Proponho pensar o seguinte: não se trata de querer jogar bem, mas de começar a mostrar indícios de que o trabalho não será insuficiente nos momentos de decisão. Jogar bem é consequência, mas as ações do treinador vem em primeiro lugar. É preciso ter mais variações, encontrar soluções mais rápidas, trabalhar melhor o banco, não deixar titular se sentir intocável etc. É preciso romper com o vício de temporadas anteriores.
Não foram precisamente as perdas de título para o Flamengo que irritaram parte da torcida, mas sim o modo como o time jogou na final da Libertadores, a quase tragédia contra a LDU em Quito, o esfarelamento de um time que jogou muito bem em dois meses e passou a ser nulo após perder o Lucas Evangelista e, acima de tudo, a constrangedora abdicação de voltar a colocar o time na briga após os resultados ruins na reta final do Brasileirão — ele literalmente jogou a toalha, um troço inacreditável.
Concordo...assim, vejo maior responsabilidade em quem o mantém no cargo ... difícil alguém na posição dele pedir pra sair, milhões pingando na mão regularmente no final do mês e apoio dos chefes às suas ações independentemente dos prejuízos que eventualmente possam trazer ao clube que o emprega.
Se for olhar somente pra resultados, estamos bem demais.
Se for olhar pra futebol jogado, todo mundo pedindo cabeça do técnico.
E ficamos nessa encruzilhada, os que querem um futebol mais vistoso pedindo a cabeça do técnico e os que se contentam com os resultados, entendendo que e loucura trocar agora de técnico.
E não tem certo nem errado, os dois possuem o seu ponto de vista e argumentos bem fundados.
Eu sinceramente estou em cima do muro, não consigo pender nem pra um lado e nem pra outro nesse momento.
Ganhamos um jogo, deveria ser motivo pra comemorar, mas hoje, com o tamanho de investimento que temos, o torcedor não se contenta mais só com vitórias.
O que está sustentando o argumento da liderança no Brasileirão é o fato de, pelo menos neste primeiro recorte, ter cinco times ali em disputa da segunda posição, sem aquela concentração em Palmeiras v. Flamengo.
Porém, o jogo atrasado do Flamengo indica um novo rumo para a o 2/4 da competição. Dificilmente, os demais times conseguirão acompanhá-los. Salvo os dois, não há um grande time nesta edição como o Botafogo de 2024 ou o Atlético-MG de 2021.
Dito isso, numa competição em pé de igualdade entre dois times, uma liderança provisória não deveria ser um argumento indiscutível para avaliar todos os aspectos do trabalho de uma comissão técnica.