Esse é o recorte desde 2023.
O que mudou é que tivemos a felicidade de ter só um concorrente no Brasileiro (que entrou em parafuso) e ainda por cima um moleque extra classe que recebeu chances após duzentas trolhas de convicção frustradas e ele resolveu.
Só isso. Vai ver o extra classe é o Pacheco e por milagre fazer o simples num resolva. Um tanto colocando os jogadores para jogar onde rendem mais. E talvez ajude nem que seja na individualidade e qualidade os jogadores realmente bons decidirem.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O time de 2024 ganho em cima do fraco Santos, mas eliminou Ponte goleando e eliminou Novorizontino que tinha eliminado o São Paulo.
Em 2025 ganhamos em cima do time que eliminou Santos e Corinthians, depois de termos eliminado São Paulo. Nisso tudo, o que importa não é de quem ganhamos, mas o simples fato de que não ganhamos nada de relevante, apesar de que certamente vocês fariam manifestação para demissão após a perda de um Estadual (ainda que dessa vez valeria pelo acúmulo de derrotas em decisão).
Em 1996, por exemplo, foi o ano fantástico para virtualmente todos. E foi um ano de apenas um Paulista. Perdemos de forma muito incompetente a final da Copa do Brasil para o fraco Cruzeiro que se sustentou em um único jogador, o Dida. E perdeu a chance do Brasileiro para o limitado Grêmio do Felipão, com o futebol mais mecânico do mundo que sofreu muito mais para jogar contra o Atlético do que contra nós. E esse era o brilhante time, dos craques e do grande treinador. E de apenas um Estadual.
O problema não é poucos títulos com bom elenco, nem mesmo se considerarmos a baixa validade desses títulos. O problema é a forma com que o time se apresenta, com os mesmos erros frequentes (e nem me refiro às bolas longas, mas a dependência na individualidade, a insistência em determinados jogadores abaixo do nível, o modelo tático inadequado e virtualmente imutável no posicionamento, alternando baseado apenas nas qualidades de alguns).
Insisto, o ano de 2025 não era o momento e a justificativa para o rompimento da trajetória. Mas novo fracasso em 2026 já representa o ponto final. Contudo, a torcida precisa refletir o mínimo antes de apresentar as alternativas. As opções apresentadas no final do ano passado se mostraram fracassos e parecem insistir nas apostas incabíveis no começo de 2026. Por exemplo, eu vejo como muito mais adequado um investimento na contratação de um Portaluppi do que um Filipe Luís, pela experiência dos dois no contexto em que trabalharam. E sei que, infelizmente, corro sério risco de errar, porque, ainda assim, é uma aposta, na única função literalmente determinante, a de treinador.