O futebol brasileiro ainda se aproveita do que sobrou do "país do futebol", mas essa mística está caindo por terra e não vai demorar muito para termos uma queda grande importação de "talentos". Hoje, jogadores africanos, por exemplo, têm dado um retorno bem mais positivo na Europa, então esse mercado tende a ser a nova "menina dos olhos" dos gigantes europeus. Até os clubes argentinos parecem ser melhor vitrine.
Enquanto o Brasil se mantive focado em formar "pontinhas velocistas", que não conseguem nem manter a raíz do improviso brasileiro e nem a disciplina tática europeia, o futebol brasileiro de modo geral vai seguir produzindo jogadores descartáveis. Me parece que as categorias de base dos clubes têm pouco interesse em de fato formar aletas, corrigir erros, desenvolver habilidades... a ideia é colocar pra jogar o quanto antes para ganhar notoriedade e vender.
De modo geral, o futebol brasileiro precisa se reinventar. Precisa aprender com a Espanha e tantos outros países que fizeram uma reformulação do que pensam para o futebol. O grande problema é que isso passa inevitavelmente pela CBF, e aí a gente já consegue entender porque a coisa demoraria muito para andar.
Esse gol do Teresa quase do meio campo acendeu o alerta de jogador diferenciado. Ele não recebeu a bola dominou e olhou para o gol, ele estava em progressão, correndo e então percebeu o goleiro adiantado. Faz tempo não vejo um jogador profissional experimentado fazer isso e aconteceu na base, impressionante.
Como eu disse há pouco no "futebol nacional", todos os quatro gols dos jogos de ontem nasceram em falhas do goleiro ou defesa. Zero jogada trabalhada. Ao menos para 80% dos clubes, o nível do futebol brasileiro atual é inversamente proporcional aos valores que estão sendo pagos para os jogadores/comissão técnico.
Eu realmente não entendo como alguém acha que essa conta (esportiva e financeira) pode fechar.