De acordo. Eu tenho esse mesmo pesar. Naquele momento, ele estava acima. E se tivesse tido a oportunidade de ser titular, provavelmente não teria saído nunca mais do time.
Ele crescia muito em clássicos. Tem esse 2x0 contra os [termo ofensivo] que você citou, o 2x0 contra a gambazada em que ele e o Vitor Reis jogaram muita bola (o VR fez gol inclusive), teve um clássico contra o Santos que ele jogou muito bem também.
Coisas que só o Charles Miller de Penafiel pode explicar.
Certo dia, Abel visitou o campus da Fefeleche, palestrou sobre seu livro e leu a seguinte inscrição em uma de suas paredes mofadas: “a barba não faz o filósofo, mas o filósofo não faz a barba.” Voltando à Academia, mandou inscrever nas dependências do NSP: “de homens grandes não se fazem grandes homens.”
Brincadeiras à parte, o caso Naves é inexplicável. Não me lembro do jogador ter feito uma partida ruim. E me recordo ainda menos de fartura no setor defensivo pra sair emprestando potencial zagueiro com facilidade. Ele me parecia bem superior ao Benedetti, o alto. Fez partidas memoráveis como aquele 2x0 contra o São Paulo no Morumbi. Lamentei bastante quando jogou o então inexperiente Vitor Reis e não ele contra o Botafogo na Libertadores/24.
Talvez pelo fato de pensar muito no lado do jogador, Abel o libere ao primeiro sinal de insatisfação por jogar pouco.