GuilhermeC

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  1. Acho que a questão é que, idealmente, se deve ver, pelo menos, lapsos de coisas boas no início do ano. Nesse momento, basta jogar muito bem em alguns momentos, mesmo que eles sejam poucos, mas que deixem a promessa de melhora com o tempo, à medida que o aspecto físico melhore. Ainda mais porque esse ano conseguimos uma raridade, que é começar o ano com um técnico virtualmente unânime. Ontem, o Palmeiras não fez quase nada de bom, nem o que já fazia bem ano passado. Mesmo nos nossos melhores momentos no jogo, jogamos mal. Enfim, não que um jogo nesse ritmo seja causa para alarde.
  2. Esperava uma marcação um pouco mais intensa do que a do ano passado. O que aconteceu foi o contrário: marcação frouxa, fácilmente explorada pelo adversário, que entrou pelo meio da zaga com relativa facilidade; pressão quase inexistente na saída de bola, sem que isso gerasse mais solidez lá atrás. Thiago Santos, em particular, nem marcou, nem ajudou no ataque (mesmo para os seus padrões); quase sequer correu. Esperava pouco, quase nada, mas, ainda assim, um pouco decepcionante. Mais culpa minha, por esperar algo, do que do time, talvez, por ser o primeiro jogo.
  3. Será que o que pesou foi a camisa ou o estado lamentável do time em 2017? Veiga foi um dos melhores jogadores da posição no Brasil, ano passado. Se fosse do CAP, virtualmente todos os grandes estariam atrás dele, quase com a mesma intensidade que estavam atrás do Pablo.
  4. Qual falha juvenil da zaga nos eliminou da Liberta? A falta do Felipe Melo que gerou o escanteio e o posicionamento errado desse mesmo volante na bola parada subsequente, levando ao primeiro gol em BsAs? A lentidão do Lucas Lima no meio campo e a total falta de combate desse mesmo jogador, que ocasionou o contra-ataque do primeiro gol em São Paulo? A perna curta do Felipe Melo (ok, cansaço), que não cortou o passe para o Benedetto e gerou o segundo gol deles no Allianz? Ou só o Luan falhou? Se é que falhou no segundo gol deles lá na Bombonera, porque o drible foi lindo, coisa de craque. Isso sem mencionar que essa Libertadores era uma das mais difíceis dos últimos tempos, só gigante na semifinal. Nossa, que tragedia ser eliminado pelo Boca, um dos poucos times que rivaliza conosco no *continente*. O elenco tá montado, é vitorioso e é favorito pra todas as competições, do Paulista à Libertadores. Os motivos pra otimismo são muito maiores que as causas para pessimismo.
  5. Havia visto informações só extraoficiais quanto à contratação do Ivan Angulo, então aqui está um tweet oficial do - antigo - clube do jogador, confirmando o negócio:
  6. Se mantivermos a mesma zaga de 2018, 2019 pode ser tão trágico quanto foi ano passado Estaremos correndo sério risco de ganhar o Brasileirão de novo (e com os mesmos números defensivos lamentáveis).
  7. Chutando baixo, 8 ou 9 dos nossos “titulares” (tendo como base o time que seria escalado pra jogos decisivos) estão entre os melhores de suas posições no Brasil. A falta de noção já é uma realidade entre parte grande da torcida do Palmeiras, assim como aconteceu nos outros times que ensaiaram algum projeto de hegemonia.
  8. Por que apostar no Yan conta como apostar na nossa base, e não na dos outros, se o Yan veio da base do Vitória, em uma troca pelo Cleiton Xavier?
  9. A troca (especulada) do Luan não seria pau a pau pelo Thiago Neves. Incluiría mais dois jogadores do Cruzeiro.
  10. Explicitamente, não falta nada. Ao mesmo tempo, a gente pode cogitar - no caso do Arthur (ponta do LEC), por exemplo - que, por vezes, simplesmente falte qualidade ou características desejáveis para a Série A. Se o que ele fez no LEC credenciou ele a estar no Palmeiras, será que o que ele fez no Palmeiras o credenciou a entrar em campo? A gente tem que dar um pouco de agência aos jogadores também, embora não descarto a possibilidade de estar sendo sub-utilizado. Muito se fala da comparação com o Carlos Eduardo: bom, talvez o jogador do Goiás simplesmente tenha características mais raras que as do Arthur. Quanto ao Arthur do Ceará, nós sabemos que existe a pressão pela contratação de revelações e, nesse caso, ela pode ter falado bastante alto. Mas também pode-se levar em consideração que contratamos ele cedo no ano, barato, e o Papagaio, pelo que sei, se desenvolveu muito justamente nesse meio tempo. No mínimo, podemos ter dois bons jovens pra emprestar ou vender. Não vejo como algo negativo, mas como algo natural de “clube rico”: na Europa, e não me refiro a clubes que tenham elencos impecáveis e sem buracos, o que mais se vê é essa acumulação de talentos. Enfim, conjecturas.
  11. Vinicius Júnior foi vendido com exatamente 0 minutos de profissional, fazendo sua estreia já vendido. Obviamente, o que separa o Alan do Vinicius Júnior e do Paulinho é a questão física. O que falta de tamanho não é compensando, ainda, pelo menos, por uma agilidade fora do normal (pro futebol profissional), por um drible descomunal, por um equilíbrio acima da média, por uma velocidade do Vinicius Jr. Se ele não aliar alguma dessas coisas ao seu jogo, não vai virar, por melhor que seja tecnicamente.
  12. Ajax admito que é o clube que, para mim, fura minha própria teoria. Realmente é O exemplo de clube tradicional em base e no profissional, quase na mesma medida. É algo espetacular. Por outro lado, o Ajax se beneficia de um virtual monopólio sobre os talentos holandeses, competindo com só mais dois ou três times, enquanto o Palmeiras compete com muitos outros clubes, com bases mais tradicionais do que a nossa. Imagino que a presença e o poder dos empresários aqui sejam mais predatórios do que na Holanda, mas essa é mais uma impressão do que uma teoria. Quanto ao Sporting, não vejo essa conciliação sendo tão bem feita, o profissional capengando, por uma série de motivos. De qualquer forma, vejo certa razão nas comparações com os gigantes europeus, porque, com eles, o Palmeiras tem uma coincidência de objetivos maior, já que não se pretende só ser campeão nacional, mas também líder continental. Não por acaso, à medida que os outros clubes europeus foram ganhando em poderio financeiro, a competitividade do Ajax e de outros clubes “superformadores” (daria pra se incluir aí alguns clubes dos Bálcãs, por exemplo) declinou. Quanto ao segundo ponto, não tenho dúvida de que o certo é se aproveitar do momento de bonança pra aprender como fazer melhor a transição, estando pronto pros momentos de migalhas. A questão é como encontrar esse equilíbrio. O sucesso da base faz muito torcedor achar que o Palmeiras tá sentando em um caminhão de talentos, prontos pra jogarem, sendo que não é isso. Excetuando-se os jogadores craques, eu acredito que é muito mais difícil projetar o desempenho profissional de um jogador a partir do seu desempenho de base do que se faz parecer. Sobre o Fluminense, vou me arriscar a dizer algo admitadamente sem pesquisar, mas as grandes revelações da era Unimed foram Thiago Silva, Wellington Nem, Alan e Maicon e só um deles saiu direto da base para o time profissional. Muitos outros foram vendidos saindo de empréstimos ou direto da base, sendo esta também uma atribuição fundamental da base. Quero dizer, a experiência do Fluminense demonstra que algo gradual é o caminho a ser seguido. Plantando agora, não necessariamente se colha em 2019. Por fim, sou totalmente a favor da utilização da base. Nenhum torcedor brasileiro são se diria contra. Mas sou contra a ideia de que craque na base é craque no profissional, de que o Palmeiras deveria jogar com maioria de base no Paulista e outros exageros resultantes de ter uma boa base. O pêndulo não pode balançar para o outro extremo.
  13. A referência aos clubes estrangeiros é uma forma de buscar um time que tenha conseguido “valorizar” a base e ganhar títulos profissionais, já que aqui, com exceção do Santos, liderado por duas das maiores promessas desse século (Robinho e Neymar), não existe quase nenhum case de sucesso, que tenha conseguido conciliar esses dois lados. Se mira os times grandes da Europa na esperança de que eles, sim, possam nos dar o exemplo de como fazer a transição não por necessidade, como fazem milhares de clubes aqui, mas em harmonia com a pressão gigantesca por títulos que existe no Palmeiras. A pressão por títulos no Palmeiras, com Crefisa e estádio, só é comparável, no Brasil, à pressão que existe no Flamengo, que, apesar de ser um dos grandes vencedores da Copinha e uma das melhores bases no país, ainda está aprendendo, assim como o Palmeiras, a melhor forma de realizar a transição. Essa pressão é a mesma enfrentada por Real, City, Barça. Isso tudo é uma esperança. Afinal, nem mesmo os clubes mais ricos do mundo, com mais talentos em suas bases, dominam isso. A verdade é que essa transição exige uma percepção muito aguçada, já que futebol de base e futebol profissional exigem características tão diferentes que são mundos diferentes. Identificar um jogador que já tenha rendido bem no profissional, por outro lado, é bem mais fácil, o que explica por que Palmeiras, Flamengo, Real, City [........] tendem a “preferir a base dos outros”. Enfim, não basta só ter craque na base.
  14. Perfeito. Para isso, é preciso (i) negociar em conjunto; e (ii) negociar por princípio, contra os privilégios e não para participar deles.
  15. Saiu uma foto da reunião de hoje do Galiote abraçado com representantes da Blackstar. Reproduzo: