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Octa

SAF - Vocês aceitariam/gostariam que o Palmeiras se tornasse uma?

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Eu me fiz essa pergunta em 2017 e fiz uma enquete aqui no Forum, receoso dos efeitos de longo prazo da Crefisa.

5 anos depois, apesar de a maioria ainda parecer aceitar o Palmeiras ter um dono, me parece que essa opção está com menos adeptos hoje em dia.

 

Numa situação assim, eu, pessoalmente (e imagino que muitos outros torcedores), perderia a conexão / magia de torcer por um clube - afinal passaria a ter que torcer por uma empresa e pelo sucesso financeiro de seus donos.

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Acho que perguntar isso hoje pra nossa torcida é o equivalente a perguntar à alguém que acabou de sair de um banquete se está com fome.

Vamos dizer que um rival vire SAF e que muito dinheiro seja injetado, fazendo com que eles passem a ter os resultados que nós tivemos recentemente, enquanto nós ficamos em segundo, terceiro lugar... Aí resposta será outra.

SAF em sí não é implícitamente bom nem ruim, porém pode rapidamente se transformar em algo imprescindível pra poder se manter competitivo. Pro Palmeiras poderia significar a abolição da politicagem e amadorismo ligadas ao clube social... Nós já esboçamos uma SAF com a co-gestão com a Parmalat, quem atrapalhou foi justamente a ala amadora do Palmeiras, além de ter a questão de sermos preteridos com relação ao Parma, que levou o Alex e o Júnior sem muita dificuldade.

Eu veria com bons olhos se o dono fosse um Paulo Nobre, mesmo que a injeção de dinheiro não fosse comparável aos outros, mas já seria um benefício enorme a profissionalização total e o foco ser 100% no Palmeiras e não em times europeus.

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Não, SAF é para clubes que não aguentam andar com as próprias pernas. Você consegue um investimento de um ou dois bilhões, mas perde 20% ou 30% das receitas pelo resto da história do clube. Pode parecer que vale a pena quando você olha clubes como Chelsea, PSG ou Manchester City, mas pessoalmente eu não quero que nosso clube seja usado para lavar dinheiro de bilionários e financiar ditaduras.

P.S.: Para colocar outra questão, vocês aceitariam vender os Naming Rights do CLUBE por um tempo pré-determinado? Por exemplo, receber uns dois bilhões para mudar de nome por uns dez anos, tipo "Wolksvagen Palmeiras"?

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3 hours ago, RenPalmeiras said:

Acho que perguntar isso hoje pra nossa torcida é o equivalente a perguntar à alguém que acabou de sair de um banquete se está com fome.

Vamos dizer que um rival vire SAF e que muito dinheiro seja injetado, fazendo com que eles passem a ter os resultados que nós tivemos recentemente, enquanto nós ficamos em segundo, terceiro lugar... Aí resposta será outra.

SAF em sí não é implícitamente bom nem ruim, porém pode rapidamente se transformar em algo imprescindível pra poder se manter competitivo. Pro Palmeiras poderia significar a abolição da politicagem e amadorismo ligadas ao clube social... Nós já esboçamos uma SAF com a co-gestão com a Parmalat, quem atrapalhou foi justamente a ala amadora do Palmeiras, além de ter a questão de sermos preteridos com relação ao Parma, que levou o Alex e o Júnior sem muita dificuldade.

Eu veria com bons olhos se o dono fosse um Paulo Nobre, mesmo que a injeção de dinheiro não fosse comparável aos outros, mas já seria um benefício enorme a profissionalização total e o foco ser 100% no Palmeiras e não em times europeus.

Mas seria algo momentâneo, ninguém fica injetando dinheiro para sempre. Eventualmente o clube teria não só que se sustentar mas também pagar dividendo, se é que vc me entende. 

Por isso que eu digo que o que o Palmeiras mais precisa é melhorar ainda mais os processos e também em termos organizacionais.

Nós passamos por uma "SAF" como o Cruzeiro e ninguém percebeu e essa SAF foi o Avanti e principalmente o Paulo Nobre para as dívidas a curto prazo. 

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Acho uma boa observar esse próximo ano das saf e ver o que vai acontecer!

Depois da temporada outra enquete seria interessante agora nesse momento, eu sinceramente não consigo opinar se sim ou não!

Simplesmente estou olhando os trabalhos feitos, nos times pequenos ate agora foi pra lucrar bragantino...

Vamos ver agora com times de mais torcida, o que vão fazer, na série A claro, na B é muito fácil com grana organiza as coisas, veremos na serie A. 

Nesse primeiro momento temos o Botafogo, mas sinceramente Botafogo e bragantino não tem muita diferença assim time tradicionais e só!

Um Bahia que tem torcida um vasco com a torcida sedenta, um cruzeiro destruído!

Veremos no próximo ano!

E se for positivo as coisas, o Palmeiras tem muito mais valor que qualquer um desses, nossa torcida é fenomenal!

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Em 02/09/2022 em 19:53, Octa disse:

Tenho lido bastante sobre a dificuldade de competir financeiramente com um certo time que ganha 120 milhões a mais da RGT. Fico pensando que a única solução pra nos colocarmos em pé de igualdade financeira com eles seria nos tornarmos uma SAF.

Sinceramente, não sei muito o que pensar. Um dono pode elevar a gente de patamar ou acabar o com o clube. Sei que é praticamente impossível o conselho aprovar e tal, mas se dependesse de vc, aceitaria?

Não aceitaria.

Além disso, não combate o problema da disparidade de tratamento que a RGT dispensa ao cheiro e gambás. Tem outros 17 clubes (considerando só a série A) que teriam interesse, pelo menos em tese, de questionar os critérios de repasse de recursos. Será que não tem espaço para um movimento coordenado? Aproveita e coloca essa pauta nas discussões da tal Liga.

 

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Tenho a impressão que essa discussão em torno da SAF é meio míope

(Não sou especialista, então fiquem a vontade pra me corrigir se eu tiver falado merda)

Se tornar SAF (Sociedade Anônima do Futebol) é, teoricamente, mudar a "categoria" da pessoa jurídica, certo? E só. É aquela conversa que já vem de anos do clube se tornar clube-empresa, que por aqui já chamaram muito também de SEPARAR O FUTEBOL DO CLUBE SOCIAL E ESPORTES AMADORES e etc

Isso NÃO quer dizer que o clube TEM QUE SER vendido pra se tornar SAF. Claro que ele passa a ter a possibilidade disso acontecer se forem feitas ofertas, mas não existe condicional aí.

Se tornar SAF permite ao clube se tornar mais "viável" comercialmente e empresarialmente, já que pode buscar novas formas de se financiar, num exemplo extremo, lançar ações na bolsa de valores

Tipo o caso do Bayern de Munique, a "SAF" do Bayern vendeu cotas 8,3% pra Adidas, Allianz e Audi, e o restante do controle (75%) ainda pertence à "Associação Bayern de Munique"

Num exemplo nosso, entendo isso como tipo (numa organização societária), se cria a "Palmeiras Holding SA", e abaixo dela fica a Palmeiras SAF, na Holding continua a presidente, COF, conselheiros vitalicios/nao vitalicios, aquela papagaiada, e na SAF, bom, é uma nova estrutura apenas pro futebol. O Palmeiras vira SAF e continua sendo "dono de si mesmo", como conhecemos.

 

Dentro do meu (pouco) conhecimento disso, pra mim seria uma ótima o Palmeiras entrar nessa da SAF, que seria de fato o maior passo rumo à modernização que sempre foi falado (desde que o Mustafá deixou de ser presidente). Se fosse pra ser vendido pra ter um dono X aí, só se fosse pro Paulo Nobre. Senão não.

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8 minutos atrás, pedroh disse:

Tenho a impressão que essa discussão em torno da SAF é meio míope

(Não sou especialista, então fiquem a vontade pra me corrigir se eu tiver falado merda)

Se tornar SAF (Sociedade Anônima do Futebol) é, teoricamente, mudar a "categoria" da pessoa jurídica, certo? E só. É aquela conversa que já vem de anos do clube se tornar clube-empresa, que por aqui já chamaram muito também de SEPARAR O FUTEBOL DO CLUBE SOCIAL E ESPORTES AMADORES e etc

Isso NÃO quer dizer que o clube TEM QUE SER vendido pra se tornar SAF. Claro que ele passa a ter a possibilidade disso acontecer se forem feitas ofertas, mas não existe condicional aí.

Se tornar SAF permite ao clube se tornar mais "viável" comercialmente e empresarialmente, já que pode buscar novas formas de se financiar, num exemplo extremo, lançar ações na bolsa de valores

Tipo o caso do Bayern de Munique, a "SAF" do Bayern vendeu cotas 8,3% pra Adidas, Allianz e Audi, e o restante do controle (75%) ainda pertence à "Associação Bayern de Munique"

Num exemplo nosso, entendo isso como tipo (numa organização societária), se cria a "Palmeiras Holding SA", e abaixo dela fica a Palmeiras SAF, na Holding continua a presidente, COF, conselheiros vitalicios/nao vitalicios, aquela papagaiada, e na SAF, bom, é uma nova estrutura apenas pro futebol. O Palmeiras vira SAF e continua sendo "dono de si mesmo", como conhecemos.

 

Dentro do meu (pouco) conhecimento disso, pra mim seria uma ótima o Palmeiras entrar nessa da SAF, que seria de fato o maior passo rumo à modernização que sempre foi falado (desde que o Mustafá deixou de ser presidente). Se fosse pra ser vendido pra ter um dono X aí, só se fosse pro Paulo Nobre. Senão não.

Você está correto, só não existe nenhum óbice a manter uma estrutura associativa no topo, e fazer um dropdown dos ativos do futebol para a SAF. O Palmeiras poderia ser a associação Sociedade Esportiva Palmeiras tendo 100% (ou menos) da SAF Palmeiras, que por sua vez, poderia ter capital aberto (em tese, já não lembro de detalhes da legislação de SAF), vender percentuais minoritários, emitir debêntures, etc. Existem consequências tributárias também. A associação não tende a deixar de existir, uma vez que não existe tanto interesse econômico na atividade do clube (embora possa existir no terreno).

Se algum dia o Palmeiras criar uma SAF, vendendo a um terceiro o controle ou mesmo participação minoritária, o que temos que observar são as contrapartidas recebidas pela associação (como aluguel de terreno, esse tipo de coisa). Se isso viesse a ocorrer, deveríamos ficar do lado da SAF Palmeiras, não da associação, que não teria mais qualquer relação com o futebol. Nesse caso, ter repasses, como muitos clubes estão fazendo em função de dívidas da associação, não seria distante de ter o futebol misturado com a associação. 

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8 minutes ago, HADZ123 said:

Você está correto, só não existe nenhum óbice a manter uma estrutura associativa no topo, e fazer um dropdown dos ativos do futebol para a SAF. O Palmeiras poderia ser a associação Sociedade Esportiva Palmeiras tendo 100% (ou menos) da SAF Palmeiras, que por sua vez, poderia ter capital aberto (em tese, já não lembro de detalhes da legislação de SAF), vender percentuais minoritários, emitir debêntures, etc. Existem consequências tributárias também. A associação não tende a deixar de existir, uma vez que não existe tanto interesse econômico na atividade do clube (embora possa existir no terreno).

Se algum dia o Palmeiras criar uma SAF, vendendo a um terceiro o controle ou mesmo participação minoritária, o que temos que observar são as contrapartidas recebidas pela associação (como aluguel de terreno, esse tipo de coisa). Se isso viesse a ocorrer, deveríamos ficar do lado da SAF Palmeiras, não da associação, que não teria mais qualquer relação com o futebol. Nesse caso, ter repasses, como muitos clubes estão fazendo em função de dívidas da associação, não seria distante de ter o futebol misturado com a associação. 

Eu entendo que faça sentido esse BUZZ de ligar SAF à "vender o clube" porque a figura da Associação que estamos falando teria fim nela mesma, ou seja, não serviria pra nada depois da SAF existir e ter repassado os ativos que tinha antes, a associação apenas "guardando" as dívidas pra SAF começar zerada

Mas TEORICAMENTE, poderia ser a chance de profissionalizar a estrutura inteira (incluindo o topo), tendo abaixo da "Associação" a SAF do futebol, uma empresa de mídia (a TV Palmeiras), a empresa que poderia gerir o Allianz quando voltar da Wtorre, a empresa que poderia gerir a venda de ingressos, a empresa que poderia gerir eventos usando o Allianz, inclusive uma gerando receita pra outra. E chegar num ponto onde todas poderiam ter capital aberto.

Mas enfim, as possibilidades são muito maiores que ganhar uma grana pra competir com o Flamengo e Curintia ano que vem

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A única SAF aí pelo mundo onde parece que o proprietário não está muito preocupado com lucro é o PSG, mas tbm parece não estar se esforçando, pra ganhar copa da França e francesao não precisa mais de investimento, vai perder um a cada 10 e pro dono ok, já percebeu que pra ganhar uma UCL não é só grana.

Lá ele quer matar a vontade de ter uns brinquedinhos caros correndo em campo e tá ótimo.

Se por aqui aparecer alguém com essa mentalidade e dinheiro seria bem diferente, iria ganhar nacional e libertadores atrás da outra e sempre chegar fortíssimo no Mundial.

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Em 02/09/2022 em 21:46, Octa disse:

Não discordo de vcs. Mas fazendo o advogado do diabo: todos oa times da Premiere League são “SAF” e a Inglaterra é disparada o país com o melhor nível técnico e financeiro do mundo futebolístico. 

Mas a gente está no Brasil.

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9 horas atrás, Prutton disse:

Não, SAF é para clubes que não aguentam andar com as próprias pernas. Você consegue um investimento de um ou dois bilhões, mas perde 20% ou 30% das receitas pelo resto da história do clube. Pode parecer que vale a pena quando você olha clubes como Chelsea, PSG ou Manchester City, mas pessoalmente eu não quero que nosso clube seja usado para lavar dinheiro de bilionários e financiar ditaduras.

P.S.: Para colocar outra questão, vocês aceitariam vender os Naming Rights do CLUBE por um tempo pré-determinado? Por exemplo, receber uns dois bilhões para mudar de nome por uns dez anos, tipo "Wolksvagen Palmeiras"?

Jamais.

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3 horas atrás, Fabiano Calvo disse:

A única SAF aí pelo mundo onde parece que o proprietário não está muito preocupado com lucro é o PSG, mas tbm parece não estar se esforçando, pra ganhar copa da França e francesao não precisa mais de investimento, vai perder um a cada 10 e pro dono ok, já percebeu que pra ganhar uma UCL não é só grana.

Lá ele quer matar a vontade de ter uns brinquedinhos caros correndo em campo e tá ótimo.

Se por aqui aparecer alguém com essa mentalidade e dinheiro seria bem diferente, iria ganhar nacional e libertadores atrás da outra e sempre chegar fortíssimo no Mundial.

A minha percepção do assunto é que uns 70, 80% dos investidores está mais interessada em melhoria operacional e ganho de múltiplo do que em retirada de dividendos. A ideia é mais forçar o setor como um todo a se tornar mais sustentável no longo prazo, o que faria com que o setor pudesse passar a gerar fluxo de caixa livre, esperar ganho de múltiplo em alguns casos, ou melhorar a operação pra vender a um valor maior no futuro… é uma pegada um pouco diferente de retirada de dividendos…

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