ricardo_sep

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  1. Não vi essa atuação horrorosa que alguns estão criticando, não. Após o gol do B. Henrique, passamos o resto do primeiro tempo neutralizando o pivô do Barrios e do Paredes, mantendo ambos encaixotados entre a zaga e a volância e praticamente limitando o Valdívia a procurar os alas pra chuveirar na área. Como era de se esperar, o Colo-Colo voltou pra etapa final adiantando um pouco a linha de meio e avançando os alas, forçando B. Henrique e T. Santos a saírem do cangote do camisa 10 chileno pra dar pressão aos volantes adversários e abrir espaço pra situações de 1x1, seja dos atacantes com nossos zagueiros, seja dos alas com nossos laterais - nesse último caso, aproveitando-se do posicionamento de Dudu e Willian, que esperavam o contra-ataque, pra explorar correria nas costas deles. Os primeiros 25 minutos de segundo tempo deixaram claro que os chilenos estavam começando a ganhar superioridade numérica e, pra mim, Felipão foi cirúrgico nas substituições. Tirou um volante caçador de um cenário que o convidava a receber o segundo amarelo e acabou com essa vantagem numérica, trazendo Jean e B. Henrique pra dentro de vez pra cobrir a zona do Valdívia, fazendo um 3x2 na dupla de ataque chilena e posicionando Mayke e D. Barbosa como alas, empurrando os alas adversários mais pra longe da nossa área e reduzindo as possibilidades de cruzamento, em um 3-5-2. Ainda que não tenha sido uma atuação coletiva das mais memoráveis e que tenhamos passado 20 minutos de sufoco no segundo tempo, qualquer técnico capaz de alterar estrategia de acordo com a leitura do que vê em campo ganha ponto positivo comigo. Felipão, mais uma vez, mostrou ser capaz disso. Ademais, quem vê pensa que enfrentamos o Huachipato ou o Deportes Temuco pra ser inadmissível levar pressão fora de casa, né? Os caras têm um trio de frente cascudo, rodado e tecnicamente muito bom, estranho seria saírem em desvantagem dentro de casa e ficarem com a bunda na parede o resto do jogo com medo de levar outro, ainda mais por tudo que o jogo de hoje representava pra eles - primeira quarta-de-final de Libertadores do Colo-Colo em 21 anos.
  2. Exato. Além disso, bom não esquecer de uma velha máxima do futebol: torcedor tem direito a sonhar com todo tipo de loucura, dirigente não. Torcida poderia se empolgar à vontade, a diretoria é que deveria ter colocado a mão na consciência antes de contrair uma dívida desse tamanho com orçamento reduzido pra contratar um dos expoentes da fantástica fábrica de enganações que foi aquele Santos de 2010-11. Isso pra não falar na proeza de pagar o agente errado na negociação, tipo de coisa que renderia uma coça de juntar bicho se acontecesse na várzea...
  3. V. Luís sofre do mesmo mal do A. Carlos: faz uma partida impecável até sofrer algum apagão mental e cometer falha de várzea. Na jogada do gol do Bahia, deu as costas pra bola e ficou mais perdido que surdo no bingo. Daria um 7,5 ou 8 se não fosse por isso, mas... Jean precisando comer uma lata de Nan 2 no café, uma lata de Sustagen no almoço e um pote de Whey na janta. Está destoando do resto do elenco fisicamente. Gomez e M. Rocha, melhores em campo. Willian e Dudu também ganham pontos comigo, nem tanto pelo desempenho técnico, mas por possibilitarem que chegassemos perto da área do Bahia após passarmos o primeiro tempo inteiro vendo Jean e Hyoran vindo com a bola dominada pra dentro e perdendo a posse pra um dos volantes adversários. Em que pese essa falta de movimentação no primeiro tempo, não vi todo esse gás no L. Lima, não. 90 minutos de água de salsicha purinha.
  4. A intenção da comissão técnica com a escalação do Jean era conter um dos lados do Bahia e tentar fazer com que concentrassem as ações ofensivas o máximo possível no outro flanco. Além de evitar a superioridade numérica dos baianos com a passagem do lateral, procurava congestionar o máximo possível a área de atuação do jogador mais criativo deles (Zé Rafael), forçando-os a levar o jogo mais pro lado direito e deixando-os mais previsíveis. A prática não foi tão boa assim porque Jean, além de estar destoando do resto do time fisicamente, fechava muito a marcação pelo meio quando perdíamos a bola, se tocando de que deveria estar cobrindo a direita apenas quando o Bahia já estava próximo da nossa área. Responsabilidade nisso não é exclusiva dele - B. Henrique, por exemplo, se adiantava pra disputar rebote ou tentar dar opção de passe mais à frente pro L. Lima e obviamente perdia na velocidade pro meio de campo leve do Bahia, forçando o Jean a cobrir sua lacuna algumas vezes -, mas fato é que comprometeu a estratégia de jogo. Outro ponto que comprometeu a estratégia é que, com Jean e Hyoran nas pontas, não tivemos jogada de profundidade durante o primeiro tempo inteiro. Com Felipão, nossos laterais são frequentemente os elementos mais recuados das trocas de passe pelos lados - o que explica boa parte de nossa melhora no aspecto defensivo nesse setor, mas por outro lado, exige jogadores agressivos no ataque, sempre bem abertos. Jean e Hyoran traziam quase todas as jogadas pro meio ao mesmo tempo, e com os laterais mais recuados pra estancar o contra-ataque adversário, não tinha ultrapassagem e deixamos duas zonas mortas nas laterais do campo, ao ponto de o Bahia deixá-las abertas e trazer os laterais deles mais pra dentro pra congestionar o centro do campo, já que só criávamos por ali. Nesse sentido, achei que o Paulo Turra mexeu bem no segundo tempo ao colocar Dudu e Willian pra ganhar esses espaços no campo. Explica boa parte da diferença no nosso volume de jogo entre as duas etapas. Bom ponderar também que essa estratégia inicial foi colocada em prática porque precisavamos poupar Dudu e Bigode pro jogo de quinta-feira. Com eles em campo, teríamos desde o começo dois jogadores capazes de fazer essa chegada ao ataque e ainda recompor bem - e reforço que sim, Dudu hoje é muito capaz de defender bem e dobrar marcação junto ao lateral, contrariando a noção geral que se tem dele como um jogador mais "mole" defensivamente. No geral, foi uma atuação razoável, longe de ser fruto de "covardia", "medo de perder" ou qualquer coisa do tipo. Bahia em casa é encardido e tem um meio de campo de alta mobilidade, achei que fizemos o melhor que podíamos pra conter isso, dados os desfalques e jogadores poupados. Ponto positivo pela boa leitura de jogo da comissão ao perceber que a estratégia inicial não tinha funcionado.
  5. Faço o mesmo questionamento. Pra mim, decidir título estadual e chegar no mínimo em quartas-de-final de CdB todo ano passa longe de ser motivo de vergonha - pra não falar no nosso retrospecto na Libertadores, que esse ano já subiu mais um degrauzinho em relação a 2015 (fase de grupos) e 2016 (oitavas). É muito difícil enfileirar títulos de copas no futebol brasileiro, o normal é perder mais que ganhar, não o contrário. Estar sempre entre os pretendentes a título e chegar longe todo ano aumenta as chances de conquista, e é isso que devemos buscar.
  6. Olha, perder na base do grito nos bastidores pra esse anão mineiro é inadmissível. Como bem dito por outros foristas, a diretoria suja deles e o lixo humano do Mano Menezes começaram a pressionar a arbitragem desde que foi anunciada. Surtiu tanto efeito que vieram ontem ao Allianz com o apito debaixo do braço e nos assaltaram. Nossa diretoria precisa fazer o mesmo desde já. Podem escolher o Pierluigi Collina pro jogo da volta, precisamos fazer barulho, intimidar esses merdas do Cruzeirinho e da comissão de arbitragem o mais rápido possível. Ou fazemos isso, ou correremos risco de sofrer outro assalto no Mineirão - só ver o que aconteceu com os sardinhas lá, quando tiveram a chance de fazer o gol da classificação no último lance do jogo. É notinha oficial da direção, é dirigente deles alfinetando a gente em entrevista coletiva, sugerindo esquema entre a gente e a CBF na última convocação da Seleção... chega de boa vizinhança com quem nos vê como inimigos. Tem que apavorar esse pedaço de merda de time com complexo de inferioridade, no melhor estilo Nobre x Flamengo em 2016. Não podemos perder outro título no apito de jeito nenhum.
  7. Esse sujeito, pra mim, é da escola de nojeira do Ricardo Oliveira: banca o santo e termina toda frase que diz com "glória a Deus", mas dentro de campo, é cera, provocação e desonestidade na veia. Tenho nojo puro e genuíno desse cidadão.
  8. Estão explicadas as várias notinhas oficiais reclamando da escolha do arbitro que foram publicadas por esse anão mineiro na semana antes do jogo, assinadas por dirigentes deles e até por esse ser humano asqueroso chamado Mano Menezes. Deu certinho. Bancaram os pobres coitados que seriam assaltados aqui pelo "time do eixo" e ganharam uma arbitragem totalmente favorável a eles fora de casa. Clube imundo de merda. O gol anulado no final é caso de processo judicial, assim como foi a final do Paulista. O que aconteceu ontem no Allianz não pode passar batido de jeito nenhum. Nem pro árbitro, nem pro responsável pelo VAR, nem pra comissão de arbitragem, nem pra esse clube maldito.
  9. até

    Estou falando isso por aqui há uns 2 meses, Moisés não tem mais dinâmica pra atuar tão avançado. Desenvolve muito melhor seu jogo mais atrás, seja iniciando as jogadas, seja marcando.
  10. até

    Melhor momento do T. Santos no primeiro tempo foi quase ter estourado o tornozelo desse lixo desse Barcos. Precisa sair no segundo tempo. Não só está sem função em campo mais uma vez, está mais louco que o Deyverson contra o Cerro.
  11. até

    Thiago Santos em noite de Márcio Araújo.
  12. até

    Que asco eu tenho desse maldito Cruzeirinho, fazendo cera com 30 minutos de jogo... time pequeno de bosta com um treinador asqueroso.
  13. Tonhão. Imprensa esportiva e rivais da época eram quase unânimes em dizer que era lento, grosso, cintura dura etc, mas poucos arriscavam entrar em uma dividida com esse homem. Time de 2000-2001 era praticamente uma reunião de jogadores contestados em bom momento e/ou em ascensão na carreira: Pena, Magrão, Argel, Tuta, Basílio...
  14. Foi cauteloso (como deveria ser) na escalação inicial e supôs que os imundos tentariam contra-atacar buscando Jadson e Roger entre as nossas linhas o tempo todo. Ao perceber que estávamos matando eles na origem da jogada e tirando os dois citados dessa zona de conforto, fez a leitura correta no intervalo ao perceber que era desnecessário manter um jogador sem participar do jogo ofensivo no nosso meio de campo (T. Santos). Era muito mais vantagem procurar ganhar campo em um setor congestionado (centro) e desequilibrar o balanço defensivo desses dois na frente quando o time recuperasse a bola. Daí em diante, virou jogo treino. Famoso básico bem feito, coisa que seu antecessor não lograva com um caminhão de termos técnicos na ponta da língua.
  15. Incrível como o Dudu cresce de produção quando não é forçado a jogar em profundidade e buscando jogada na linha de fundo, é um jogador que oferece isso naturalmente na medida em que ganha liberdade pra circular pelo setor de ataque e ainda te dá possibilidade de jogada construída de pé em pé perto da área adversária. Passe mais curto dele é muito preciso e ele sempre o faz já na movimentação, correndo pra receber de volta ou simplesmente pra atrair marcação. Pra mim, é a melhor função que ele desempenha em campo e é muito bem vê-lo assim. Deyverson vai se firmando como uma peça mais que útil no elenco, equilibrando a característica de aceleração e jogo físico com participação efetiva nas trocas de passe e construção de jogo do time, distanciando-se cada vez mais do perfil do "trombador da casquinha" que apresentava na temporada passada. E é notável que ele tem uma certa facilidade pra antecipar zagueiro na velocidade, como mostrou no gol de hoje - embora nem sempre conclua a jogada da melhor maneira. Entrada do Moisés foi providencial para criar o volume de jogo que criamos no segundo tempo, substituindo um jogador que praticamente não tinha função em campo (T. Santos) por outro que, além de ocupar espaços na defesa, tirava um dos marcadores mais adiantados dos lixos de perto do Roger quando tinha a bola e frequentemente forçava um dos volantes deles a sair pra pressão. Fez hoje o que tem feito de melhor nas últimas duas temporadas: desafogar jogo e ditar ritmo, sem necessariamente ter tanta presença na definição do ataque. Que zagueiro é esse Gomez, bicho? Noção de cobertura e leitura da jogada absurda, sempre na diagonal com o lateral pra evitar o 1x1 do adversário. Além de todas as qualidades que já demonstrou anteriormente, é o tipo de zagueiro que, em um bom sistema defensivo, consagra até lateral meia-boca e cobre avenida na marcação. Egídio ia se sentir o Marcelo jogando ao lado dele. No mais, notas positivas pra todos - inclusive pro T. Santos, a quem fiz uma ressalva no começo do texto, mas que só foi bem substituído porque a construção ofensiva dos gambás inexistiu, o que praticamente o limitou a suporte da primeira linha de defesa enquanto esteve em campo, já que não participa tanto do jogo ofensivo.