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  1. Pedindo permissão pra me intrometer na discussão... não vejo isso como uma questão de messianismo ou de atribuir uma importância exagerada ao trabalho do treinador, mas como uma preocupação natural com uma parte importantíssima do conjunto. Concordo plenamente que um bom time nasce da combinação de bons elementos, e é por isso mesmo que o trabalho do técnico não deve ser jogado pra plano de fundo. Da mesma maneira que contratar um técnico bom e dar um elenco medíocre a ele é negligenciar a qualidade do material humano, formar um bom elenco e entregá-lo na mão do primeiro zé que aparecer é negligenciar a gestão técnica, tática e disciplinar do mesmo. Talvez o trabalho de um treinador seja mesmo 1/12 do conjunto da obra, mas um bom trabalho nessa área é tão imprescindível quanto um bom trabalho administrativo, estrutural etc. Daí a importância da discussão.
  2. Excelente, mas a multa deve ser bem alta, Boca sabe que ele já passou da idade ideal pros grandes centros europeus (26 anos) e que é jogador pra dominar a posição lá por anos.
  3. Eu ri demais disso ontem, lembrei na hora das figuras que levavam porco naqueles jogos de Morumbi lotado na época da fila...
  4. Quase nada de tempo pra treinar e pouquíssima coisa pra avaliar, mas deu pra notar uma preocupação maior do time em manter linhas fechadas na defesa em vez de partir pro encaixe no 1x1, assim como um meio-campo mais "mutante", um pouco semelhante até ao do ano passado, com os 3 jogadores do setor revezando funções ao longo do jogo: qualquer um dos três podia recuar pra fazer a primeira bola e liberar os outros dois pra infiltrar ou dar opção de passe. Execução passou longe de ser perfeita e o adversário não serve muito como parâmetro a essa altura do campeonato, mas parece que o Valentim não está disposto a deixar o time como estava e simplesmente repetir o que o Cuca fazia até a chegada do próximo treinador. Vejamos se é fogo de palha ou se a impressão se confirma e as coisas evoluem.
  5. Faria o Borja meter uns golzinhos em times do nível do Desafio ao Galo no Paulistão e depois se cagar todo na Libertadores? Isso o colombiano já conseguiu sem a ajuda do pofessô, ué. Sério, Luxemburgo é ex-treinador em atividade, bicho. Não emplaca um trabalho sequer razoável há anos, enxerga o jogo de maneira arcaica e individualizada, perde o vestiário por onde quer que passa (imagine ele dando aquelas entrevistas cheias de "eu ganho, os jogadores perdem" por aqui!?) e parece mais interessado nos benefícios colaterais da sua profissão que no trabalho em si. Já foi um grande técnico, hoje é uma caricatura disso. Sou um "filho da fila" e eternamente grato a ele por 1993-1996, mas é melhor guardar isso na nossa história que tentar transportar o passado pro presente e manchar esses feitos. Não fosse assim, já poderíamos tirar o Marcos da aposentadoria pra substituir o Prass...
  6. E o Keno comendo banco há meses porque o Willian precisava jogar aberto, já que não servia pra escorar chutão pra dentro da área...
  7. Enfim, tinha entrado aqui pra comentar que, pelo visto, Valentim enxerga Moisés, TT e B. Henrique como meio-campistas multifuncionais. Estão se revezando nas funções de primeiro homem, infiltrador e até organizador de jogo, cada hora um aparece na frente da defesa pra iniciar a saída e faz os outros dois se projetarem à frente pra dar opção de passe. Interessante.
  8. Bigode fede a gol... que isso! Jogadaça do Keno.
  9. Guedes é aquilo que os ingleses chamam de "one trick pony", jogador de uma jogada só. Abre na lateral pra receber o passe, dá o tapa na frente do marcador e dispara na corrida buscando a jogada de linha de fundo. Tem sua importância quando é bem executada e acompanhada por outros jogadores de meio e ataque, mas também é frequentemente prejudicada pela dificuldade dele em mudar de direção com bola dominada e pela enormidade de passes curtos que ele erra na aceleração da jogada. Quando ele chegou aqui, esse movimento inflava seu desempenho por conta do espaço que abria na jogada individual, mas bastou os marcadores manjarem os defeitos citados acima pra começarem a reduzir o campo de ação dele drasticamente. Longe de ser um pereba ou um inútil, mas é um jogador de repertório reduzido e que não compensa essa escassez completamente com a técnica. E isso, obviamente, não dá a ele o direito de se comportar como se fosse o Robben. Com a cabeça no lugar é bom e voluntarioso, mas metendo a mala, fica só parecendo o Lenny, que diz ter parado de jogar futebol porque todos os seus companheiros de time eram uma merda.
  10. Trabalho do Jair no Faísca é excelente, mas há de se ponderar que raramente precisou propor jogo por lá, e sofreu bastante sempre que precisou. Com o nosso elenco, teria praticamente a obrigação de tomar a iniciativa, controlar o jogo com posse de bola e ser menos reativo. Ou diretoria e torcida aceitam um time organizado defensivamente, mas jogando na transição rápida, ou tenham paciência até ele encontrar o equilíbrio aqui. O mesmo vale pro Mano, caso ele venha - diferença é que ele já formou times capazes de propor jogo, mas muitas vezes o deixa de fazer por conta de estratégia pessoal. No mais, vejo o mercado bem escasso. Luxemburgo é uma caricatura; Abel tem uma mentalidade de jogo parecida com a que foi deixada pelo Cuca, mas não o vejo assumindo outro time tão cedo caso saia do FluC; Gallardo tem sondagens da Europa e do México; Roger vem de dois trabalhos bem fraquinhos nos últimos dois anos; e Fernando Diniz não teria o menor respaldo e confiança da diretoria e da torcida por aqui. Correndo por fora, temos o R. Gaúcho, que não deve sair do Gremio; Milton Mendes, que é bom, mas coleciona inimizades em todo clube que pisa; e Diego Aguirre, que pediu as contas do San Lorenzo mês passado.
  11. Tem time na nossa frente no campeonato e em desempenho jogando o ano inteiro com Bressan, Cortez, Léo Moura, Ramiro e Fernandinho... mas aham, Dudu, Moisés, Willian, Guerra, F. Melo e cia. é que são inúteis, que montagem de elenco horrorosa essa que fizemos...
  12. Quem vê pensa que o Gareca vai desistir da oportunidade de ir a uma Copa do Mundo pra assumir um time que fez contrato de um ano com ele, jogou Diogo, Mazinho, Wendel e Josimar na mão dele e demitiu ele dois meses depois por não conseguir fazer uma limonada com esses... jilós.
  13. Gallardo tem propostas de times europeus (Liga BBVA, principalmente) desde a metade do ano passado e já declarou à diretoria do River que sua vontade é ir. Ou seja, caso alguém da Europa apareça em dezembro e faça uma oferta (o que provavelmente vai acontecer), não teremos chance... caso não apareça ninguém, já tem time do México sondando também, e aí será o dinheiro da Crefisa contra o dinheiro do... bom, sabem de onde.
  14. Não tem a menor chance de Gallardo, Cocca ou Schelotto pintarem aqui em 2018, Eduardo Coudet está no Tijuana-MEX e Sebástian Beccacece se juntou ao Sampaoli no CT da Argentina. Com isso, sobram no mercado argentino o J.C. Falcioni, que faz um bom trabalho no Banfield há quase dois anos, mas tem fama de pé frio e treinador de time pequeno por lá; e Diego Aguirre, que pediu o boné do San Lorenzo após a eliminação na Liberta.
  15. No mais, eu só espero que a substituição seja bem feita e bem apoiada pela diretoria dessa vez. Mano não tem a tarimba do Cuca pra se bancar no cargo sozinho em caso de turbulência, e quase todas as outras opções são apostas ou técnicos com carreiras mais curtas. Trazer outro Eduardo Baptista pra ficar jogando desconfiança em cima e tirar pra Cristo na primeira derrota é o primeiro passo pra cagar direitinho no pau, que nem fizeram esse ano.