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  1. Não importa se o profissional em questão ganha um salário de quatro dígitos (como muito cara no Botafogo ganha, por sinal) ou de seis, o centro da discussão é a qualidade do jogo praticado nessas condições e a integridade física dos envolvidos com o mesmo. Atleta é forçado a alterar até mesmo suplementação e alimentação especificamente pra jogos assim, corre risco de insolação mesmo com duas ou três paradas pra reidratação e simplesmente não consegue manter o nivel de atuação com mais de 40 graus de sensação térmica, cada perna pesa uma tonelada e qualquer passe em profundidade vira um parto pra quem tem que buscá-lo. Pra ampliar a discussão e sair especificamente do jogo de hoje: alguém se lembra de um só jogo de bom nível no horário das 11h no Brasileirão, quase três anos após sua implementação? Porque eu só lembro de um monte de pelada no nível do Desafio ao Galo, com jogador vomitando dentro de campo e indo pro intervalo mais desidratado que um vencedor da São Silvestre. Se há quem ache isso desejável e saudável pro futebol nacional só porque jogador é bem pago, mora em cobertura no Leblon e anda de Land Rover, paciência, I agree to disagree.
  2. Lado direito me assustou durante boa parte do jogo, pra ser sincero. Time perde a posse no campo de ataque e o M. Rocha sobe quase até a linha de fundo pra pressionar em vez de deixar o ponta mais próximo fazer isso e remontar a linha defensiva, e pra agravar o quadro, quem ficou na cobertura pelo setor foi o Tche Tche, ora caminhando em campo, ora perdendo dividida a rodo. O primeiro vai mostrando boa adaptação física e margem pra evolução no ataque, mas precisa se livrar da mentalidade do galo doido; o segundo ganha uma ressalva por ter sido claramente um dos mais castigados pelo calor, mas precisa ser mais competitivo sem a bola - não adianta compor linha defensiva sem se atentar ao momento certo de pressionar e aos movimentos dos próprios companheiros pra sair em cobertura na hora certa, você acaba recuando, recuando e recuando sem fazer bosta nenhuma. Nada alarmante, é começo de temporada e é impossível manter um bom nível de atuação naquele forno que é Ribeirão Preto no meio do verão, mas não se pode deixar isso virar um vício, pois é muito mais difícil de corrigir esse tipo de coisa com a temporada já em andamento. T. Martins vai mostrando que tem potencial pra ser muito mais que um tapa-buraco no elenco. Caso mantenha o nível, vai ganhar vaga no time por mérito. Atuação correta do L. Lima. Mesmo participando menos do jogo com a bola, vai ganhando pontos pela boa composição na linha de 4 meias, seja pressionando saída de jogo adversaria, seja ocupando espaço mais atrás e fechando seu setor. Dá pra manter o 4-1-4-1 desses dois primeiros jogos numa boa com ele nesse nível, mas também vai precisar ajustar a movimentação caso o Moisés assuma a titularidade, já que a tendencia é de que o profeta seja o armador mais recuado e diminua a obrigação dele de voltar pra pensar o jogo mais atrás, ficando livre pra procurar jogo mais à frente, onde rende ainda mais. V. Luís respondendo muito rapidamente, seja na adaptação física, seja no posicionamento defensivo. Parece sentir muito pouco o ritmo de começo de temporada e simplesmente não dá bote errado: ou sobe certeiro pra antecipar o ponta adversário, ou encurrala o adversário na linha de fundo ou fecha a linha de defesa imediatamente pra cortar a virada de jogo do adversário - inclusive pelo alto. Firme na disputa de corpo, eficiente no desarme e, com a bola recuperada, acelera imediatamente procurando o jogador mais próximo pro contragolpe - reflexo do modelo de jogo ao qual se acostumou no Botafogo e que pode ser muito útil a nós. D. Barbosa vai ter que correr atrás. Falar da efetividade do Keno em acelerar o jogo com bola dominada e infernizar lateral adversário é chover no molhado. Os demais ainda estão alternando muito entre bons e maus momentos e/ou ainda estão com as pernas pesadas demais pra registrar primeiras impressões. No geral, todo mundo ganha um desconto pelo pouco tempo de temporada e por terem jogado debaixo daquela lua, mesmo os citados anteriormente. Vejamos os próximos capítulos.
  3. Todo ano a mesma coisa, sempre brota uma patotinha aqui pra classificar o trabalho de categoria de base do Palmeiras como patético, mandar o elenco inteiro do sub-20 fazer ENEM e desistir do futebol etc etc, tudo por uma eliminação na Copinha. Acompanhar o restante da temporada e o desenvolvimento dos moleques após uma desclassificação em janeiro pra que, né?
  4. Muito cedo pra aplausos, assim como seria muito cedo pra criticá-lo se tivesse feito uma partida abaixo da crítica. Foi muito bem ontem, a torcida é pra que se mantenha nesse nível e afaste a desconfiança gerada em parte da torcida (me incluo nessa) em temporadas anteriores.
  5. Para os que chiarem e ficarem fazendo fofoquinha com os corporativistas coleguinhas de imprensa, está prevista a seguinte sanção:
  6. Nenhum time grande está ajustado fisicamente pra se fazer afirmações definitivas sobre jogador X ou Y, pro bem ou pro mal. Jogo de estreia em Estadual é igual arrumar encontro no Tinder: você tem uma primeira impressão, mas só vai saber se a pessoa é feia ou bonita bem depois. Nesse contexto, chega a ser absurdo ver torcedor cobrando comprometimento, raça e falando em displicência de quem quer que seja após 90 minutos de futebol em 2018, como se esse fosse o motivo de fulano estrear abaixo da sua média, não o calendário de merda do futebol brasileiro.
  7. De onde brotou isso aí do Geromel? Multa dele pro mercado interno é astronômica e o Grêmio já tem um elenco curto demais pra abrir mão de um dos pilares do time facilmente. Acho dificilima.
  8. É possível que o Scarpa seja uma reposição a uma saída do Dudu no meio da temporada, e até achava que a presença dele em uma das pontas desequilibraria o bom meio encontrado pelo Valentim no fim da temporada passada (com Dudu e Keno pelas beiradas), mas por outra ótica, também acredito que uma linha de três composta por L. Lima, Scarpa e Dudu vá ao encontro das características dos nossos laterais. Os dois últimos não se limitam a atuar perto da linha lateral e costumam buscar muito o jogo por dentro, procurando o passe pro meio ou infiltrando no setor carregando bola, o que deve abrir os dois corredores laterais pra que M. Rocha e D. Barbosa os ocupem e deem profundidade ao time. Vejamos quais serão os primeiros testes do Roger nesse sentido no Paulistão. Um modelo de jogo com essa dinamica fatalmente vai pedir dois jogadores que componham linha defensiva pelo centro do campo, que devem ser F. Melo/T. Santos/B. Henrique e Moisés. Time parece se desenhar em um 4-2-3-1.
  9. Tche Tche é um jogador que necessita de liberdade pra circular por todo o meio, procurando o espaço vazio na intermediária pra preencher e aproximar dos companheiros - ou como dizia o Cuca, dando uma de peladeiro conscientemente, sem uma função específica em campo além de povoar o ataque e acelerar o passe. Ao meu ver, isso passa pela própria característica dele: defensivamente, não é um dos melhores quando o assunto é combate individual ou postura corporal, o que prejudica na hora de compor linha defensiva no meio; ofensivamente, as melhores qualidades são o passe curto e a infiltração imediata, quase nunca procurando alguém em profundidade, mas sim o companheiro mais próximo, enquanto o próprio TT busca se desmarcar pra receber lá na frente e fazer a mesma coisa tudo de novo. Dá uma dinamica enorme ao time quando cabe no modelo de jogo e quando ele se movimenta constantemente pra buscar esses espaços vazios - nenhum dos dois casos se aplicou em 2017. Pra encaixar um jogador desse tipo em qualquer modelo de time, o Tche precisaria ser um Kanté da vida, jogador de precisão absurda no passe curto e um monstrinho defensivamente. Não é. A falta de movimentação só agrava o quadro e o transforma em um cerca frango dando toquinho improdutivo de lado no círculo central - não à toa tanta gente viu semelhança entre ele e o Gente Boa no último ano. Imagino que, caso ele não possa ter essa liberdade com o Roger, a tendencia é seu desempenho continuar caindo e ele perder vaga no time, o que não seria nenhuma tragedia.
  10. Sendo bem sincero, não trocaria o Guerra nem por dois Scarpa, e olha que me agrada bastante o futebol do último. Se a ida do venezuelano pro FluC era mesmo indispensável à negociação como foi noticiado, ainda bem que melou.
  11. A. Martins sempre me pareceu aquele tipo de zagueiro que ganha mais destaque pela qualidade técnica com a bola que pela solidez defensiva. Passo longe de achar que saber jogar com bola no pé é um simples acessório pra posição, mas um defensor precisa dominar todos os fundamentos básicos da sua função em campo antes de ser considerado "acima da média", algo que nunca enxerguei nele - ao contrário, cansei de ver erros de cobertura e cabacice em disputas corporais em atuações dele, desde seu surgimento no Vitória e sua primeira passagem pelo Vasco, momentos de maior destaque da carreira dele. Não deixa de ser uma contratação decente pra um elenco que fechou o ano com R. Caio (outro zagueiro da categoria citada acima), Arboleda e um encosto do Valencia pinçado por algum bambi incompetente na Wikipedia ou no F. Manager (Aderlan), mas longe de ser a salvação da lavoura.
  12. Ninguém reparou que um dos barrigueiros aí usou uma publicação do Erik de semanas atrás (despedindo-se do Palmeiras antes de ir pro Atlético-MG) pra dizer que o Dudu já estava dando adeus à torcida? Falta só o Nicola soltar essa amanhã no Bate-Bola da hora do almoço, dizendo que ouviu isso diretamente do Roberto Gomez Bolaños da Rádio Ciudad de México...
  13. Seria perfeito pro Scarpa ir pro SPFW agora. Além da concorrência invariavelmente menor que encontraria por lá, teria mais margem pra oscilação, já que as porradas de torcida e imprensa serão direcionadas ao Diego Souza em sua maioria, goste ele ou não. Enfim, acho ele um ótimo jogador, mas perder ele não é nenhum fim de mundo. Antes de contratar todo e qualquer jogador bom dando sopa no mercado só pra colocar banca e/ou desfalcar rival interessado, o Palmeiras tem a obrigação de olhar pro próprio elenco, pra ideia de jogo a ser posta em prática e pra combinação de características dos jogadores que possibilite o melhor desempenho. Foi o primeiro erro de 2017, e é o primeiro erro a ser evitado em 2018.
  14. Buffarini acabou de ir pra lá, acertou com eles em dezembro, após o fim do Brasileirão. Ainda é incógnita.
  15. Eu já acho ele incrivelmente parecido com o Ortega, dribla de cabeça erguida pra não perder o tempo da jogada e achar o passe certo, fora a facilidade enorme de fugir de marcação na faixa central do campo, seja movimentando e arrastando adversários, seja fazendo fila nos dribles.