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  1. Análise feita por Leandro Santile, colunista do PTD. ________________________________ Amigos Palestrinos, bom dia. Demorou, mas saiu. O Palmeiras esperou o último dia do prazo exigido pela legislação para efetuar a publicação de suas demonstrações financeiras do ano de 2019 e o Palmeiras Todo Dia não podia deixar de analisar os números apresentados. Já estamos acostumados com a mídia anunciando que o Palmeiras apresentará déficit, que a dívida aumentou, as despesas estão fora da realidade, que só suportamos a crise por conta de um patrocinador mecenas. Mas será que tudo isso é verdade? Neste post, como de costume, será feita uma análise técnica do balanço para que possamos melhor compreender como está a real situação financeira do nosso verdão. De início temos que compreender que um clube de futebol tem como principal fonte de geração de caixa os direitos econômicos de seus jogadores e esses valores estão contabilizados no Ativo Não Circulante, enquanto uma instituição financeira o dinheiro é seu principal gerador de caixa e o mesmo é contabilizado no Ativo Circulante. Mas porquê fazer essa comparação? Para que possamos entender que cada tipo de atividade merece uma leitura do balanço de acordo com seu propósito, algumas terão maior liquidez a curto prazo, outras a longo prazo. No caso de clubes de futebol a liquidez é a longo prazo. Ao iniciar a análise da publicação nota-se que novamente o balanço foi auditado pela empresa GF Auditores Independentes, que emitiu parecer favorável, com apenas uma ressalva: O processo de arbitragem que Palmeiras e Real Arenas disputam. Como não existe estimativa do desfecho dessa situação, não há como saber o impacto nas demonstrações. Para facilitar a leitura e a análise toda informação será apresentada em milhares de reais, conforme apresentado na publicação. Primeiramente vamos verificar qual é o comportamento de nossa dívida, ela aumentou? SIM, novamente nosso endividamento sofreu um aumento, passamos de um passivo total de R$ 586.285 para R$ 676.390, ou seja um aumento de 15,37%, inferior aos 20,91% de 2018, mas mesmo assim nossa dívida cresceu. O que ocasionou esse aumento? Os principais fatores foram: Aumento do endividamento com a Crefisa: 20,63% Antecipação de contratos: 15,06% Dividas com clubes de futebol e agentes (contratações): 4,25% Ocorreram, conforme nota explicativa 11 antecipações de contrato de direito de transmissão, licenciamentos, patrocínio, além de direito de preferência pela venda futura de atletas. Esse aumento da dívida preocupa? Para responder a esta questão temos que analisar o outro lado do balanço, como se comportou o ativo do clube nesse período? O Ativo do Palmeiras passou de R$ 645.945 para R$ 737.774, portanto um aumento de 14,22%, contra um aumento do passivo de 15,37%, um pequeno aumento a maior no passivo, não sendo um valor relevante a princípio. Se considerado o valor exposto no balanço, significa na prática que o Palmeiras possui R$1,08 para cada R$1,00 de dívida. Sem levar em consideração possíveis lucros e prejuízos na venda de jogadores, apenas os valores pagos pelos mesmos, portanto, uma dívida, apesar de muito alta, ainda controlada. Ao analisarmos as receitas do clube, entenderemos melhor de onde vem os recursos que possibilitam a manutenção de elenco e pagamento de todas as despesas do clube, as receitas apresentadas foram: Observa-se que nossa principal fonte de renda no ano de 2019 foi obtida pelo direito de transmissão de TV que aumentou 30,13%, seguido pelo patrocino que também aumentou em 24,95% se comparado com o ano anterior. Observa-se também que as receitas com patrocínio, negociação de atletas e arrecadação de jogos, estão muito próximas, essa diversidade descarta uma dependência de uma das fontes, deixando o clube com maior poderio em negociações, como visto com a TV, o que impactou no crescimento dessa receita. O Ponto de atenção fica para a redução com a arrecadação em jogos, em 2018 arrecadamos R$ 164.303, contra R$ 107.856 em 2019, uma redução de 36,18%. No total, mesmo com aumento das cotas de TV e do patrocínio, nossas receitas totais tiveram uma redução de 1,83%, passando de R$ 653.850 em 2018 para R$ 641.915 em 2019. Em contrapartida a redução das receitas, as demonstrações apresentam um aumento das despesas, que passaram de R$ 600.805 para R$ 623.801, um aumento de 3,83%, esse aumento foi impulsionado principalmente pelo aumento da folha salarial, que aumentou em 21,26% de um ano para outro. Apesar do apresentado, aumento de despesas e redução de receita, o clube ainda apresentou resultado positivo, ou seja, um superávit de R$ 1.724, que mesmo sendo consideravelmente inferior ao do ano anterior, demonstra que o clube gerou receitas para cobrir suas despesas e ainda obteve uma sobra para liquidar possíveis passivos. Em um resumo geral, o Palmeiras ainda continua forte financeiramente, não possuindo um mecenas, usando sim suas diversas fontes de renda para conseguir contratos melhores e condições que permitam liquidar suas obrigações. Porém, chama atenção o aumento da dívida pelo segundo ano consecutivo, mas, ao contrário do ano anterior nossas receitas caíram, portanto, é necessário mudar algumas situações para reverter esse cenário, no final do ano passado algumas medidas foram tomadas que irão impactar diretamente no balanço de 2020 e, só então, verificaremos a reversão desse quadro. Ainda sou partidário da montagem de estratégia para redução do passivo gradativamente, principalmente junto à patrocinadora, aproveitando-se do alto faturamento, para no futuro possuirmos uma situação financeira ainda mais favorável, evitando surpresas caso percamos ainda mais receitas, principalmente com a venda de jogadores que garantem esse débito. Mais uma vez, espero que essa análise ajude a diminuir as dúvidas sobe a situação financeira do Palmeiras, e como no ano anterior, gostaria que os questionamentos fossem feitos e no próximo post tirarmos as dúvidas que ainda restarem. Avanti Palestra.
  2. Abaixo, reproduzo a coluna da semana do Leandro Santile para o PTD, que analisou o Balanço de 2018 do Palmeiras. Após o texto, ele sugere que deixem dúvidas que serão esclarecidas em outro post. ______________________________ Amigos Palestrinos, bom dia. Fazer uma análise técnica de um balanço, nem sempre extingue todas as dúvidas de quem não conhece o mundo contábil, porém nesse pequeno post, vou tentar mostrar o que nos diz o Balanço da SE Palmeiras referente ao ano de 2018. Tenho certeza que dúvidas surgirão e ai sim com base nos questionamentos que surgirem ficará mais fácil elucidar essas dúvidas. Ouça o que eu digo, não ouça ninguém, apesar de ser uma linda canção de Humberto Gessinger não é o meu estilo e o que irei reportar abaixo é para que os senhores possam entender melhor a foto que o balanço nos mostra em 31/12/2018. Vale lembrar que o balanço é auditado pela empresa GF Auditores Independentes e segue as normas conforme determina a Legislação, isso busca inviabilizar práticas de erros ou mesmo fraudes nas demonstrações contábeis, dando maior confiabilidade as informações. Toda informação de números na análise, estará em milhares de reais, para facilitar a exposição dos mesmos. A primeira pergunta que nos vem a mente quando falamos do balanço é: A DÍVIDA AUMENTOU? E a resposta é bem simples: SIM. A dívida aumentou dos R$ 484.895 para R$ 586.285, ou seja, houve um aumento de 20,91% do endividamento total do clube, ou R$101.390 em valores monetários. Se for considerar que o aporte da Crefisa para aquisição de jogadores foi de R$142.685 (considerando juros já transcorridos), a dívida cresceu menos do que o esperado, pois contratos antigos foram liquidados, contratos esses que estavam no curto prazo, e a dívida atual está lançada para pagamento em longo prazo. Mas o que isso significa? Simples, o Palmeiras terá mais tempo para pagar a dívida contraída, com base nas notas explicativas, essa liquidação deverá ser feita em dois momentos: a) Em caso de venda do atleta: restituição do saldo devedor (principal e juros) será realizada após o recebimento deste pelo Clube. Caso o valor do recebimento seja menor que o saldo da dívida, o Clube deverá efetuar o pagamento da diferença em até 24 meses; b) Em caso de término definitivo do vínculo trabalhista: O saldo devedor (principal e juros) será liquidado em até 02 anos contados da data do término definitivo do vínculo trabalhista entre Clube e atleta. Nota: A garantia para pagamento desses empréstimos é o valor pago pelo patrocínio e as receitas de bilheteria. Portanto o Palmeiras terá prejuízo se o jogador sair por termino do contrato, ou for vendido por valor inferior ao aportado pela patrocinadora, se o valor recebido for maior, o lucro será do clube. Vale lembrar que só pelo Deyverson o clube recebeu uma proposta de aproximadamente R$ 50.000. Entendo que alguns jogadores darão lucros, outros trarão prejuízos nesse aporte realizado, precisamos aguardar a média dessas negociações para saber se foi um bom negócio. Em contrapartida a essa dívida o balanço apresenta um aumento considerável no lado do Ativo que passou de R$ 513.867 para R$ 645.945, aumento de 25,70% ou R$ 132.078 em valores nominais. Isso determina que o Palmeiras tomou empréstimos e esses valores foram aplicados em “bens”, não para saldar juros ou obrigações existentes, os empréstimos foram feitos para aquisição de ativo, que podem ser negociados ajudando a saldar os débitos contraídos. Isso é observado quando olhamos para o Intangível do balanço, que passou de R$ 224.495 para R$ 326.527 ou seja um crescimento de 45,45% em valores nominais R$ 102.032 (valor superior ao aumento do endividamento, acima demonstrado). Vale ressaltar que esses valores não levam em consideração o valor de mercado em futuras negociações. Mas o que é o Intangível? É contabilizado nesse item, todos os valores pagos para contratar jogadores (direitos econômicos), luvas, direitos de imagem, além do custo para formação de jogadores da base, ou seja, o que o Palmeiras gastou para ter o elenco atual. Ainda segundo as notas explicativas, esses valores são amortizados conforme a vigência do contrato do atleta, portanto, divide-se o valor pago pelo atleta pela quantidade de meses que o mesmo assinou e, mensalmente, é colocada essa parcela como despesa, diminuindo assim o valor do ativo. Em resumo, se observarmos o índice de liquidez geral do clube, que nada mais é que a capacidade do clube honrar todos os compromissos, com os seus ativos, o Palmeiras tem para cara R$1,00 de dívida, R$1,10 de bens e direitos para pagar. O que mais chama atenção nas demonstrações financeiras do clube? É interessante analisar, principalmente o DRE (Demonstrativo do resultado do Exercício) da Sociedade Esportiva Palmeiras. Percebe-se claramente que a administração busca diversificar cada vez mais a origem das receitas, não tendo uma dependência relevante de uma origem apenas. Conforme apresentado as receitas são: Ou seja, nenhuma das principais fontes de renda apresenta uma concentração superior a 30% o que permite poder negociar com mais cautela qualquer contrato. Também conseguimos perceber que houve um aumento de receitas de R$ 503.682 para R$ 653.850, aumento de 29,81%, e em valores monetários R$ 150.168,00 (vale comparar que o endividamento não cresceu todo esse montante). O principal fator para esse aumento de receitas foi a negociação de atletas, onde a arrecadação apresentou um aumento de 354,79%, saindo de R$ 37.289 para R$ 169.585,00, seguindo do aumento de 35,72% nos valores pagos pelos sócios torcedores e a bilheteria do estádio. Em contrapartida aos aumentos acima, verifica-se uma redução nas receitas de patrocínio e publicidade que passaram de R$ 130.910 para R$ 95.476, uma redução de 27,06%, assim com ao cota de TV teve uma redução quase imperceptível, passando de R$ 137.307 para R$ 136.724. As despesas do clube também sofreram aumento considerável passando de R$ 428.828 para R$ 600.805, ou seja, um aumento de R$ 171.960 ou 40,1%, bem superior ao das receitas. Chama atenção o item Despesas gerais e administrativas que sozinho é responsável pelo aumento de R$ 58.309, ou seja, 1/3 do valor. Isso é apreciado na nota explicativa 13 que indica a adequação dos contratos com a patrocinadora, o que impactou em uma despesa de R$ 40.317 referentes a atualização dos valores recebidos para compra de jogadores. Outra despesa que teve aumento considerável, foi o gasto com Pessoal, encargos e direitos de imagem que juntos passaram de R$ 228.211 para R$ 290.162, aumentando 27,15%. Mesmo com aumento em receitas e despesas o clube conseguiu um superávit de R$ 30.688 sendo menor que o de 2017 em 46,18%, se analisar individualmente cada setor do clube, observa-se que mesmo gastando mais o futebol profissional tem superávit de R$ 63.721, enquanto os esportes amadores, clube social e futebol amador apresentam um déficit de R$ 33.033. Em suma, verifico um Palmeiras forte financeiramente, mesmo com o aumento da dívida, demonstra condições de reduzi-la, pois as receitas também cresceram, porém ainda necessitará negociar jogadores para cobrir as despesas que possui atualmente e também liquidar os empréstimos. Gostaria de ver uma estratégia para ir liquidando os empréstimos junto à patrocinadora da mesma forma como foi feito com o presidente anterior, dessa forma não iria comprometer futuros mandatos, mas, nesse momento não é um problema grave. Espero que essa análise ajude a entender um pouco mais da situação financeira e econômica do Verdão, gostaria que fizessem os questionamentos sobre as dúvidas e estaremos criando um novo post para esclarecê-las, ainda essa semana. Leandro Santile ___________________________ Quem tiver dúvidas, deixe abaixo como resposta que o Leandro vai responder em outro post.
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