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J.M.Neto

Carta aberta de um mero torcedor

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Eu sou palmeirense há quase 50 anos. Lembro-me que fui pela primeira vez no estádio em 1965 ou 1966, num jogo contra o Bragantino, levando pelo meu tio Landão, juntamente com meus primos, traindo a tendência do filho torcer para o time do pai, pois meu pai é gambá.

 

Durante 36 anos da minha vida morei em São Paulo, e sempre acompanhei o Palmeiras nas mais diversas situações. Vivi o sonho da primeira academia, da segunda academia, amarguei 17 anos de fila, revivi o sonho das academias nas memoráveis campanhas da década de 90.

 

Em 1996, me mudei para o Nordeste, onde estou até hoje. E não deixei o amor pelo Palmeiras de lado. Acompanhei o time em várias partidas pelo Nordeste. Lembro-me de dois jogos em Salvador (contra Bahia e Vitória), dos jogos em Maceió pela Copa dos Campeões (em 2000). Chorei na queda em 2002, voltei a sorrir com o acesso em 2003, chorei de novo na queda de 2012, enfim, minha história de vida coincide com os sucessos e fracassos do Palmeiras.

 

Só que, paralelamente ao amor pelo Palmeiras, a vida da gente segue. Casei, tivemos nosso primeiro filho (palmeirense como eu), descasei, casei de novo, tivemos nosso segundo filho (palmeirense como eu), e nosso amor se mescla. Amor pelo time, amor pela família, por uma mulher, pelos nossos filhos. E amor nos chama à responsabilidade. Responsabilidade de ter que trabalhar, lutar pelo pão de cada dia, de estar cada dia num lugar diferente, para garantir sustento, boa educação, qualidade de vida aos nossos entes mais queridos.

 

Amo o Palmeiras, obviamente... Amor que vem de berço, de raiz. Mas, ao ler a carta escrita por uma torcedora, dizendo abrir mão de tudo e de todos em prol do Palmeiras, dizendo perder aniversários, datas marcantes, enfim, abdicando de tudo que cerca a verdadeira essência do ser humano (amar, procriar e continuar amando), me faz pensar... Será que sou menos torcedor que ela? Será que sou menos merecedor de festejar as vitórias do meu time por conta de pessoas que se julgam muito mais palmeirenses que eu?

 

Minha vida não é fácil... Para sobreviver tenho que trabalhar em três lugares diferentes... Consultoria, treinamento, aulas em escola técnica... Além disso, tenho que acompanhar com cuidado e responsabilidade o desenvolvimento de uma menina de 16 anos, além da atenção à esposa e aos problemas do dia a dia. Além da atenção aos meus pais (ainda vivos) e ao meu filho que mora distante, mas, sempre estamos em contato. E ainda assim, acho um espaço na agenda e no coração para acompanhar e amar meu time do coração.

 

E no meio dessa discussão de Avanti prá cá, torcida uniformizada prá lá, Paulo Nobre para acolá, concluo que sou um mero torcedor. Torcedor que vai continuar chorando nas derrotas e festejando as vitórias. Torcedor que vai passar o legado de amar o Palmeiras para os netos (e que se dane meu futuro genro, que ainda nem sei quem é). Torcedor que continuará a comprar camisa oficial do time, que assiste o TV PALMEIRAS incluindo a propaganda completa, para garantir uns trocados a mais para o clube. Que paga uma taxa simbólica no programa Avanti, sem se importar se terei direito a ingresso ou coisas do tipo. Faço isso por amor ao meu clube de coração. Torcedor que, se possível, estará no estádio torcendo... Mas, se não for, continuará torcendo do mesmo jeito.

 

Lembro que no ano passado, o Palmeiras jogou em Arapiraca, pertinho daqui de Maceió. Não pude ir, pois estava na Bahia trabalhando. Depois jogou em Recife... Estive lá, tomando uma tremenda chuva e vendo o Palmeiras perder para o Sport (roubado, mas, perdeu). Depois jogou em Natal, não pude ir pois estava em Manaus.

Só tenho um recado, que não serve de conselho ou bandeira levantada. Acho que estamos nos preocupando demais com rótulos, com partidarismos. Os prós e contrários ao Nobre, os Valdivietes contra os não Valdivietes... Sejamos mais pró Palmeiras, por favor! Que a questão da paixão e da passionalidade do torcedor fique restrito ao momento do jogo e que analisemos melhor as atitudes de cada um, separando o que é verdadeiro e benéfico daquilo que pode causar enganos de nossa parte.

 

Assinado... um Zé qualquer, mero torcedor...

 

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Guest OmarSF

Parabéns, é a mesma visão que a minha

 

não é porque não assistos a tdos os jogos, vou em caravana, sou TO ou Avanti quer dizer que sou menos palmeirense que todos aqui do forum

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Boa, Neto.

 

Esse papo de "mais Palmeirense", "menos Palmeirense", levando em conta o que cada um consegue fazer, sempre me irritou. Eu por exemplo deixei de ir aos estádios pois assumi um compromisso com o site, mas isso não me torna menos torcedor do que alguém que vai a todos jogos. Enfim, cada um faz o que pode e o que quer, mas desde que não usem o Palmeiras como muleta para justificar atos impensados. Isso pra mim é oportunismo, mas aí a discussão é outra...

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Boa, Neto.

 

Esse papo de "mais Palmeirense", "menos Palmeirense", levando em conta o que cada um consegue fazer, sempre me irritou. Eu por exemplo deixei de ir aos estádios pois assumi um compromisso com o site, mas isso não me torna menos torcedor do que alguém que vai a todos jogos. Enfim, cada um faz o que pode e o que quer, mas desde que não usem o Palmeiras como muleta para justificar atos impensados. Isso pra mim é oportunismo, mas aí a discussão é outra...

 

Edu, por essas e outras, pelo respeito mútuo que temos um com o outro é que estamos nessa empreitada. O não concordar faz parte da construção de uma sociedade melhor. Porém, o radicalismo e a fé cega levam o homem ao desespero e à incompreensão.

Sei da sua abnegação ao trabalho de manutenção do espaço, o quanto você é dedicado a ele. Por isso que, mesmo durante o tempo que fiquei afastado, sempre visitava o fórum e o site, pela credibilidade e pela qualidade.

 

Estamos ai, Edu. Afinal, temos algo em comum... somos palmeirenses... sem mais nem menos...

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Boa, Netão!

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perfeito....

 

Discutir se alguém é mais palmerense que o outro é ridículo, todos são iguais.

 

Quando o ST é privilegiado para comprar ingresso, isso não quer dizer que este é melhor que os outros ou mais palmerense.

 

É uma questão de mérito. O ST traz vantagens como:

 

1) ST torna a entrade de caixa previsível, tornando o a administração financeira mto mais fácil. Sabe-se o que tem que pagar, aonde se deve arriscar e etc. Uma vantagem muito importante para quem não tem dinheiro como agente.

 

2) Altas receitas de curto prazo. Dificil se arranjar dinheiro no curto prazo. COm isso ele expande a nossa folha

 

 

3) Aumenta substancialmente as receitas de outros serviços (bilheteria, produto e etc)

 

O torcedor que é ST permite essas imensas vantagens ao clube, por que ele não deve ser beneficiado?

 

nada mais justos....

 

" A mais eu fui em quase todos os jogos do campeonato, apoiei muito e etc. Não mereço ir no jogo?"

 

Se fosse ST vc teria pagado menos e poderia ir ao jogo...

 

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Edu, por essas e outras, pelo respeito mútuo que temos um com o outro é que estamos nessa empreitada. O não concordar faz parte da construção de uma sociedade melhor. Porém, o radicalismo e a fé cega levam o homem ao desespero e à incompreensão.

Sei da sua abnegação ao trabalho de manutenção do espaço, o quanto você é dedicado a ele. Por isso que, mesmo durante o tempo que fiquei afastado, sempre visitava o fórum e o site, pela credibilidade e pela qualidade.

 

Estamos ai, Edu. Afinal, temos algo em comum... somos palmeirenses... sem mais nem menos...

 

Valeu, Neto!

 

#Tamoxunto! rs

 

abs

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Pois é Neto, somos meros torcedores, só isso.

 

Alguns acham que tem mais direitos que a maioria, mais direitod que aquele torcedor que só vê o time pela tv, aquele torcedor que faz festa quando o time vai pela primeira vez em sua cidade, aquele que contribui de alguma forma para ajudar o time, mesmo não tendo absolutamente nenhuma vantagem e essa pessoa não faz questão disso, ajuda pelo amor ao time, coisa que alguns na ânsia de reclamar e reclamar, até se esquece disso.

 

Somos meros torcedores...

 

 

 

 

 

 

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Parabéns ao autor da carta!

Compartilho o mesmo sentimento e também sou um mero torcedor que paga o Avanti sem ir aos jogos. Tudo pra ajudar meu time!

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"Sejamos mais pró Palmeiras, por favor!"

 

 

Muito bom, JM.

Todos são palmeirenses, sejam de TO ou não, sejam Avanti ou não, sejam fãs do Valdivia ou não, sejam apoiadores do Nobre ou não etc.

Parabéns pelo texto.

 

 

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Estamos ai, Edu. Afinal, temos algo em comum... somos palmeirenses... sem mais nem menos...

Isso aí!!!!!!!!!!!!!!!!

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Isso aí!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Sem mais, sem menos, somos palmeirenses, cansei de postar aqui sobre essa eterna discussão torcedor/sóciotorcedor/torcedororganizado...

 

Porra, somos todos palmeirenses e o seu texto é maravilhoso Neto! É isso, nada mais do que isso!

 

Por que quotei o Piccini? Porque ele tá me devendo... kkk...

 

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Neto,

 

Parabéns pela visão lógica do funcionamento das coisas. Prossiga da mesma maneira e não mude jamais. Agindo assim, você estará contribuindo por um Palmeiras melhor.

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Eu sou palmeirense há quase 50 anos. Lembro-me que fui pela primeira vez no estádio em 1965 ou 1966, num jogo contra o Bragantino, levando pelo meu tio Landão, juntamente com meus primos, traindo a tendência do filho torcer para o time do pai, pois meu pai é gambá.

 

Durante 36 anos da minha vida morei em São Paulo, e sempre acompanhei o Palmeiras nas mais diversas situações. Vivi o sonho da primeira academia, da segunda academia, amarguei 17 anos de fila, revivi o sonho das academias nas memoráveis campanhas da década de 90.

 

Em 1996, me mudei para o Nordeste, onde estou até hoje. E não deixei o amor pelo Palmeiras de lado. Acompanhei o time em várias partidas pelo Nordeste. Lembro-me de dois jogos em Salvador (contra Bahia e Vitória), dos jogos em Maceió pela Copa dos Campeões (em 2000). Chorei na queda em 2002, voltei a sorrir com o acesso em 2003, chorei de novo na queda de 2012, enfim, minha história de vida coincide com os sucessos e fracassos do Palmeiras.

 

Só que, paralelamente ao amor pelo Palmeiras, a vida da gente segue. Casei, tivemos nosso primeiro filho (palmeirense como eu), descasei, casei de novo, tivemos nosso segundo filho (palmeirense como eu), e nosso amor se mescla. Amor pelo time, amor pela família, por uma mulher, pelos nossos filhos. E amor nos chama à responsabilidade. Responsabilidade de ter que trabalhar, lutar pelo pão de cada dia, de estar cada dia num lugar diferente, para garantir sustento, boa educação, qualidade de vida aos nossos entes mais queridos.

 

Amo o Palmeiras, obviamente... Amor que vem de berço, de raiz. Mas, ao ler a carta escrita por uma torcedora, dizendo abrir mão de tudo e de todos em prol do Palmeiras, dizendo perder aniversários, datas marcantes, enfim, abdicando de tudo que cerca a verdadeira essência do ser humano (amar, procriar e continuar amando), me faz pensar... Será que sou menos torcedor que ela? Será que sou menos merecedor de festejar as vitórias do meu time por conta de pessoas que se julgam muito mais palmeirenses que eu?

 

Minha vida não é fácil... Para sobreviver tenho que trabalhar em três lugares diferentes... Consultoria, treinamento, aulas em escola técnica... Além disso, tenho que acompanhar com cuidado e responsabilidade o desenvolvimento de uma menina de 16 anos, além da atenção à esposa e aos problemas do dia a dia. Além da atenção aos meus pais (ainda vivos) e ao meu filho que mora distante, mas, sempre estamos em contato. E ainda assim, acho um espaço na agenda e no coração para acompanhar e amar meu time do coração.

 

E no meio dessa discussão de Avanti prá cá, torcida uniformizada prá lá, Paulo Nobre para acolá, concluo que sou um mero torcedor. Torcedor que vai continuar chorando nas derrotas e festejando as vitórias. Torcedor que vai passar o legado de amar o Palmeiras para os netos (e que se dane meu futuro genro, que ainda nem sei quem é). Torcedor que continuará a comprar camisa oficial do time, que assiste o TV PALMEIRAS incluindo a propaganda completa, para garantir uns trocados a mais para o clube. Que paga uma taxa simbólica no programa Avanti, sem se importar se terei direito a ingresso ou coisas do tipo. Faço isso por amor ao meu clube de coração. Torcedor que, se possível, estará no estádio torcendo... Mas, se não for, continuará torcendo do mesmo jeito.

 

Lembro que no ano passado, o Palmeiras jogou em Arapiraca, pertinho daqui de Maceió. Não pude ir, pois estava na Bahia trabalhando. Depois jogou em Recife... Estive lá, tomando uma tremenda chuva e vendo o Palmeiras perder para o Sport (roubado, mas, perdeu). Depois jogou em Natal, não pude ir pois estava em Manaus.

Só tenho um recado, que não serve de conselho ou bandeira levantada. Acho que estamos nos preocupando demais com rótulos, com partidarismos. Os prós e contrários ao Nobre, os Valdivietes contra os não Valdivietes... Sejamos mais pró Palmeiras, por favor! Que a questão da paixão e da passionalidade do torcedor fique restrito ao momento do jogo e que analisemos melhor as atitudes de cada um, separando o que é verdadeiro e benéfico daquilo que pode causar enganos de nossa parte.

 

Assinado... um Zé qualquer, mero torcedor...

 

 

J.M.,

 

Isso não é uma carta, mas um texto digno de um Editorial Palestrino.

 

Parabéns!

 

 

 

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