A questão é que não são muitos os times que têm condições e principalmente que topariam arcar com os salários dele. Ele tem um dos maiores salários do Atlético de Madrid.
Na Europa eles pagam muito alto por direitos federativos, sobretudo pelo peso do câmbio, mas não necessariamente há uma proporção em relação aos salários.
Acho que é bem possível que ele seja especulado por mercados alternativos que banquem altos salários, como o futebol árabe. Aí não tem como competir. Mas se tiver a possibilidade de oferecer algo perto do que ele recebe no Atlético e ainda a possibilidade de atuar bem mais próximo de sua terra natal e com compatriotas, acho uma tentativa muito válida.
Giménez é um baita zagueiro e isso é incontestável. Mas é novo e com certeza tem mercado na Europa.
Se fosse um cara que “já ganhou tudo” por lá, até daria pra convencê-lo a vir por dinheiro, mas não me parece o caso.
Enfim, custa sondar? Não, mas cientes de que a possibilidade é remota.
O que tem que ficar evidente é que o Nino foi muito bem aqui no Brasil (futebol sulamericano), era referência no Fluminense, tem 28 anos e também foi muito bem no futebol russo.
Mas o Giménez é mais consolidado no futebol competitivo, não é qualquer um que consegue atuar 13 temporadas no mesmo time, numa liga relativamente forte europeia, e no terceiro maior clube do país. Jogador que acumula convocações pela seleção uruguaia, que pouco oscilou na carreira.
Ele lembra muito o Gomez em características de jogo. Aquele jogador de confiança e regularidade. Além de ter se efetivado como zagueiro, sabe atuar como lateral defensivo.
Além da idade, outro fator que pontua a favor do Nino é o fato de estar acostumado com o ritmo de partidas do futebol daqui. Algo que o Giménez poderia estranhar por ter passado tanto tempo na Europa.
Enfim, eu observaria de perto a situação do beque uruguaio, consultaria os valores, as condições e se o Zenit demorasse muito ou fizesse muitas imposições pelo Nino, iria pra cima dessa oportunidade de mercado.