Com a vinda do Barboza, temos três nomes disponíveis com totais condições de titularidade. Com exceção do Flamengo, que tem Léo Pereira, Léo Ortiz e dois laterais experientes que conseguem fazer a função de zagueiro, Danilo e Alexsandro, não há time no país e talvez no continente com três beques desse nível de qualidade técnica.
A maior fraqueza desse plantel é justamente nas laterais (principalmente o lado direito), e temos bons alas, como Piquerez, Allan, Felipe Anderson, Sosa e Arthur. Giay, pra mim, é um jogador defensivo. Tão somente.
O meio-campo hoje teria como melhores peças o Marlon Freitas e Andreas. Martinez tem feito a função de volante mais recuado, não está mal, porém aqui eu investiria em alguém com maior poder de marcação ou que dê maior dinâmica e movimentação.
No ataque há duas opções incontestáveis, que são VR e Flaco. Árias e Paulinho flutuam ali entre ponta, meio e ataque e buscam o seu espaço para essa condição, pois têm qualidade para tal.
Logo, acho sim uma opção bem interessante a formação com três zagueiros.
Concordo. No Brasil o 352 é quase sempre um 532. Raramente os alas avançam ao mesmo tempo (vantagem que é citada por quem defende esse esquema) e na maioria das vezes os alas são os próprios laterais, que jogam do mesmo jeito. O único 352 "legítimo" que vi aqui foi o SPFC do Muricy com dois meias/atacantes nas alas: Jorge Wagner e Souza/ Leandro.
Se o Palmeiras jogasse com Alan na direita e FA na esquerda aí eu veria uma grande diferença.
Também acho uma boa. Mas teria que ser um trabalho bem dinâmico, no sentido de o técnico saber trabalhar tanto com uma formação com dois zagueiros, quanto com os três. Essa dinâmica é essencial porque em certos jogos (por exemplo, jogando em casa ou precisando buscar o resultado) teremos que trabalhar com dois zagueiros. E aí toda a formação do time tem que mudar junto, desde os alas até os atacantes. Um técnico bom e inteligente que tenha capacidade de treinar essa variação antes dos jogos, saberia trabalhar com essa dinamicidade conseguindo fazer o coletivo se adaptar e se entrosar rapidamente. E é aí que entra a precoupação. Não temos esse técnico.