz de acreditar que as coisas dariam certo, capaz de apostar em seu clube do coração. O fracasso começou pelo comando, imagino quem observava a sua “vibração” e o que sentia depois.

 

Porém, havia ainda respeito pelo professor Belluzzo e pelo ex-presidente. Apesar de, inegavelmente, ser sua a culpa da entrada de Tirone e Frizzo no comando do Palmeiras por não ter tido pulso e bancado as eleições diretas e não ter decretado apoio aos opositores dessa corja que invadiu o nosso clube. Havia mais para você fazer, negativamente.

 

Agora, retorno para o nosso último encontro, discutimos o futuro do Palmeiras e você disse que só voltaríamos a ser grandes quando a torcida elegesse o seu comandante e que essa pessoa deveria ser um administrador capacitado. Além disso, você me garantiu que não participaria da política Alviverde. Conversamos sobre um nome, o do atual presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras e você afirmou para o seu aluno: Paulo é um bom nome, talvez o mais preparado no momento.

 

Imagine, professor, a minha surpresa quando você ficou ao lado oposto ao de Paulo Nobre? Quando você voltou para a política do Palmeiras? Que você se posiciona, hoje, a favor do Pescarmona que é amplamente contra “entregar” o poder aos sócios torcedores do Palmeiras. Entregar o clube a quem realmente merece ser o “responsável”: o torcedor. Professor... Suas ações vão contra tudo o que você já me falou e tudo o que você “deixa implícito”.

 

Não preciso de uma entrevista para algum jornal para me lembrar que você disse que iria deixar a política do Palmeiras e depois voltou atrás, não cumpriu a sua palavra... Não... Você disse isso diretamente para mim. Cara a cara. Professor, como você espera que eu acredite em alguém que, de três coisas que julgávamos importantes, fez o oposto?

 

Não vou citar sua irresponsabilidade financeira na gestão do Palmeiras e nem os acordos com a Traffic, a saída da Samsung para a volta da FIAT e todos os males que isso resultou ao Palmeiras. Apenas lhe pergunto, você confiaria em alguém que se posiciona de uma forma e faz o oposto? Como você espera que a torcida do Palmeiras volte a acreditar em você? Ainda mais com o seu candidato sendo tão despreparado como é o Pescarmona?

 

Professor, assim como eu não te pedi o conselho que você me deu no passado, agora é a minha vez. Fique longe da política do Palmeiras.

 

A próxima carta será direcionada ao candidato a presidência do Palmeiras Wladimir Pescarmona.

 

Leia a carta direcionada ao atual presidente Paulo Nobre - http://www.forumptd.com/index.php?showtopic=102646

 

Essas cartas deveriam ser divulgadas no clube..

 

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Excelente! Deu para notar que quem está buscando administrar o clube, não acredita no potencial e na história do Palmeiras. Pergunta: então qual o intuito de querer gerir o Palmeiras?

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Excelente! Deu para notar que quem está buscando administrar o clube, não acredita no potencial e na história do Palmeiras. Pergunta: então qual o intuito de querer gerir o Palmeiras?

 

Pois é...

 

Aliás, o Palmeiras quase matou ele... Ele prometeu e afirmou que não voltaria para a política... E agora tá empolgado e querendo fazer o seu candidato entrar, formando alianças (que foi um fiasco, já que o próprio Nicolelis se posicionou contra o Pescarmona em uma entrevista ao Mondo Verde).

 

É lamentável a política interna do Palmeiras.

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Gostei muito de todas as cartas. E é muito legal saber que tem bastante gente de Campinas aqui no fórum. Quem sabe um dia possamos sentar num bar e ficar falando de Palmeiras o dia todo.

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Gostei muito de todas as cartas. E é muito legal saber que tem bastante gente de Campinas aqui no fórum. Quem sabe um dia possamos sentar num bar e ficar falando de Palmeiras o dia todo.

Eu sou de Jundiaí hahahaha

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